Por Karina Torres
Com seu Olhar 43, ele foi considerado sexy e rebelde. Hoje, o ex-vocalista do RPM está mais família do que nunca. Paulo Ricardo fez ioga, estudou budismo e cabala. Agora, faz análise. Trocou os exercícios na praia do Leblon, Rio de Janeiro, onde vivia, pela rotina de uma academia paulistana. E o jeans rasgado deu lugar ao terno nas festas. ''Rebeldia não combina mais comigo, já tenho 46 anos!'', explica o cantor e compositor, que prepara novo CD com canções de Vinícius e cita a consultora de moda Costanza Pascolato: ''Elegância é adequação''.
Em 2003, menos de um ano após o início do namoro com a arquiteta e socialite Raquel Silveira, 49, disse ''sim'' em uma cerimônia tradicional, na Igreja São José, na capital paulista. ''Estávamos apaixonados e percebemos que, apesar de ser o terceiro casamento de cada um, nunca tínhamos casado na igreja. Isso, na nossa idade, me pareceu bem romântico. E foi'', revela.
Morando em casas separadas, mas na mesma rua, o casal não dispensa o jantar às quintas-feiras com os filhos. São três dela: Luiza, 23, Rodolfo, 20, e Antonio, 11, e uma dele, Paola, 21.
Avô?
E Paulo Ricardo derrete-se todo ao falar da filha, que é baixista e apresenta ao pai roqueiro as novas bandas e tendências musicais. ''Paola, mesmo sendo musicista, é tímida, discreta, supersaudável - detesta cigarro. Você constrói sua personalidade em oposição aos seus pais'', explica ele, comparando a sua juventude com a vida da filha, que teve no primeiro casamento, com a produtora Moira Lynch, 43. ''Paola veio do Rio para morar comigo e trouxe um casal de gatos'', conta. ''Já me sinto 'meio' avô'', diverte-se.
Quanto a temas como namoro, sexo e ciúmes, Paulo Ricardo diz não ter esse tipo de preocupação. ''Eu sou zeloso, mas não ciumento'', garante ele. ''Somos amigos, falamos de tudo e ela me vê como um pai garotão. Se fosse menino, falaríamos também de sexo. Mas ela deve ficar mais à vontade com a mãe'', afirma. Careta? Não, é apenas um Paulo Ricardo 'adequado', como ele mesmo diz.
Para ver as fotos entre no site:
http://contigo.abril.com.br/reportagem/paulo-ricardo-rebeldia-nunca-mais-401019.shtml
Paulo Ricardo aquece o público de São Bernardo em noite fria.
Por: Alessandro Luiz de França
Na noite desta sexta-feira (26), o cantor e compositor Paulo Ricardo se apresentou em São Bernardo do Campo, São Paulo, com a sua banda PR5, num restaurante tradicional da cidade. O show trouxe como lançamento o seu novo trabalho “CD Virtual 2”, que já está à venda no site da UOL Megastore.
O Show:
Sua apresentação foi marcada por uma produção impecável, uma boa qualidade de som, iluminação e com um palco auxiliado por dois telões. Além de trazer um bom cardápio musical com canções de seus discos solos já conhecidas pelo público, como “A Chegada” e “Dois”, fez releituras interessantes de bandas consagradas, trouxe “Crazy Little Thing Called Love” do Queen e “Hony Tonk Woman” dos Rolling Stones. O cantor ainda reservou para o público São Bernardense uma viagem no tempo com clássicos do RPM; em “Revoluções por minuto” o cantor caracterizou-se com um boina “alá Che Guevara”, passando pela crítica “Alvorada Voraz” e a magistral “Radio Pirata” - essa última com uma mistura incidental indo de Rolling Stones a The Doors. A esta altura a platéia estava extasiada, mas ao som de Olhar 43, Paulo Ricardo e PR5 levou o público ao delírio. E assim, marcou sua passagem pelo ABC.
Os Bastidores:
No camarim, Paulo Ricardo recebeu seus fãs, tirou fotos, deu autógrafos com uma serenidade que até então nunca tinha visto. Apesar de estar em cima da hora do show, não desfez de ninguém com pressa, e sim, deu atenção para cada um de seus fãs ali presentes. Dentro deste espaço concorrido, o cantor recebeu a equipe do Blog Nota Musical para uma rápida entrevista e falou sobre seu novo projeto “CD virtual 2”. Confira a entrevista abaixo:
1-Você acabou de lançar um cd Virtual, fale um pouco deste projeto.
R: A idéia surgiu em fevereiro de 2005, quando estávamos na casa do Big Brother. Apesar do RPM ter feito uma versão original para o tema do programa em 2001, Boninho nos pediu naquele mesmo ano, uma nova versão de “Vida Real”. Surgiu então, a iniciativa de distribuí-la gratuitamente na internet para os telespectadores. Foi a partir de “Vida Real 2005”, que criamos o “CD virtual nº1”, com cinco músicas, além da versão do Big Brother 2005, disponibilizado de forma gratuita no nosso site: http://www.pauloricardo.com/. Eu divulguei isso ao vivo da casa do Big Brother para uma audiência de mais de 60 milhões de pessoas. Foi um recorde absoluto, mais de 2,5 milhões de acessos, uma coisa incrível durante duas semanas em que o “CD Virtual 1” ficou disponível. E agora em Setembro, nós acrescentamos a nova música “Linda demais” para também ser baixada gratuitamente, iniciando nossa incursão num projeto unicamente virtual com o “CD Virtual 2”, sem a necessidade e a pressão de um CD físico, mas desta vez, o download é pago e está disponível no site do UOL, no universo online da folha e o nosso site está hospedado lá. Na primeira semana, entramos na lista dos 10 cd´s mais baixados. Eu estou muito empolgado com isso, porque a gente sabe que a internet está dialogando com a garotada, que ao mesmo tempo tem acesso a tudo muito rapidamente e também tem a ver com esse público que queremos atingir. Estamos muito satisfeitos com o resultado e daqui a pouco a gente lança mais uma.(risos).
2-A nova música “Linda demais” pode ser considerada uma aperitivo para um disco com músicas inéditas?
R: Eu não tenho nenhuma pretensão de um novo cd físico num futuro imediato. Meu próximo projeto para um cd fisico é cd com o Toquinho. Esse sim, segue os padrões tradicionais com 14 faixas, no qual nós homenagearemos Vinicius de Moraes, regravando suas canções com seus diversos parceiros, como Tom Jobim e o próprio Toquinho. Esse projeto deve sair, se der tudo certo, até o final do ano. Paralelamente a isso, estou compondo com minha banda PR5, obviamente, esse processo se dará de forma natural e no momento certo.
AGRADECIMENTOS:
Paulo Ricardo- Por contribuir com a realização do nosso trabalho de forma gentil.
Sonia Fossati (Assessora de Imprensa- Paulo Ricardo) - Obrigado pela força e atenção!
Fotos:
Denise Zachi

Troféu Super Cap de Ouro premia os melhores, em São Paulo


| Paulo Ricardo na Calçada da Fama do Rock Brasileiro |
publicado em 26/08/2008 |
Mais um nome foi incluído na Calçada da Fama do Rock Brasileiro, a RockWalk Brasil. Desta vez foi o cantor Paulo Ricardo que recebeu a equipe do projeto no último dia 15, deixou suas marcas na placa de concreto e autografou diversos itens para a exposição itinerante. Entre os itens estão livros, CDs e uma guitarra.
Paulo Ricardo ficou conhecido nacionalmente nos anos 80 como vocalista e baixista da banda RPM, um dos maiores fenômenos de vendas da história da música brasileira. Após o estrondoso sucesso com o RPM, Paulo Ricardo seguiu carreira solo, apostando em canções românticas e flertando com o Pop Rock.
Atualmente o cantor está em turnê divulgando o álbum “Prisma”.

O artista será capa da revista Caffè, focada no mercado de luxo
Na tarde deste domingo (03 de agosto), o badalado Royal Club abriu suas portas para receber Paulo Ricardo e a equipe da revista Caffè. A pauta do ensaio girou em torno do universo do rock e o quanto esse estilo musical influencia a moda, comportamentos e é sinônimo de energia, luxo, viagens, extravagâncias, diversão. “O Paulo era o personagem perfeito que precisávamos para este editorial. Antenado, moderno, amante da moda e da música e um de nossos maiores símbolos do rock nacional. Ficamos muito felizes que tenha aceitado o convite. O resultado graças ao estilo forte dele e ao profissionalismo de toda a equipe, vai ficar sensacional.”, comenta Victor Drummond, editor de moda da Caffè.
“Achei incríveis as fotos que fizemos e a proposta do tema e das atitudes. O resultado final vai ficar lindo.”, conta Paulo. Símbolo de toda uma geração, o cantor representa bem o estilo “glam rock underground chic” de vestir. O editorial propõe para o homem moderno, looks não tão glitters como o de David Bowie, nem tão dirties como o de Alice Cooper, mostrando o estilo rocker possível. Desequilíbrio na medida exata.
A Revista CAFFÈ, que vai para o mailing dos clientes da Jaguar, também pode ser encontrada nas Livrarias Fnac e Cultura, bancas mais bacanas dos Jardins, Ipanema, Leblon, Brasília e Belo Horizonte.
BNPress,é lógico,tem o material prá você !





PAULO RICARDO : todo estiloso para o editorial da Revista CAFFÈ
fotos : divulgação

Jornal da Tarde 03/07/08 SP
Astrid Fontenele e Gabriela Duarte comandam festa em SP
27/06/08 - ig gente
27/06/2008 07:38
Paulo Ricardo agita festa da campanha "Inverno sem frio"
Gabriela Duarte, Astrid Fontenele, Paulo Ricardo, Paula Bulamarqui e Daniel Alvim foram alguns dos convidados vips que prestigiaram a festa
Sônia Vieira
Gabriela Duardem Astride Fontenele, Paulo Ricardo, Paula Bulamarqui e Daniel Alvin na festa da Campanha do Agasalho 2008
Gabriela Duarte, Astrid Fontenele, Paulo Ricardo, Paula Bulamarqui e Daniel Alvim foram alguns dos convidados vips que prestigiaram a festa da campanha do agasalho 2008, em sua 5.a edição “Inverno Sem Frio – Aqueça seu coração”, na noite de quinta-feira (26), na Vila Uber, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. O evento organizado pelo Instituto Global de Marketing Social (IGMS) e patrocinado pela empresa Locaweb foi embalado com um show do cantor Paulo Ricardo.
A jornalista Astrid Fontenele foi a embaixatriz da festa. “Fiquei super orgulhosa com este convite. A maior lição de vida é a solidariedade e a gente só constrói um país melhor se todos estiverem bem”, comentou Astrid que atualmente é repórter do programa da Hebe. “Comecei fazendo reportagens para Hebe brincando e deu certo.” Quando o assunto foi coração ela revelou: “Estou namorando há um mês o baiano Fausto Franco produtor executivo do Chiclete com Banana.”
Já a madrinha da campanha do agasalho foi a atriz Gabriela Duarte. “Fiquei muito feliz de ser convidada, principalmente porque este ano o tema da campanha é a família e eu agora estou começando a construir minha nova família”, declarou Gabriela que por enquanto não tem planos para voltar para as telinhas. “Vou fazer teatro, mas ainda não posso falar nada.”
Outra personalidade que prestigiou o evento foi Paula Bulamarqui. Ela chegou ao local por volta da meia noite e meia, acompanhada de seu namorado o ator Daniel Alvim. “Aproveitei que estou em São Paulo para vir ao evento”, revelou Paula que integra o elenco da novela A Favorita. “Começo as gravações em Julho.”

27/06/2008 - 12h59
Paulo Ricardo faz show em São Paulo
Paula Burlamaqui, Daniel Alvim e Astrid Fontenelle conferem a apresentação do cantor
Vejam as fotos:
http://ego.globo.com/Gente/Fotos/0,,GF59849-9801,00-PAULO+RICARDO+FAZ+SHOW+EM+SAO+PAULO.html#gallery
http://ego.globo.com/Gente/Fotos/0,,GF59849-9801,00-PAULO+RICARDO+FAZ+SHOW+EM+SAO+PAULO.html#gallery

Paulo Ricardo "matou" seu lado romântico-brega dos anos 90
LAURA MATTOS
da Folha de S.Paulo
IVAN FINOTTI
Editor do Folhateen
Paulo Ricardo foi assassinado. Para fãs do RPM, alívio: o morto não é o vocalista da banda fenômeno dos anos 80, mas aquele romântico/brega do 90.
Aos 44 anos, o astro do rock oitentista reflete sobre a viagem que fez por TVs populares e rádios sertanejas com cabelo curto, gravata e paletós coloridos: "Admito que surtei".
À Folha, conta ter eliminado a tiros o personagem que criou, cantor da multidões que vendeu mais de meio milhão de CDs com baladas pegajosas e sucessos de Roberto Carlos.
A morte ocorreu em um retiro, quando ele abandonou também as drogas. Depois, quarentão zen, resolveu acabar com a disputa judicial contra Luiz Schiavon e Fernando Deluqui (tecladista e guitarrista do RPM), iniciada após a tentativa de retomar a banda, em 2002. "Eu e o P.A [baterista] queríamos modernizar, eles, o RPM clássico. Estavam certos."
Os quatro assinaram acordo para lançar em 13 de julho, Dia do Rock, uma caixa com os três CDs do RPM, que venderam mais de três milhões de cópias, além de um quarto com raridades e o DVD da turnê Rádio Pirata, que lotou estádios em 1986. Negociam uma nova reunião da banda para shows de lançamento desse material.
Enquanto isso, Paulo Ricardo, em carreira solo, pede "pelo amor de Deus" para entrar de novo no universo pop rock. Ele faz hoje, no Tom Jazz (av. Angélica, 2.331, 0/xx/11/3255-3635), o segundo show da turnê do novo álbum, "Prisma".
Na primeira apresentação, na semana passada, cantou sucessos do RPM para uma platéia de 60 pessoas, como se estivesse diante da multidão enlouquecida de fãs da banda.
Abaixo, entre outras revelações, conta como abandonou o "delírio de tentar derrubar o muro de Berlim do preconceito entre o rock e o popular".
A imprensa
Minha relação com a imprensa teve um percurso bem típico. Quando a gente era uma banda underground, tocando nos porões, "uau", eram só reportagens maravilhosas. Lançamos o primeiro disco, e as críticas "uau". Chegou "Rádio Pirata ao Vivo", a gente bateu um milhão de cópias e "pau", foi sarrafo para sempre. Fiz novela, sarrafo, o RPM voltou, sarrafo, cortei o cabelo, sarrafo, casei, descasei, sarrafo. Mas, depois da superexposição do RPM e de gravar com o [produtor e compositor de hits populares] Michael Sullivan, o que foi considerado uma traição ao rock, hoje tenho um bom relacionamento com a imprensa. E, graças a Deus, no começo da carreira, li uma entrevista com o Mick Jagger que dizia: "Contanto que a minha foto esteja na capa, não tô nem aí com o que vão falar na página 96".
Brigas do RPM
A história do RPM teve final feliz. Em 2006, depois de quase três anos brigando na Justiça, assinamos um acordo. O motivo do segundo racha, após a volta do RPM em 2002, havia sido minha vontade de impor uma modernização à banda. Achava que Revoluções por Minuto pressupunha constante movimento. Eu e o [baterista Paulo] P.A [Pagni] estávamos empolgados com tantas mudanças. O [tecladista Luiz] Schiavon e o [guitarrista Fernando] Deluqui queriam continuar um som mais oitentista, RPM clássico. Depois de refletir, liguei para eles e disse: "Vocês estavam certos, eu estava errado. Vamos fazer as pazes". Não dá para o RPM não ser classic rock brasileiro. Primeiro porque aquela fase marcou muito e depois porque não houve continuidade. Querer retomar e pular do colegial para o mestrado é impossível. O fã iria dizer que o RPM estava traindo o RPM. Ninguém quer saber de show dos Stones com drun'n bass nem de Coca Cola verde.
O acordo
O novo acordo é baseado no primeiro, que assinamos quando moleques. Isso tudo foram "eles" que fizeram, os moleques, que têm idade para ser nossos filhos. Temos que respeitar o que assinamos em 84. Isso é o RPM. Estamos em paz conosco, com nosso passado e vamos botar um ponto final nessas coletâneas com capas horrorosas que saem por aí.
Lennon e McCartney
O conceito do RPM foi desenvolvido por mim e pelo Schiavon. Mesmo que eu tenha feito os acordes ou desenvolvido a melodia, a coisa não sairia se ele não estivesse comigo. Na época, combinamos de dividir tudo meio a meio. Tivemos uma briga na turnê Rádio Pirata, em 86, e passamos a estabelecer porcentagens diferentes de acordo com a participação de cada um. Era uma divisão justa. Não foi ético eu dizer o que disse nessa briga mais recente [há três anos, Paulo Ricardo reclamou do fato de Schiavon receber 15% dos direitos autorias de "Rádio Pirata"]. Não haveria RPM sem ele. Pedi desculpas. Até hoje recebemos uma quantia razoável com a obra do RPM. Vende disco, toca na rádio, é regravado.
Revival dos Anos 80
Nunca me alinhei a esse revival. Essas duas voltas do RPM, a de 2002 e a que faremos agora para o lançamento da caixa de CDs e do DVD, estão relacionadas à história da banda, à pressão dos fãs. No momento em que um projeto tem um cunho saudosista, estou fora, até porque somos novos para isso.
O Eterno?
Após tantas experiências na música, eu me dei por satisfeito. Agora me deu aquela síndrome do Carlos Drummond de Andrade: "Cansei de ser moderno, quero ser eterno". Nos 14 discos que gravei, tenho um repertório que vai de Cartola a Led Zepellin. "Prisma", o novo, é pop rock, de onde vim e de onde nunca deveria ter saído.
Romântico/Brega
Essa fase veio quando me vi embarreirado pelo pessoal do pop rock, um pouco porque consideraram que fui eu, com meu ego imenso, que terminei com o RPM, o que não foi verdade. Sei que vou sofrer sempre esse negócio de fãs do RPM que se sentiram traídos pelo vocalista megalômano que abandonou a banda egoisticamente para se dedicar à carreira solo.
Estava um clima muito hostil para mim nas rádios pop rock. Aí encontrei o [compositor de hits populares] Michael Sullivan, a gente compôs uma música, "Dois", que ficou quatro meses no primeiro lugar das paradas. O CD ficou quatro meses no topo dos mais vendidos, vendeu meio milhão de cópias. Fizemos em espanhol para 36 países. O rock estava numa fase pesada, as bandas brasileiras cantando em inglês. Falei: "Quer saber, esse negócio de rock é um rótulo muito pequeno. Sou brasileiro, quero experimentar, gravar outras coisas".
O Personagem
Eu curti aquele personagem que inventei, o cantor das multidões. Usava paletó, gravata, cabelo curto, cada aberração, até casaco de zebra! Em 97, saiu o CD "O Amor me Escolheu", que estourou. Em 98, 99, gravei músicas do Roberto Carlos. Meu primo estava num táxi, no rádio tocava "Dois", e ele disse: "É meu primo, o Paulo Ricardo do RPM". E o taxista: "Não, esse é outro, é o Paulo Ricardo Dois". Ele tinha razão, era outro cara. O público tinha me recebido de braços abertos e eu me contagiei pelo sucesso.
Dois Brasis
Fui muito bem recebido por um segmento que não costumava freqüentar, como rádios sertanejas. São dois brasis completamente diferentes que não se bicam. Muita gente ali nem sabia que eu era do RPM e muita gente do mundinho aqui nem soube o que eu fiz ali. Estava me separando de um casamento de anos com a Luciana Vendramini, estava sofrendo, não estava pensando na revolução. Olhando para aquilo hoje eu abomino. Mas na época eu estava dentro e era natural.
O público?
Não tenho idéia de quem seja meu público hoje. É muita mudança e talvez esse seja um dos motivos de o primeiro show desta turnê não ter lotado. Mas sempre penso que estou tocando no Madison Square Garden lotado. Pode ter 15 gatos pingados. Quando tem menos gente, eu me sinto ainda mais na obrigação de dar o máximo aos que vieram. Além disso, amo o que faço, pagaria para cantar.
Drogas?
Ah, não mais. Como nos anos 80 a experiência foi muito intensa, quem sobreviveu entrou com muito cuidado nos 90. No rock, que tem ligação mítica com as drogas, convivemos de perto com experiências pesadas. Fui visitar o Lobão em cana, Bangu 1, Arnaldo [Antunes] preso, [Tony] Belloto. Aí teve o Cazuza, Renato [Russo]. Você diz: "shit happens" [acontece merda]. Não se deve demonizar as drogas, mas vamos admitir, é uma puta perda de tempo. Se puder passar sem elas, é um bem que faz para a sua saúde física e mental. Sempre falo isso para a minha filha [Paola, 19].
Quando chegou o final dos anos 90, eu disse "enough" [suficiente]. Fiquei quase sem voz no período de show de lançamento do disco do Roberto Carlos. Estava tudo inflamado. "E aí, doutor, o que tomo?" E ele: "Você não toma nada". Também me mandou parar de falar. Fiquei um mês em silêncio, no sítio de um amigo.
O assassinato
Foi quando decidi parar com as drogas. Já não usava mais cocaína e resolvi largar o baseado. No retiro, cheguei à outra conclusão: "Vou assassinar o Paulo Ricardo Dois. Vem cá, Paulão, pá, pá, pá [imita revólver com a mão]. Desculpe cara, era eu ou você". Parte do problema da voz era emocional. A minha voz falou: "Se quer pagar esse mico, vai aí, mas eu tô fora". Aquilo havia passado do limite. Eu tinha uma utopia, uma megalomania, de unir os brasis, derrubar os muros de Berlim do preconceito do rock e do popular. Isso pode até rolar, mas não é fácil assim. Foi um delírio.
O surto
Aquele cara não existe mais, e estou muito confortável sendo quem sempre fui. Admito que surtei. Tinha sido muito bem tratado por todo mundo lá, principalmente pelo público, e tive prazer em vários momentos. Mas, com o tempo, eu me senti deslocado porque não era minha tribo. Às vezes estava em programas nos quais não podia usar uma expressão em inglês porque ia soar arrogante. Estava me editando. Liguei para o empresário e disse: "Não vou fazer mais nada". E ele: "Você está louco?". Respondi: "Não, eu estava louco".
Volta ao Pop Rock
Pensei: "I wanna go home" [quero voltar para casa]. Mas me responderam: "Não, agora você foi para o Afeganistão, não volta mais para os EUA". Insisto: "Pelo amor de Deus, cara, deixa eu entrar!". Digamos que agora estou na sala de espera.

Olhar 43 para mil mulheres apaixonadas
Local: CCS Data: 09/03/07
O clube de campo, fez e fez bonito, trazendo o cantor Paulo Ricardo, para arrancar suspiros, das mulheres. Após assistirem um desfile de modas, com as tendências para o outono, inverno, o locutor anuncio: Em 5 minutos Paulo Ricardo, neste momento foi uma gritaria só, mulheres estéricas correndo para a beirada do palco, subindo nas cadeiras, logo uma multidão se aglomerou, as que ficarão com a visão do palco comprometida, começarão a gritar ,senta, senta, outras gritavão barraqueras, barraqueras, após vários pedidos e vaias para que elas permanecerem sentadas, elas sentarão mas não antes de arrastarem suas meses e cadeiras para mais próximo ao palco, é isso mesmo foi um festival de mulher arrastando mesas e cadeiras, garrafas, e copos caindo no chão, cena esta nunca vista por este que aqui escreve. Em fim começa o tão esperado espetáculo: Paulinho entrou no palco, no maior estilo acústico e foi desde suas canções mais antigas até os sucessos atuais, e quem esperava um Latino, todo atirado, rebolando, e dançando saiu sem ver, já que em entrevista o próprio Paulo Ricardo declarou que se ele dependesse de Rebolar para ganhar a vida ele morria de fome. Em fim valeu a pena o olhar 43 ao vivo.
Fotógrafo: Manuel Garcia

Paulo Ricardo lança novo show e diz que ainda é do rock
Thiago Kaczuroski
Divulgação
Paulo Ricardo lança temporada de shows nesta segunda-feira
» Paulo Ricardo lança novo show e diz que ainda é do rock
O cantor Paulo Ricardo, 44 anos, lança na próxima segunda-feira uma temporada de shows no Tom Jazz, em São Paulo, onde mescla o repertório de seu disco mais recente, Prisma, com grandes sucessos de rock gravados no disco Acoustic Live. Em conversa com o Terra, disse que ainda é do rock e que amadureceu seu jeito de cantar.
» Confira mais de 600 mil letras de música
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Para a nova temporada, Paulo Ricardo preferiu um lugar mais intimista em vez das grandes casas de show. "Gosto do clima de jazz club de casas como o Tom Jazz. Isso faz com que as pessoas vão para lá com o interesse de realmente conhecer meu trabalho novo, e não apenas ouvir grandes sucessos".
O cantor disse, porém, que seu estilo ainda é o pop rock. "Ainda sou do rock. Minhas composições são sempre pop rock. Quis fazer um disco mais intimista para poder cantar essas grandes canções. Mas meu novo disco vai ser um Prisma mais roqueiro, com mais peso".
Ele diz que amadureceu seu timbre vocal nos últimos trabalhos. "Sempre gostei dos vocalistas que cantavam mais grave, como o Jim Morrisson e o Bowie, então quis experimentar isso", diz Paulo Ricardo, que contou que ainda se impressiona com o carinho que as pessoas têm com o RPM, banda que acabou há quase 20 anos.
"O RPM tinha essa urgência daquela época, as músicas eram rápidas, tinham que ser gritadas. Não tenho problema algum em lembrar daquela época, tenho muito orgulho da nossa produção e meu relacionamento com Luiz Schiavon é ótimo, estamos compondo juntos", conta o cantor.
Professor
Paulo Ricardo atualmente exerce uma nova função: ele é professor do curso 50 Anos de Rock, ao lado do jornalista Cadão Volpato, na Casa do Saber. "Está sendo ótimo. Tem gente de 50, 60 anos, que viveu o começo do rock, e tem a molecada, que está por dentro das novidades e nos questiona sobre essa ou aquela banda. Sinto que estou retomando meu lado jornalista, que exerci por quatro anos".
O músico disse que considera a Internet uma ótima fonte de troca de informação sobre música, mas que algumas coisas precisam mudar.
"Precisamos achar uma forma de regulamentar o que acontece hoje em dia. Estamos no meio de uma revolução, que está mudando o jeito como a gente se relaciona com a música. Tenho certeza que em um futuro próximo o CD vai acabar e todo mundo vai carregar sua discoteca em um iPhone", finalizou o músico.
Redação Terra

Sob um novo olhar
O cantor Paulo Ricardo comemora o natal em Fortaleza com a festa 20 e poucos anos e celebra o novo CD "Prisma". Em entrevista exclusiva ao Buchicho, Paulo Ricardo fala sobre os anos 80, o eterno olhar 43 e a carreira solo. Saiba também como ganhar cortesias para a festa
Viviane Gonçalves
da Redação
23/12/2006
Na ativa desde os anos 80, Paulo Ricardo não tem tempo para nostalgia, mas garante que adora as festas que revivem a época do olhar 43. "Não tenho como sentir saudade, porque continuo cantando... Acho uma oportunidade divertida de estar com os velhos amigos", afirma o cantor em entrevista exclusiva, por telefone, ao Buchicho. Com o recém-lançado "Prisma", Paulo Ricardo revela que descobriu uma nova forma de cantar e a emoção de voltar a estrada para divulgar o trabalho é enorme. Já há algum tempo seguindo carreira solo, ele confirma o prazer de cantar o que quiser, mas avisa que o RPM pode voltar em breve.
Se você não quer perder de jeito nenhum a festa 20 e poucos anos - que contará também com a participação de Marcelo Bonfá, Banda Coda, Mr. Babão e Dj Gerson Fox - o Buchicho reservou uma surpresa para você! Os 10 primeiros leitores do O POVO que apresentarem o selo especial da matéria na portaria do jornal, ganharão uma cortesia com direito a acompanhante para a festa 20 e poucos anos, que acontece amanhã no Mucuripe Club.
O POVO - Fala um pouco sobre o lançamento deste novo CD, "Prisma"
Paulo Ricardo - Esse CD em muitos aspectos parece que é o meu primeiro disco. Ele vem depois do Acustic live ¿ que está até com uma música na novela Páginas da Vida. No Prisma eu tive que encontrar uma maneira nova de interpretar as músicas, explorando os graves. Isso acabou influenciando e repercutindo neste meu novo trabalho. Eu quis dar o clima e astral das grandes canções com toque acústico. E ao mesmo tempo procurando uma unidade, trabalhando com compositores que me identifico, como Guilherme Arantes. Descobri uma nova forma de cantar, mais tranqüila e grave de cantar. Tudo a serviço da canção!
OP - Qual a inspiração para escrever músicas tão românticas?
Paulo Ricardo - Na verdade, algumas músicas fiz esse ano, outras tem 2 anos de existência, não foi um período só de composição. Foi uma busca de unidade. A maioria das canções falam de amor, mas elas não falam somente de amores felizes ou desencontros. Eu procurei não deixar que o repertório ficasse muito lento e para baixo, elas tem uma levada mais para cima. Acho que estou mais pop do que romântico. Costumo dizer que o meu disco fala de coisas que são feitas com as pernas da minha experiência e braços da minha imaginação. Eu começo uma música pensando no que me aconteceu, mas uma rima pode dar outro rumo. Eu não vivi necessariamente o que aconteceu nas letras, mas me identifico com elas.
OP - O que te encanta mais na carreira solo?
Paulo Ricardo - O gostoso de cantar sozinho é que eu posso cantar o que eu quiser, gravar Vinícius, Elton John, Cartola, Caetano e Beatles. Fica um trabalho mais pessoal, eu assino em baixo. Mas, mesmo na carreira solo eu nunca estou sozinho. Já participando de um grupo, onde muitos compõem, todos precisam estar de acordo para alguma mudança. Eu tenho prazer nos dois. Daqui a pouco sai a caixa do RPM e pode ser que surja a banda novamente, mas não tem nada marcado ainda.
OP - Qual o segredo para continuar na estrada, lançando CD com músicas inéditas, com tantos anos de carreira?
Paulo Ricardo - Eu acho que sempre tem que manter a vontade de se superar. Para compor uma música nova tem que se empolgar tanto quanto aconteceu com os sucessos antigos. Não tem nada mais gostoso do que terminar uma música nova e perceber que as pessoas vão curtir. Não tem segredo! Primeiro vem a vontade de gravar o disco e depois cair na estrada. O que considero principal é que amo o que faço e não trocaria por nada. Sinto necessidade de música.
OP - Qual a maior saudade que você tem dos anos 80?
Paulo Ricardo - Quando faço os shows eu me sinto como se estivéssemos numa maquina do tempo e tanto traz o público para aquela época, como as músicas para o dia de hoje. Não tenho como sentir saudade, porque continuo cantando. Se existe algo para ter saudade é do Renato Russo, Cazuza e Chacrinha. No ponto de vista do meu trabalho, tenho o maior carinho pelo RPM.
OP - O que você acha das festas que acontecem em todo o país que revive essa época?
Paulo Ricardo - Eu fico lisonjeado de fazer parte desse quadro, de um repertório de canções que mesmo depois de 20 anos despertam interesse. Acho uma oportunidade divertida de estar com os velhos amigos, como o Kid Vinil e Leoni. É bom fazer com que as pessoas sintam que eles fizeram muito sucesso e podem continuar a produzir coisas legais também.
OP - Qual a expectativa para a festa 20 e poucos anos que acontece amanhã em Fortaleza?
Paulo Ricardo - Vai ser muito bom. Vou com o Marcelo Bonfá e vamos nos divertir demais. De um modo geral não sinto tanta essa nostalgia porque vivi demais os anos 80. Mas entendo as referências que marcaram essa época, a euforia. Espero que a festa seja maravilhosa. Por isso também fizemos o especial do RPM para a MTV em 2002 e rodamos o Brasil inteiro. Não me considero apenas um músico dos anos 80, e sim um também dos anos 90 que fez carreira solo e que em 2006 está lançando disco novo.
OP - O que o natal representa para você?
Paulo Ricardo - Nós músicos temos um calendário e agenda diferentes das pessoas. Passei minha adolescência perdendo feriado e fim de semana para cantar e tocar, enquanto todos iam para a praia, eu ficava com rapazes zuadentos ensaiando. Depois que consegue se profissionalizar, todo dia é como qualquer outro. Não pode ter apego a essas datas. Sei que o dia de natal é dia da família, de se ver pessoas distantes, mas tem também um lado triste, de pessoas que se foram, do capitalismo, do trânsito e shopping que fica uma loucura. Eu sou mais as festas de reveillon mesmo. Acho que o brasileiro perde muito com tantos feriados no ano. Aquela história do Brasil só voltar à ativa depois do carnaval, somos pobres com tanto feriadão.
OP - Não tem como não falar sobre o famoso olhar 43. Explica o que é esse olhar 43 que há gerações encantam as meninas?
Paulo Ricardo - Surgiu de uma brincadeira que acontecia em um programa de humor que era exibido quando eu era criança, Balança mais não cai. Na adolescência, a maioria dos meninos passam por esse processo de se soltar e abordar uma menina num bar ou danceteria. Alguns são muito travados, e eu era bem tímido, usava óculos. O olhar 43 surgiu como uma mensagem, um torpedo. A pessoa manifestava no olhar o que ele não conseguia verbalizar. Para ser sincero, não sei porque escolhi esse número. Foi aleatório, poderia ter sido qualquer outro número, como 79 ou 32. Não sei dar uma explicação convincente. Mas sei muito bem o que o olhar 43 significa. É como um: Oi, tudo bem? Vai ter jogo?
OP - Mudou o assédio dos fãs depois do seu casamento com a Raquel?
Paulo Ricardo - Não. Fã é fã, tem uma relação com o artista e a obra, não é nada pessoal. A Raquel também é super carinhosa com elas. Nunca tive problema com o assédio das fãs.
OP - Você também é jornalista e por muito tempo atuou como crítico musical. O que você acha da nova geração de roqueiros brasileiros?
Paulo Ricardo - Eu acho que não só no Brasil, como no mundo todo está tendo uma reciclagem, uma releitura dos anos 80 e até 70. No Brasil tem o Emo cor que eu não me identifico. Acho que perdi um pouco a paciência de ouvir muita guitarra, muito barulho, isso acaba atropelando e escondendo a canção. Dos novíssimos eu não tenho um destaque. Só nos anos 90 que tenho o maior respeito pelo Skank e Marcelo D2.
OP - Nestas eleições você se candidatou a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Como surgiu o interesse por política? Pretende se candidatar novamente?
Paulo Ricardo ¿ Por duas semanas eu me candidatei. Quando soube que não poderia fazer show e nem me apresentar na TV e rádio eu desisti. Eu estava envolvido em vários fóruns e pensei que pudesse ajudar. Fui convidado para me candidatar e o partido acreditou que eu teria um resultado expressivo. Mas deixei a idéia para um futuro.
Serviço
CD Prisma - Paulo Ricardo
Quanto: R$ 33,90 (Buscapé)
Festa 20 e poucos anos
Quando: amanhã (24/12)
Onde: Mucuripe Club
Hora: 0h
Quanto: R$25 (pista) e R$50 (camarote)
Promoção
Os 10 primeiros leitores do O POVO que apresentarem o selo especial da matéria na portaria do jornal, ganharão uma cortesia com direito a acompanhante para a festa 20 e poucos anos, que acontece amanhã no Mucuripe Club.
Qualquer dúvida, entre em contato com a Central de Relacionamento O POVO - 3255 6250
Maturidade pop - Universo Musical
Divulgação
Amparado em seu grande sucesso, Paulo Ricardo vem colhendo os frutos de seu trabalho. Com uma discografia respeitável, o cantor tem músicas em filme e novela
Por J.R. Vital
22/12/2006
Um dos maiores sucessos de vendas da música brasileira, Paulo Ricardo está lançando novo disco solo, Prisma, pela gravadora EMI. Aos 44 anos, o cantor pode se orgulhar de sua biografia e ter certeza de que possui uma discografia de qualidade.
Vivendo uma excelente fase na carreira, talvez a melhor desde que se desligou do RPM, Paulo Ricardo volta a gravar músicas inéditas depois de lançar, no final de 2005, o CD e DVD de releituras Acoustic Live.
Oitavo trabalho solo do cantor - 14º, contando os discos com o RPM e o PR-5 - Prisma vem com muitas baladas e uma pitada de modernidade em suas 13 faixas.
"Consegui aliar o pop maduro com o amor em suas mais variadas manifestações", conta Paulo Ricardo.
O cantor mostra que realmente está mais maduro e com um som muito coerente. Mas o melhor de tudo é que ele não perdeu as influências do rock que o consagrou.
"Fiz uma boa mistura dos anos 80 com os anos 2000", avalia.
Apenas duas faixas de Prisma não são inéditas: Ninfa, antiga canção da carreira solo de Paulo Ricardo, que ganhou uma nova roupagem e está mais contemporânea do que nunca; e Um Dia de Sol, releitura da banda gaúcha Papas da Língua.
Entre as novas músicas estão Diz, escolhida pela EMI como primeira faixa de trabalho; Longe e A Pessoa Errada.
Shows assinados por Ney Matogrosso
A turnê de Prisma está programada começar em 2007. Os shows serão dirigidos por Ney Matogrosso.
"Terei um prazer imenso em trabalhar com o Ney. É uma honra ser dirigido por ele, que é um craque na área", empolga-se Paulo Ricardo.
Além de possuir um talento nato como cantor, o ex-RPM tem confirmado seu sucesso como compositor.
"Possuo um leque grande de influências e sou muito eclético. Adoro compor minhas música e também gosto muito de musicar letras de outros compositores", conta Paulo Ricardo, que já fez parcerias com Guilherme Arantes e com Lulu Santos, entre outros.
O momento de Paulo Ricardo é tão bom que a música Vida Real foi eleita pela Endemol, rede de televisão holandesa dona dos direitos do programa "Big Brother", como o melhor tema do reality show em todo o mundo.
Ainda na telinha, Paulo Ricardo emplacou sua releitura de Beautiful Girl, do INXS - gravada para o projeto Acoustic Live - na trilha sonora "lounge" da novela global "Páginas da Vida". Além disso, a música Noites Vazias (O Que Será de Nós), do novo CD, será um dos temas do filme "Falsa Loura", de Carlos Reichenbach.
E para os fãs do extinto RPM, uma ótima noticia: Paulo Ricardo e Luiz Schiavon, antigos companheiros de banda, reataram a amizade. Juntos, eles compuseram a música O Dia D, A Hora H, faixa que encerra o CD Prisma.
"Quem sabe, em um futuro próximo, possamos fazer outros trabalhos juntos", planeja o artista.

Entrevista com Paulo Ricardo
Entrevista: Juliana Maia / Fotos: Eduardo Bussolin
O seu novo CD traz versões acústicas de grandes sucessos do rock internacional. De onde surgiu essa idéia?
As pessoas vêm me pedindo isso desde o sucesso de London London, com RPM, e de Imagine, na carreira solo. Sempre cantei algumas dessas músicas em shows, mas esse ano decidi colocar todas as minhas favoritas num CD e DVD gravados ao vivo.
E como o público e a crítica têm reagido com relação a essa nova fase na sua carreira?
Tanto o CD quanto DVD estão chegando ao disco de ouro e incorporamos algumas dessas canções no novo show. Como são clássicos do pop internacional, todo mundo conhece e pode cantar junto.
Há dez anos, fiz um disco chamado Rock Popular Brasileira aonde regravei minhas favoritas do pop rock nacional, mas meu cd anterior, Zum Zum com PR5, foi totalmente inédito e autoral. Há tempo pra tudo.
Você tem um gosto bastante eclético para música. Mas quem realmente lhe influenciou durante sua trajetória?
Para resumir: Beatles no internacional e Caetano e Roberto no Brasil.
O fato de o RPM ter tido uma história de muito sucesso, embora curta e conturbada, não pesa na hora de mudar o rumo do seu trabalho?
Hoje não mais. Somos amigos, está tudo resolvido entre nós e tenho uma nova banda, PR5. Além de lançar ocasionalmente trabalhos solo.
O rádio é hoje basicamente um espaço de mídia que pode ser comprado e que dificilmente abrirá espaço para o novo.
Sua filha toca baixo, certo? Você apóia a possibilidade de ela seguir a carreira artística?
A música é um hobby para ela. Profissionalmente, ela quer trabalhar com designer.
No camarim, no figurino, tens alguma mania especial, alguma superstição?
Costumo viajar com velas, incensos e cristais para dar um clima nos camarins e normalmente rezamos antes de entrar no palco.
Uma dica para as bandas que estão começando procurar seu lugar ao sol.
Sempre que possível buscar composições próprias e cuidar da parte administrativa com o mesmo carinho que se cuida da parte artística.

Paulo Ricardo: "Acoustic Live" Canal Pop
publicado em 06/03/2006
Por Ider de Oliveira
Foto: Divulgação
Num formato bem intimista, "Acoustic Live" é, de certa forma, uma homenagem aos grandes nomes da música internacional.
O cantor e compositor Paulo Ricardo mostra seu lado intérprete neste trabalho, que começou numa brincadeira entre amigos
e resultou no CD e DVD, gravados ao vivo na House of Palomino, em 2005.
A lista dos homenageados vai de Bob Dylan a Jack Johnson. A escolha do repertório foi certeira, reunindo clássicos do pop rock
em formato acústico. Os arranjos são um espetáculo à parte, além da ótima qualidade de gravação.
"Acoustic Live" tem um clima descontraído e Paulo Ricardo parece estar bastante à vontade na interpretação de canções que
embalaram sua vida e influenciaram sua carreira, cantando de forma simples, menos agressiva e com dicção impecável.
São 18 músicas no DVD e 14 no CD. São canções que alcançam várias gerações, apropriadas para momentos, situações e
locais diversos. São sucessos eternos com a notável assinatura da voz de Paulo Ricardo.
Este é um álbum gostoso de se ouvir, com a contribuição de músicos competentes como Tuco Marcondes e Fernando Nunes,
além dos amigos da banda PR-5.
Resenha - Ig Pop
Por: Carlos Augusto Gomes
Todo mundo sabe que, quando alguém faz sucesso na música, não demora muito para aparecer uma multidão de imitadores logo em seguida. O triste é quando esse primeiro alguém que fez sucesso já se apropriava da obra de outros artistas, e mesmo assim é copiado. Imitação de algo que já não era nem um pouco original, resumindo.
É exatamente isso que fez Paulo Ricardo em seu novo CD, "Acoustic Live". Neste álbum, o ex-RPM grava covers desplugadas de sucessos internacionais - exatamente como Emmerson Nogueira e Danni Carlos vêm fazendo há algum tempo. Bem, se os dois estão vendendo bem com essa tática, por que não fazer igual?
Nas 14 faixas do CD - o DVD tem 17 -, Paulo Ricardo mostra que estudou direitinho a fórmula Emmerson Nogueira/Danni Carlos de "fazer" música. Que é a seguinte: canções que todo mundo conhece, de preferência dos anos 1970 e 1980, em versões suaves e cheias de violões, mas com alguns momentos mais animadinhos, para o pessoal pode acompanhar com palmas.
A diferença é que Paulo Ricardo decidiu adicionar um molho mais, digamos, particular a essa receita. Enquanto Emmerson e Danni são tão discretos que chegam a ser impessoais, Paulo Ricardo usa e abusa da sua canastrice: voz rouca, sussurros, gemidos e uma verdadeira overdose de biquinhos - esses, só visíveis para quem comprar o DVD.
É exclusivo do DVD também o momento mais constragedor deste lançamento: a versão de Kiss, do Prince (que Danni Carlos, vejam só, já regravou no ano passado), em que Paulo Ricardo resolve mostrar todo o seu lado sensual. Deixa as já tristes covers de Wicked Game (Chris Isaak) e Careless Whispers (George Michael) no chinelo.
Paulo Ricardo faz noite de autógrafos, no Rio
12/01 - 10:18
O cantor Paulo Ricardo, ex-integrante do RPM e atual líder do PR.5, realizou na última quarta-feira, dia 11, uma noite de autógrafos em seu novo CD e DVD, na Fenac do BarraShopping, no Rio de Janeiro.
Intitulado Paulo Ricardo Acoustic Live, o DVD e o CD, lançados pela EMI Music, foram gravados em setembro do ano passado na House of Palomino. Este novo trabalho do cantor é todo em inglês e traz clássicos do pop internacional, de Bob Dylan a Jack Johnson, passando por Beatles, Stones e INXS.
Na ocasião, Paulo Ricardo, como sempre, muito simpático, atendeu todos os fãs, que enfrentaram a fila para garantir uma dedicatória do cantor.
Acoustic Live traz 14 músicas no CD e 18 no DVD, que ainda apresenta uma releitura de Quiet Nights Of Quiet Stars, versão em inglês de Gene Lees para Corcovado, de Tom Jobim, a única música de um autor brasileiro selecionada.

Temperos da Metrópole
Paulo Ricardo
a comida do Rock Por Lígia Prestes - Fotos Guilherme Alaia - Go where Gastronomia
A banda de Paulo Ricardo, RPM, revolucionou o pop brasileiro dos anos 80 " mas na mesa ele é ultraconservador
Na primeira metade da década de 80, um grupo revolucionário surgiu no mundo do rock brasileiro. Fenômeno fulminante do pop rock,
o RPM vendeu cerca de 4 milhões de discos entre 1984 e 89 e marcou época com os sucessos Rádio Pirata, Olhar 43 e Louras Geladas.
No vocal dessa banda estava Paulo Ricardo, um carioca que cresceu ouvindo bossa nova e aos 15 anos mudou-se para São Paulo.
O cantor fez alguns semestres de Jornalismo na Universidade de São Paulo e logo se mudou para Londres, onde era correspondente
de uma revista de música. Quando voltou para o Brasil, montou o RPM, que sacudiu 2,5 milhões de pessoas em sua turnê "Rádio Pirata ao Vivo".
Com raios laser, sintetizadores, cantando com Caetano Veloso e Bezerra da Silva, compondo com Milton Nascimento, o RPM
apontou tendências, inovou e deu início a uma nova era no "show biz" brasileiro.
No fim da década de oitenta, após o fim do RPM, o cantor iniciou sua carreira solo, vendendo mais de 1 milhão de discos no Brasil e em Portugal.
Outro trabalho, O Amor Me Escolheu, em 1997, teve versão em espanhol do CD nos Estados Unidos e em mais em mais de 36 países de língua espanhola. Imagine, de John Lennon e com versão autorizada por Yoko Ono, ocupava o 1º lugar das paradas de todo o Brasil. Hoje, Paulo Ricardo volta a compor e se apresentar e dedica-se à sua nova banda, a PR5, que está em plena turnê " Zum Zum 2005 " que saiu com selo próprio e conta com a presença
do baterista Paulo Pagni (ex-RPM) e o tecladista Yann Lao (ex-Metrô).
Se o rock ainda é sua paixão, quando o assunto é gastronomia, Paulo Ricardo abre um sorriso: "Em São Paulo há muitas novas ofertas, muitas casas boas abrindo, mas eu acabo indo sempre nos mesmos restaurantes". Um lugar que o cantor de Revoluções Por Minuto costuma freqüentar é a Forneria San Paolo.
"É uma lanchonete com a grife Fasano e um lugar diferente de tudo", explica ele. "Se tem uma coisa que eu acho genial é o cardápio de músicas. Eles dão um lápis e um papel para selecionar, por número, a canção que você quer ouvir". Segundo o ex-RPM, a Forneria tem um ambiente gostoso, rústico e o cardápio dos sanduíches é extenso. "O meu prato preferido é o Trevisani, que é uma massa de pizza como um sanduíche fechado, com calabresa, mussarela e espinafre.
É um prazer que eu me permito raramente", conta Paulo Ricardo.
Outra casa consagrada de São Paulo onde o cantor gosta muito de se deleitar é a churrascaria Rodeio. "Sempre que eu estou em São Paulo no fim de semana, o que é raro, vou ao Rodeio. A carne é maravilhosa e as entradas também. Você fica ali horas, degustando o couvert antes de pedir o prato principal e, quando ele vem, você está quase não agüentando mais", confessa.
"Eu não sou muito de barzinho. Quando eu vou a um bar, vou com os meninos da banda, na esquina da casa do Yann (tecladista da PR5), porque é perto", conta Paulo. "A Vila Madalena é um lugar onde volta e meia eu vou para dar uma canja com os amigos". O A Marcenaria é uma das casas que Paulo Ricardo costuma freqüentar para fazer um som. "Eu gosto do Marcenaria porque tem música ao vivo. Prefiro lugares assim", diz. "Outro lugar que eu acho bacana é o Maevva. Esses lugares são legais porque são ideais para encontrar os amigos, jogar conversa fora e ouvir boa música".
Apesar de ter essas preferências fixas, Paulo Ricardo acha que as pessoas escolhem seus points preferidos mais pela proximidade. "Quando estudava no Objetivo, eu ia aos barzinhos ali na Avenida Paulista. Já quando eu fazia USP, sempre batia ponto no Rei das Batidas, ali perto", conta. "O boteco é gostoso por isso. Quanto mais à vontade, mais qualquer nota for o bar, melhor".

Paulo Ricardo compara tema de 'BBB' ao de ‘Missão Impossível’
Paulo Ricardo, intérprete do tema de abertura do “BBB” acredita que a canção pode ser comparada aos temas dos seriados “Jeannie é um gênio” e “Missão Impossível” devido ao seu sucesso.
Os versos “se você soubesse quem você é, até onde vai a sua fé, o que você faria, pagaria para ver” invadem os lares brasileiros nos últimos sete anos durante os três primeiros meses do ano.
“Olha, ganhei muito bem com os direitos autorais da música e ainda não estou cansado de ouvir o tema”, disse Paulo Ricardo ao “Jornal da Tarde”.
No entanto, para não ficar preso apenas ao rótulo de eterno RPM ou “o cara que canta o tema do Big Brother”, o cantor tem apostado em aulas de história do rock na Casa do Saber, em São Paulo, está fazendo shows na capital paulista e pretende virar apresentador de TV.
“Estamos montando um piloto (programa teste) e vamos começar a oferecer para as TVs logo mais. Estou bem empolgado”, disse ele, que quer falar sobre o rock diante das telas.

Chat do Terra com Paulo Ricardo(3/5/2006)
Moderador 19:06:14
Paulo Ricardo
Fazendo sucesso há mais de 20 anos, o cantor Paulo Ricardo deixa um pouco de lado a função líder de banda para dar mais atenção à sua veia de intérprete. Em Acoustic Live - disponível em CD e DVD, ele canta Bob Marley, John Lennon, Paul McCartney, MIck Jagger e Jack Johnson.
A idéia de fazer um trabalho mais intimista surgiu há dois anos quando o produtor musical Zuza Homem de Mello pediu ao carioca um projeto que pudesse ser apresentando em uma determinada casa de espetáculos de São Paulo. Meses depois e sem ter decidido nada, Paulo Ricardo recebeu de um fã clube um disco com gravações feitas em shows de astros da música pop. "Ali, eu senti que enfim havia encontrado o caminho: gravar as canções que eu cantava em rodas de amigos, em festas, até mesmo antes de o RPM existir", disse no texto de apresentação. As músicas, de diferentes épocas, têm três pontos em comum: são composições alheias, cantadas em inglês e em formato acústico.
Moderador 19:35:05
Leandro diz: Como você elegeu as canções que entraram no disco "Acoustic Live"?
Moderador 19:36:41
Carmem diz: Você gravou o CD no ano passado e só lançou agora. Por quê demorou tanto?
Paulo Ricardo 19:38:49
Leandro, o critério foi totalmente pessoal por prazer e outra coisa que tinha em mente era cantar canções que eu já conhecia e que por um motivo ou outro fizeram parte da minha formação musical. Não me preocupei com o período. Vai de Dilon a Jack Johnson. Evitei músicas que tivessem sido regravados há pouco tempo, e consegui fazer um apanhado bem significativo para minha formação e que em sua maioria foram de grande sucesso.
Moderador 19:38:53
Cacau * Fã Clube diz: Quero saber mais detalhes sobre o show na dia 17!
Paulo Ricardo 19:39:23
Carmem, o CD saiu para as lojas no Natal, mas logo depois veio o período de festas, carnaval e só agora estamos mergulhando no processo de divulgação. Ele saiu mesmo no Natal de 2005.
Moderador 19:39:54
Eduardo Roberto diz: Paulo, sou grande fã do RPM, assíduo representante das comunidades RPM no Orkut e frequentador do seu Blog e Muro RPM. Sendo assim, gostaria de me atrever um pouco e perguntar: Você não acha que regravar sucessos internacionais não é depreciar e desperdiçar um compositor genial como você?
Paulo Ricardo 19:41:00
Cacau * Fã Clube, fala dona Claudia Rodrigues, vamos fazer um show aqui na Disco, praticamente uma comemoração porque em 2003 o primeiro show do PR.5 foi lá. A Disco é um lugar pequeno, mas muito gostoso. Tem uma rapaziada fazendo shows lá às quartas-feiras, funciona, é pequeno, mas como disse aconchegante. É o show que estamos fazendo por todo o Brasil, PR.5, RPM, solo, e no meio do show um set acústico com coisas do novo trabalho. Um show completo.
Moderador 19:41:11
PedroJr diz: O PR.5 é uma banda que não trouxe novos fãs, apesar de sua qualidade musical. Quase somente antigos fãs de RPM e de sua carreira solo abraçaram o PR.5. Você acha que isso se deve ao público, que não soube ver de maneira correta a nova proposta?
Moderador 19:42:22
ROSY diz: Existe ainda algum trabalho especial que você gostaria de realizar?
Paulo Ricardo 19:42:49
Eduardo Roberto, tenho esse lado de intérprete também. Temos músicas novas que não foram lançadas, mais de 30 músicas prontas, mas continuamos trabalhando e achamos que ainda dava para melhorar e amadurecer o repertório. Surgiu o convite de ser intérprete e me dá muito prazer. Lennon fez um disco chamado Rock´n Roll quando os Beatles acabaram e nele só gravou músicas que cresceu ouvindo, o que não diminui em nada seu talento como compositor. Tenho prazer em cantar Tom Jobim, Cartola ou os Beatles. Sempre fiz isso nos shows, mas pela primeira vez achei que valia a pena como presente de Natal, um disco todo em inglês. Cresci ouvindo músicas assim. Mas continuamos trabalhando em coisas novas e pode esperar para este ano um disco de músicas inéditas.
Moderador 19:43:40
Paulo diz: Você já pensou fazer estas mesmas músicas traduzidas e com arranjos seus? Abraços! Comprei hoje seu CD "Acoustic...". Boa sorte!
Paulo Ricardo 19:45:47
PedroJr, difícil fizer. Uma das propostas do PR.5 foi trabalhar com uma banda independente dentro de um formato alternativo que não seguia o pop rock anos 80 do RPM e procurava novas fusões com trip rock, drum bass, com a música brasileira e o disco se chamava Zum Zum pela influência do berimbau. Pelo tipo de música diferente, estávamos trabalhando com uma mídia alternativa. Dentro deste âmbito o projeto foi muito bem recebido, mas fora de uma grande gravadora, dos grandes programas de TV, rádio, você dificilmente tem um estouro, mas a gente não trabalha só visando um grande sucesso de público. Mas a proposta do PR.5 foi mesmo aventura, coisas novas e até mesmo esse aprendizado do independente e hoje temos uma relação de parceria com a EMI. O Acoustic Live é distribuído e divulgado pela EMI. Acho que muita gente se ligou neste trabalho, mas sem dúvida nenhuma muita gente veio porque eu e o PA fomos do RPM, porque viu ou leu algo da MTV. Outras novidades virão por aí.
Moderador 19:45:53
Everson diz: O público olha para o PR.5 procurando na verdade o RPM. Por que o PR.5 faz um gênero diferente do estilo RPM, que foi um sucesso?
Paulo Ricardo 19:46:46
ROSY, existem vários. Como brasileiro a gente tem um manancial incrível aí de boas músicas, mas como acabei de lançar um disco de intérprete dando vasão a este lado, estou concentrado ao novo disco do PR.5, que dará seqüência ao Zum Zum. Estou muito feliz, sem novo projeto especial em mente.
Moderador 19:46:54
Guilherme diz: Paulo, tudo bem? Qual foi a dificuldade de fechar o projeto "Acoustic"? Li que você demorou um pouco para finalizá-lo.
Paulo Ricardo 19:48:36
Paulo, obrigado. Eventualmente tenho vontade de fazer versão em português para alguma música que não tenha sido um sucesso como as que gravei. Músicas como My Love ou Kiss ou qualquer uma dessas que gravei, são grandes sucessos mundiais há tempos. Estão gravadas com muita intensidade, força na cabeça das pessoas, mas eventualmente encontro uma canção não muito conhecida que sinta vontade de fazer versão. É possível que exista neste novo disco, mas não é muito conhecida. Mas não vou dizer qual, porque de repente não gravo e você vai me cobrar. Nem todos entendem inglês e existem letras belíssimas. Nem sempre é o caso de se fazer uma versão, mas tenho vontade sim. Não deste trabalho.
Moderador 19:48:47
wily_NIRVANATION diz: Paulo Ricardo, você sente falta de quando você era digamos "rebelde" no tempo do rock-and-roll pesado de verdade?(Divulgação)
Moderador 19:50:16
flavio diz: Você tem alguma idéia de como poderia dar um fim na pirataria? Mal que vem causando muito prejuízo pra vocês...
Paulo Ricardo 19:51:05
Everson, a gente começou com uma proposta de misturar elementos contemporâneos, como falei o mung bits, drum bass, um pouco mais de música brasileira do que o RPM tinha em sua mistura. Gravei Ben Jor, um presente do mestre, mas esta primeira fase tinha a presença e participação de Juninho do Sonic Jr., que dava este molho... Ele saiu para se dedicar à outra banda e nós 5, temos inevitavelmente uma cara e uma influência mais nítida no RPM e do som dos anos 80 e do que ouvimos dos anos 60 e 70. É inevitavel que o próximo trabalho soe mais parecido com o RPM, mas isso acontece naturalmente. Eu e PA somos ex-RPM e Ian foi tecladista do Metro, banda contemporânea nossa. É um processo natural de evolução da banda. Não há uma preocupação com isso.
Moderador 19:51:40
Leandro Roepke diz: Paulo, você tem uma postura como artista toda especial. Você se espelha/espelhou em algum cantor internacional?
Paulo Ricardo 19:52:44
Guuilherme, é verdade. Tive por opção que assumir a produção. Acho que é um grande aprendizado e toda facilidade que tivemos na produção musical, no canto, é muito rápido. Tive Fernandão Nunes no contrabaixo e músicos feríssimas. Foi fácil. Mas quando cuidei de tudo, da finalização, da parte industrial, deu muito trabalho. Tratamento de imagem, edição, série de pequenos detalhes, encarte, fotos, deu um pouco de trabalho e o disco saiu em cima do Natal. Mas deu tudo certo. É fazendo que se aprende. Valeu a pena.
Moderador 19:53:48
Edson diz: Você estudou música, canto, violão? Isso veio naturalmente?
Moderador 19:54:49
florzinha diz: Qual foram os seus maiores desafios como músico neste disco?
Paulo Ricardo 19:55:59
wily_NIRVANATION, assim como o próprio Nirvana, que considero mais pop do que rock pesado, nosso foco sempre foi nas canções. Não acho que RPM nunca tenha sido considerado rock pesado de verdade, como um Iron Maiden, Sepultura... Sempre fizemos um pop rock, mas acho que havia um contexto político, uma fase de transição da ditadura militar para uma democracia quando começamos a carreira, que propociava um discurso que você pode chamar de rebelde, mas que eu diria um discurso engajado, natural, para uma banda que queria poder dizer as coisas sem sofrer censura. Mas esse é o tipo de assunto que pode facilmente cair para o óbvio, panfletário e de lá procuro uma maneira poética e metafórica de lidar com qualquer tipo de assunto. Sempre gostei de rock pesado como Led Zepplin, mas entre eles e Stones, sempre preferi o swing e a coisa negra dos Stones, do blues, do soul. Agora, você depois de 20 anos de carreira, já tendo gravado Tom Jobim, muita coisa da MPB, tendo algumas baladas no currículo, não pretende impunhar a bandeira rebeldia rock´n roll, como banda de garagem. Gosto de música e não só de rock´n roll, mas prefiro o rock´n roll, como um meio de expressão. Que tal? (risos)
Moderador 19:58:15
jessica bsb diz: Paulo, você ficou satisfeito com todo o trabalho que demorou tanto?
Paulo Ricardo 19:58:22
flavio, a pirataria é crime. Na minha cabeça você está vendendo drogas ou um CD pirata, é o mesmo tipo de coisa. Mas imagino que há uma tolerância, você encontra isso a qualquer banquinha a céu aberto na paulista, por exemplo. A primeira coisa é cumprir a lei. Acho legítimo a pessoa querer roubar, contrabandiar, prostituir. Mas o que precisa ver é a postura da sociedade para reprimir isso aí. Assim você se torna um receptador de mercadorias. Mas a lei não se cumpre, é como um farol vermelho, que às vezes um flash pode te multar. Acho que a medida tecnológica é difícil porque os hackers tentam quebrar qualquer tipo de proteção e a questão tinha que ser tratada como uma questão policial. Mas aqui é o país da corrupção, esta é apenas uma das facetas da personalidade triste do brasileiro. É duro.
Moderador 19:59:30
lua diz: Sua filha ainda toca baixo com você? Quando a veremos no palco com você? Um beijo!
Moderador 20:01:57
Rose diz: Como você vê a geração anos 80 hoje? Fazendo uma analogia de tempo das músicas da época e as atuais?
Leandro Roepke, a gente cresce querendo fazer música porque é uma coisa deliciosa e obviamente com alguns artistas você se identifica mais do que outros. Roberto da Jovem Guarda capturou minha imaginação na infância, Beatles com Submarino Amarelo, me abriram para uma visão de mundo, filosofia e tudo mais. Muita gente me influenciou de lá pra cá. Chico com sua genialidade com sua poesia, Caetano com a potencia de traduzir para o jeito brasileiro as músicas internacionais. Acho que um dos artistas que reflete é Lennon, que lidou com um sucesso e que de certa forma Bono dá continuidade, utilizando a inteligência em prol de causas fora do âmbito do entretenimento. Mas existem maus exemplos, como os excessos e a sexualidade a flor da pele de Mick Jagger, a loucura delirante da poesia de Tim Morison, meus amigos Cazuza, Renato, poetas maravilhosos que tinham a vida super intensa, mas acho que com tudo isso a gente procura um caminho e uma identidade. Cada trabalho é um passo na formação e procura deste caminho. Como dizia o U2: "I still haven´t found what i'm looking for", mas o gostoso é o caminho.
Moderador 20:03:09
Rejane diz: Paulo, você já teve vontade de gravar em italiano. Seria apaixonante. Aceitaria isso como uma idéia? (Divulgação)
Paulo Ricardo 20:03:11
Edson, tudo isso veio naturalmente, canto desde criança. Fiz meu primeiro programa de TV aos 5 anos levado por uma professora. Mas também estudei desde os 15 canto lírico, violão, baixo com Li Marcussi, que tocava com Rita Lee e hoje toca com os Titãs e tocava um pouquinho de piano e estudava teoria musical. Mas o gostoso mesmo é a prática.
Paulo Ricardo 20:03:50
florzinha, acho que este disco trouxe um desafio muito grande para o produtor. Estive que estar a frente de tudo, negociações, produções, captações, contratos, distribuição. A parte musical confesso foi só alegria.
Paulo Ricardo 20:05:15
jessica bsb, fiquei satisfeito. Era o que eu queria, acho que consegui unidade no trabalho com essa carinha de "turma", cantando canções que todos gostam. Consegui uma identidade nas imagens do DVD que passa essa coisa aconchegante lá na house of Erica Palomino e consegui tratar canções que são super conhecidas com uma personalidade própria, mas sem descaracterizar essas canções. Eu tô feliz, espero que você tenha gostado. Beijo!
Moderador 20:05:49
PATRICIA diz: Você sabia que embalou minha geração e por isso hoje meu filho também curte suas músicas? O que você gostaria de fazer diferente na sua carreira se fosse possível?
Paulo Ricardo 20:06:43
lua, engraçado você me perguntar isso, né? Outro dia mesmo eu estava vendo o DVD dos Engenheiros e a filha do Humberto canta com ele. Mas a minha filha é muito tímida. Eu sinceramente não apostaria numa participação dela em alguma coisa tão cedo, mas como ela gosta muito de tocar, gosta muito de música, é possível que ela se empolgue com algo novo, que goste muito e queira participar em algum show, algo assim. Não insisto porque sei o quanto é tímida, mas sou coruja e adoraria.
Moderador 20:07:54
Juliana dizPor que as bandas dos anos 80 já faz tanto sucesso entre os jovens? Beijão!
Paulo Ricardo 20:09:39
Rose, acho que não tem sentido uma analogia até porque são épocas muito diferentes, mas o que vejo com muita alegria é a força das canções que atravessam os anos e permanecem lembradas. Este fim de semana mesmo vou estar em Belém e Manaus com Léo Jaime e Evandro Mesquita participando de show da geração 80. Para nós é gostoso, mas não diminui em nada canções de hoje em dia. Haverão canções que serão lembradas e com a cara dos dias de hoje. O que aconteceu é que naquela época o Brasil passou a ter um pop rock nacional com sucesso popular. Antes disso o rock feito no Brasil atingia um número menor de pessoas. Eram poucas bandas como Mutantes, 1/3, Raul Seixas, muitas delas consideras "malditas", poucos espaços, praticamente não havia mídia para isso, TV, rádio, era tudo muito underground e a partir dos anos 80 há esta explosão, o Chacrinha, a MTV, então acho que muitos se lembram do período e canções como espécie de marco, mas é uma honra ter sido parte de um período tão rico.
Moderador 20:09:40
Paulo Mesenga diz: Você compartilha da mesma opinião da "Rainha do Rock" Rita Lee sobre os cantores ou melhor dizendo as duplas sertanejas de hoje em dia?
Paulo Ricardo 20:11:07
Rejane, depois do equilíbrio distante de Renato, com sua competência, aliás, ele é Manfredini... Pensaria duas vezes. Mas eu gravaria sim, um disco em italiano, porque fora dos EUA e da Inglaterra, Itália é um dos países mais fortes no pop rock, há muita gente boa como Zucchero, por exemplo.
Moderador 20:11:14
Simoninha diz: Queria saber se você tem uma preferida no CD "Acoustic". Cante um trechinho pra gente!
Patrícia, que legal, obrigado, mande um alô para seu filho, fico contente em saber! Se eu pudesse, o RPM estava junto até hoje. A gente se dava muito bem e o exercício de convivência num grupo ou num casamento ou sociedade, faz sempre bem. Exercício de humildade, tolerância, acho que se tivéssemos sido capazes de superar diferenças, de engolir sapos e ter mais paciência um com o outro, teríamos ganho tanto no lado profissional quanto pessoal. Mas graças a Deus, até que deu pra fazer bastante coisa e hoje somos amigos.
Moderador 20:13:52
Fernanda diz: Paulo, você define seu som como romântico, rock?
Paulo Ricardo 20:15:20
Juliana, acho que se o Elvis estivesse vivo hoje estaria com 71 anos e estaria fazendo sucesso entre os jovens. Tenho um entiado de 9 anos que adora o Elvis. Quando ele voltou para o topo das paradas depois de morto com um remix, você pode perceber que a música e a energia não é uma questão de idade. Acho que uma música como She Loves You continua empolgantes como há 44 anos como quando foi lançada. Agora mesmo participei de um projeto com os The Originals, membros originais de bandas pioneiras do rock brasileiro, como The Fevers, Renato e seus Blues Caps, The Fevers, cantando uma versão em português do início dos anos 70 que continua fortíssima. Essa é a magia não só da múscia, mas da arte de um modo em geral. Um quadro de Picasso continua tão impressionante como na época em que foi pintado.
Moderador 20:15:32
Bruno diz: Você gravou uma música na volta dos Blitz? Como foi?
Paulo Ricardo 20:16:06
Paulo Mesenga, qual a opinião? Pelo que sei a Rita é contra maus tratos em rodeios. Isso é público e notório. Mas quanto às duplas sertanejas de uma maneira geral, eu não soube qual foi o comentário e opinião.
Paulo Ricardo 20:17:27
Simoninha, difícil. Tem muita música boa e que gosto por vários motivos. Mas uma das mais empolgantes é "I wanna love you..." (Paulo Ricardo canta trecho de "Is This Love", Bob Marley).
Moderador 20:17:46
carlos serra diz: Você acha que o mercado atual da música exige mais sacrifício para fazer sucesso?
Paulo Ricardo 20:18:55
Fernanda, fala a verdade, esse negócio de romântico é um saco. Eu gosto de músicas melódicas e é claro que o amor é o grande tema da canção popular universal, mas ninguém é romântico o tempo todo e nem nos meus discos que foram chamados de pop romântico eram 100% românticos, como uma ou outra balada estourou na rádio, fiquei com essa "pecha", mas eu detesto esse negócio. Acho uma espécie de "prisão" e depois de duas ou três baladas eu preciso desesperadamente cantar um rock. Yehhh!
Moderador 20:19:06
PedroJr diz: A atual situação política do Brasil faz com que seja necessário que os artistas chamem a atenção para a gravidade dos nossos problemas. Você pretende gravar, num futuro próximo, mais músicas de sua autoria que enquadrem essa realidade, como era freqüente no RPM?
Paulo Ricardo 20:20:15
Bruno, é... Foi um convite do meu querido Evandro Mesquita para participar com ele de uma faixa que eu mesmo havia gravado num CD, rock Popular Brasileiro, de 1996, chamada "Há Dois Passos do Paraíso". A gente faz uma brincadeira muito divertida como se fossemos dois locutores de um programa AM, comentando a carta da Mariposa Solitária de Guadalupe. Vale a pena conferir.
Moderador 20:20:44
Vivian diz: O Paulo produtor vai voltar a trabalhar em breve? Adoro seu trabalho!
Paulo Ricardo 20:22:22
carlos serra, eu acho que em todo o tipo de coisa que você faz na sua vida profissional ou pessoal, é necessário um certo sacrifício. Acordar cedo, levar filho na escola, ajudar na lição de casa, estudar, se cuidar, e dar o melhor de si. Não se conformar com uma letra ou com um refrão até que ele esteja impecável. Acho que a tecnologia trouxe muita coisa boa, mas o Brasil é um país cheio de contrastes de diferenças, semi analfabetos... Nada é fácil, não é fácil pra ninguém, mas por outro lado, trabalhar com música ou com o que se gosta, é muito gratificante. Por isso que este sacrifício acaba se transformando num prazer.
Moderador 20:22:57
Anne diz: Você tem preocupação que seu trabalho atinja um determinado público? (Divulgação)
Paulo Ricardo 20:25:16
PedroJr, eu sempre me pergunto se a pessoa que vai ouvir um CDd ou vai a um show, tá procurando realmente uma especie de crônica ou comentário desse mar de lama que é a cena política brasileira, ou se eu gostaria de entrar numa dimensão paralela de música, poesia, e que criasse um mundo a parte. Acho interessante como recurso poético, pinçar realidade, mas se quiser mesmo se informar tem que ler jornais, revistas, entrar em sites, participar através de ONGs, grupos de debates, há milhões de maneiras de se ter uma posição politizada. As músicas têm um lado sagrado que deve ser uma espécie de refúgio dessa realidade tão cansativa. Uma frase ou outra como fizemos em Alvorada Voraz, cercada de música, rima, musicalidade, pode funcionar, mas não me sinto à vontade num discurso 100% político. Acho que o hip hop é um bom veículo para isso, o punk rock, mas o pop rock precisa oferecer mais do que isso.
Paulo Ricardo 20:26:13
Vivian, obrigado! Eu sempre meio que co-produzi minhas coisas, mas prefiro ter um super profissional do outro lado do vidro, porque é difícil julgar seu próprio trabalho e eu mesmo sou fã de vários produtores. É gostoso poder ajudar no trabalho de outra pessoa, mas no meu próprio trabalho prefiro ter um super produtor.
Paulo Ricardo 20:27:52
Anne, não necessariamente, inclusive acho que diferentes trabalhos atingiram diferentes públicos por diferentes motivos. Tem gente que prefere Elvis no começo da carreira e outras do final. Com o RPM aconteceu "o mesmo", não tenho um público determinado que foco. Adoro quando crianças curtem o trabalho. O lado mais fascinante da música é essa mágica.
Paulo Ricardo 20:34:51
Bom, quero agradecer a vocês que com ou sem filhos, com ou sem banda larga estão acompanhando a gente desde os anos 80, tem muita coisa pra acontecer. Vamos com Léo e Evandro fazer Belém e Manaus. Semana que vem vou estar em Brasília, 17 de maio na Disco aqui em São Paulo, dia 20 estaremos em Maceió, 29 e 30 em Natal e Fortaleza e dia 3 de junho em Porto Alegre com o PR.5, fazendo não só o acústico, mas também RPM e carreira solo. Vocês podem entrar em contato com a gente no www.pauloricardo.com!
A vez do intérprete
Divulgação
Embora Paulo Ricardo seja acompanhado pelo PR-5 em Acoustic Live, o disco leva o nome do cantor. "Este não é um trabalho de banda, e sim de intérprete", justifica
Por Marcos Paulo Bin
14/01/2006
07/12 - O fuxixo
Paulo Ricardo lança CD e DVD em inglês
Paulo Ricardo, ex-integrante do RPM e atual líder do PR.5, realizou um antigo sonho: lançar um disco em inglês. E a realização foi em dobro: nesta semana, chegam às lojas o CD e o DVD Paulo Ricardo Acoustic Live.
" O Acoustic Live é um sonho antigo meu e de muitos fãs. Finalmente, um disco todo em inglês com clássicos do pop internacional, de Bob Dylan a Jack Johnson, passando por Beatles, Stones, INXS, entre outros. O disco é a realização de um garoto como eu que amava os Beatles e os Rolling Stones, que bebeu com Rod Stewart, fumou com Bob Marley, cantou com Bob Dylan, namorou com James Taylor, dançou com Stevie Wonder e chorou com Elton John", diz o músico em seu site oficial.
Para realizar seu CD em inglês, Paulo Ricardo contou com seus atuais companheiros do PR.5, porém o disco leva somente o nome do músico.
"A participação do Tuco Marcondes (violão do PR.5) e do Fernando Nunes (baixo do PR.5) faz com que esse CD não seja apenas um trabalho do PR5, apesar de eles participarem. É, na verdade, um disco de intérprete", explica.
Com seu grupo atual, Paulo Ricardo lançou o álbum Zum Zum. Para 2006, o músico pretende lançar um novo disco. Por hora, a animação deve-se ao lançamento do Acoustic Live.
A serviço das canções - 20/12/05
A veia autoral sempre foi muito importante na carreira de PAULO RICARDO. Boa parte dos inúmeros sucessos que emplacou nesses 20 anos de trajetória artística leva a própria assinatura. Isso não o impediu de reler, a seu modo e de forma bem sucedida, canções alheias como "London London" (Caetano Veloso), "Flores Astrais" (hit dos Secos & Molhados) e "Ideologia" (Cazuza), só para citar algumas. Após mergulhar de cabeça no trabalho de estréia do grupo PR-5, que gerou o CD Zum Zum e uma extensa turnê, o cantor, compositor e músico carioca sentiu que havia chegado a hora de abrir espaços para o seu lado intérprete. Alguns fatores contribuíram para que tal projeto se concretizasse agora. Nascia Acoustic Live, que chega às lojas nos formatos CD e DVD via EMI Music. Um mergulho despretensioso e personalizado em clássicos do pop rock internacional, gravado ao vivo no dia 23 de setembro de 2005 na House of Palomino, galpão da jornalista de moda Érika Palomino.
Há dois anos, o produtor e radialista Zuza Homem de Mello pediu ao ex-líder do RPM um projeto intimista que pudesse ser apresentado no Baretto, badalada casa noturna paulistana. Após meses pensando em como formatar tal show, recebeu em agosto de 2005 uma compilação feita pelo Os Sobreviventes, fã-clube sediado em Pernambuco e integrado por alguns de seus seguidores mais fiéis. O CD trazia gravações feitas em diversos shows de músicas de autores como Paul McCartney, Elton John, Marvin Gaye e outros de mesmo porte, que ele interpretou de forma descompromissada. "Ali, eu senti que enfim havia encontrado o caminho para esse projeto: gravar as canções que eu cantava em rodas de amigos, em festas, até mesmo antes de o RPM existir", explica.
A seleção de músicas abrange dos anos 60 aos dias atuais, e possui pelo menos três características inéditas em sua discografia: inclui só composições alheias, só canções em inglês e é acústico. Tem de tudo: Rod Stewart ("Tonight's The Night"), Paul McCartney ("My Love"), John Lennon ("Jealous Guy"), Bob Dylan ("Like a Rolling Stone"), Prince ("Kiss"), Bob Marley ("Is This Love"), James Taylor ("Fire and Rain") e Jack Johnson ("Sitting, Waiting, Wishing"), este último o mais recente da turma. "Foi um momento de grande aprendizado para mim, pois redescobri as letras, significados, dicção correta; e me despi do perfil mais agressivo, aquela explosão hormonal do rock and roll, separei o excesso de energia e me concentrei nas canções, fiquei à serviço delas". Isso explica o clima envolvente, simples e solto, e também o porque o formato acústico se impôs. "Gravar acústico tem a ver com entrar na essência das músicas, ir ao foco delas, deixando de lado grooves, loops e outros elementos".
Acoustic Live traz 14 músicas no CD e 18 no DVD. O formato áudio visual apresenta um item exclusivo e muito especial: a releitura de "Quiet Nights Of Quiet Stars", versão em inglês de Gene Lees para Corcovado, de Tom Jobim, e única música de um autor brasileiro selecionada. A gravação conta com a participação especialíssima de Toquinho. "Ele é meu amigo pessoal, um gentleman, é uma viagem vê-lo improvisando ritmicamente, é exuberante como instrumentista". Além dos colegas do PR-5, a saber, Yann Lao (teclados), Paulo P.A. Pagni (bateria, percussão e vocais de apoio), Paulinho Pessoa (violão) e Jax Molina (violão), Paulo Ricardo (que toca violão e gaita) conta com o apoio instrumental dos experientes Tuco Marcondes (violão e dobro) e Fernando Nunes (baixo).
O espírito de intimidade e descontração também norteou a parte visual do DVD. "Quisemos criar uma situação de intimidade, com almofadas ripongas, por exemplo, como se fosse um luau urbano, com o público bem próximo". Oriundas de eras diferentes, as músicas não foram escolhidas seguindo critérios rígidos. "A do Jack Johnson, por exemplo, a mais recente delas, soa atemporal, poderia ter sido gravada nos anos 70; todas são referência para pessoas de várias épocas". PAULO RICARDO define Acoustic Live como "um presente de natal que eu me dei, um drink, uma happy hour, e também um presente para as pessoas que estavam me pedindo isso". O que amarra o repertório é a interpretação com a assinatura característica do astro pop, que se mostra à vontade entre clássicos tão marcantes. "Esse CD/DVD é um tributo às grandes canções, que se sustentam mesmo sem arranjos grandiosos".
Fabian Chacur
Após o retorno frustrado do RPM e a saída de Juninho do PR-5, Paulo Ricardo pode estar de volta à carreira solo. É o que indica o novo trabalho do cantor, o CD e DVD Acoustic Live (EMI), disco de covers gravado ao vivo na House of Palomino, em São Paulo.
Em clima de luau urbano, Paulo Ricardo faz releituras acústicas para clássicos do pop internacional. O repertório vai de Rod Stewart (Tonight¿s the Night) a Bob Dylan (Like a Rolling Stone), passando por Bob Marley (Is This Love), Elton John (Your Song), Beatles (Something) e Rolling Stones (Honky Tonk Women). No DVD há três faixas a mais, entre elas Quiet Night of Quiet Stars (Corcovado), de Tom Jobim e Gene Lees, com participação magistral de Toquinho.
Na disco, Paulo Ricardo é acompanhado pelos demais colegas de PR-5 (Paulinho Pessoa e Jax Molina nos violões, Yann Lao no teclado e P.A. na bateria), mais dois músicos convidados (o violonista Tuco Marcondes e o baixista Fernando Nunes). Apesar disso, o trabalho leva a assinatura do cantor, não da banda.
"Neste disco não temos o Juninho e contamos com outros dois músicos. Além disso, não é um trabalho de banda, e sim de intérprete", justifica Paulo Ricardo, que não sabe se continuará com o grupo depois que Juninho voltou para sua antiga banda, o Sonic Jr. "O PR-5 é uma fusão do som oitentista do RPM com a eletrônica e o manguebeat do Sonic Jr. Gosto de trabalhar com banda, mas precisamos ver se, conceitualmente, ainda somos o PR-5."
Caso Acoustic Live represente mesmo a retomada da carreira solo de Paulo Ricardo, o ex-RPM promete que a nova fase será diferente da que viveu nos anos 90. Na época, ele ficou taxado de cantor brega-romântico após o grande sucesso da música Dois, parceria com Michael Sullivan.
"Não tenho problema nenhum em ser popular; cresci vendo Chacrinha, não existia MTV. Mas chegou uma hora em que encheu o saco falar de amor. Depois que gravei Imagine, parei. Eu tinha uma idéia muito utópica de integrar o Brasil. Percebi que isso é tão difícil quanto ir à Irlanda promover a paz entre católicos e protestantes", desabafa.
Rumo ao Volume 2
Paulo Ricardo conta que os fãs pedem um disco de covers desde o estouro de London London, canção de Caetano Veloso que se tornou um dos maiores sucessos do RPM. O clipe da música é um dos extras do DVD, junto com o making of da gravação.
E foi exatamente o público que fez a idéia se concretizar. Em 2005, o fã-clube Os Sobreviventes, de Pernambuco, entregou a Paulo Ricardo um CD com músicas de terceiros que ele cantava de forma despretensiosa em shows diversos.
Esse estilo low profile caracteriza Acoustic Live. Com a formação de violões, baixo, teclado, bateria e gaita, a banda mostra-se à vontade nas releituras. Algumas músicas seguem as versões originais, como Crazy Little Thing Called Love, do Queen, a melhor faixa do disco. Outras ganharam arranjos bem diferentes, caso de Isn' t She Lovely, de Stevie Wonder, que perdeu o brilho sem o famoso solo de gaita.
"Este é um disco de canções conhecidas, de um intérprete conhecido. Somos um grupo de amigos se divertindo, tocando grandes canções atemporais", diz Paulo Ricardo, que destaca a sua interpretação como um dos pontos fortes do disco. "Minha voz está mais grave, sem afetação. Isso foi um presente para mim."
O cantor não se mostra preocupado com o ineditismo, nem em ser mais um a aderir à onda de releituras que invade a música brasileira.
"A indústria americana não se cansa de fazer tributos, de reciclar. A função das gravadoras, principalmente as multinacionais, é preservar a memória das canções. As novidades vêm do sub-pop, das gravadoras pequenas. O lado comercial está presente, mas não estamos numa indústria de parafusos ou sabão em pó. O sucesso é conseqüência da demanda, não de uma maquinação", pondera.
O próximo trabalho de Paulo Ricardo deve ser de músicas inéditas - ele afirma ter mais de 40 guardadas - com ou sem o nome de PR-5. Mas o cantor já fala em um segundo volume de Acoustic Live. Mesmo não seja um projeto muito original, o disco é bom e as continuações serão bem-vindas.
07/12 - O fuxixo
Paulo Ricardo lança CD e DVD em inglês
Paulo Ricardo, ex-integrante do RPM e atual líder do PR.5, realizou um antigo sonho: lançar um disco em inglês. E a realização foi em dobro: nesta semana, chegam às lojas o CD e o DVD Paulo Ricardo Acoustic Live.
" O Acoustic Live é um sonho antigo meu e de muitos fãs. Finalmente, um disco todo em inglês com clássicos do pop internacional, de Bob Dylan a Jack Johnson, passando por Beatles, Stones, INXS, entre outros. O disco é a realização de um garoto como eu que amava os Beatles e os Rolling Stones, que bebeu com Rod Stewart, fumou com Bob Marley, cantou com Bob Dylan, namorou com James Taylor, dançou com Stevie Wonder e chorou com Elton John", diz o músico em seu site oficial.
Para realizar seu CD em inglês, Paulo Ricardo contou com seus atuais companheiros do PR.5, porém o disco leva somente o nome do músico.
"A participação do Tuco Marcondes (violão do PR.5) e do Fernando Nunes (baixo do PR.5) faz com que esse CD não seja apenas um trabalho do PR5, apesar de eles participarem. É, na verdade, um disco de intérprete", explica.
Com seu grupo atual, Paulo Ricardo lançou o álbum Zum Zum. Para 2006, o músico pretende lançar um novo disco. Por hora, a animação deve-se ao lançamento do Acoustic Live.

Paulo Ricardo seduz gerações com som eclético
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(Da Redação) - Show com Paulo Ricardo, ex-integrante do RPM (Revoluções Por Minuto), acontece hoje, a partir das 23h no Floridiana Tênis Clube. O evento é mais uma das atrações promovidas pelo clube e garante entrada franca para sócios e ingressos a R$ 15,00 para não sócios.
A atração desta noite integra a turnê "Zum Zum 2005" em que Paulo Ricardo PR5 apresenta o novo CD num espetáculo vibrante que conta com cenários de Zé Carratu (Titãs, Djavan, entre outros) e iluminação de Marcos Olivio (Paralamas).
O show começa com Zum Zum e percorre todos os sucessos do cantor, seja na carreira solo, como "Dois" e "Imagine", ou à frente do RPM, em canções inesquecíveis tais como "A Cruz e a Espada", "Olhar 43" e "Rádio Pirata". Há ainda homenagens emocionantes nas interpretações de "Exagerado" de Cazuza e "Gita" de Raul Seixas, além do tema de Aline Moraes na novela "Como Uma Onda", a novíssima "Eu quero te levar" e a nova versão do tema do Big Brother Brasil, "Vida Real".
O evento promete agradar jovens e marmanjos que conheceram e continuam conhecendo os sucessos cantados por Paulo Ricardo em anos passados. Na década de 1980 foi um dos maiores ídolos do rock no País. Após dois anos morando em Londres (na primeira metade da década de 80), voltou ao Brasil e tornou-se vocalista do grupo RPM, que teve seu auge nos anos de 1986 e 1987.
Com influências do pop-rock inglês, a primeira faixa de sucesso foi "Loiras Geladas". Em 1986, com o lançamento de "RPM ao Vivo", sucesso absoluto de vendas, o grupo tornou-se um fenômeno nacional. Emplacaram quase todas as músicas do disco, entre elas "Revoluções por Minuto", "Rádio Pirata", "A Cruz e a Espada". O disco seguinte, "Quatro Coiotes", foi o último antes da banda se desfazer. Paulo Ricardo seguiu carreira solo, na linha de baladas românticas, e ainda juntou-se a Luís Schiavon em 1991 e 1993, para gravar os discos "Pérola" e "É Natal".
Segundo o organizador do evento são esperadas cerca de 3 mil pessoas para prestigiarem o artista. O show promete mexer com os corações e fazer o público despertar melodias há muito guardadas e incontestavelmente dançantes.
Matéria publicada dia 2005-06-18
Crédito": a nova aposta do PR.5 " Aol Música - 09/03/05
Ele está todas as noites nas nossas telinhas, fazendo a trilha-sonora dos big brothers sobreviventes na mansão global. Agora, o ex-RPM Paulo Ricardo e sua banda, o PR.5, estão voltando às rádios com "Crédito", a nova música de trabalho do álbum de estréia "Zum Zum".
O clipe da canção foi gravado no final do ano passado, em frente ao Teatro Municipal, no centro velho da cidade de São Paulo. Arthur Joly, o diretor do vídeo, queria captar a reação dos transeuntes ao encontrar uma banda tocando ao vivo no meio da rua. Para o clipe do próximo single, que atende pelo sugestivo nome de "King of the Marketing", os músicos vão contar com a participação especialíssima do publicitário Washington Olivetto

A serviço das canções - 20/12/05
A veia autoral sempre foi muito importante na carreira de PAULO RICARDO. Boa parte dos inúmeros sucessos que emplacou nesses 20 anos de trajetória artística leva a própria assinatura. Isso não o impediu de reler, a seu modo e de forma bem sucedida, canções alheias como "London London" (Caetano Veloso), "Flores Astrais" (hit dos Secos & Molhados) e "Ideologia" (Cazuza), só para citar algumas. Após mergulhar de cabeça no trabalho de estréia do grupo PR-5, que gerou o CD Zum Zum e uma extensa turnê, o cantor, compositor e músico carioca sentiu que havia chegado a hora de abrir espaços para o seu lado intérprete. Alguns fatores contribuíram para que tal projeto se concretizasse agora. Nascia Acoustic Live, que chega às lojas nos formatos CD e DVD via EMI Music. Um mergulho despretensioso e personalizado em clássicos do pop rock internacional, gravado ao vivo no dia 23 de setembro de 2005 na House of Palomino, galpão da jornalista de moda Érika Palomino.
Há dois anos, o produtor e radialista Zuza Homem de Mello pediu ao ex-líder do RPM um projeto intimista que pudesse ser apresentado no Baretto, badalada casa noturna paulistana. Após meses pensando em como formatar tal show, recebeu em agosto de 2005 uma compilação feita pelo Os Sobreviventes, fã-clube sediado em Pernambuco e integrado por alguns de seus seguidores mais fiéis. O CD trazia gravações feitas em diversos shows de músicas de autores como Paul McCartney, Elton John, Marvin Gaye e outros de mesmo porte, que ele interpretou de forma descompromissada. "Ali, eu senti que enfim havia encontrado o caminho para esse projeto: gravar as canções que eu cantava em rodas de amigos, em festas, até mesmo antes de o RPM existir", explica.
A seleção de músicas abrange dos anos 60 aos dias atuais, e possui pelo menos três características inéditas em sua discografia: inclui só composições alheias, só canções em inglês e é acústico. Tem de tudo: Rod Stewart ("Tonight's The Night"), Paul McCartney ("My Love"), John Lennon ("Jealous Guy"), Bob Dylan ("Like a Rolling Stone"), Prince ("Kiss"), Bob Marley ("Is This Love"), James Taylor ("Fire and Rain") e Jack Johnson ("Sitting, Waiting, Wishing"), este último o mais recente da turma. "Foi um momento de grande aprendizado para mim, pois redescobri as letras, significados, dicção correta; e me despi do perfil mais agressivo, aquela explosão hormonal do rock and roll, separei o excesso de energia e me concentrei nas canções, fiquei à serviço delas". Isso explica o clima envolvente, simples e solto, e também o porque o formato acústico se impôs. "Gravar acústico tem a ver com entrar na essência das músicas, ir ao foco delas, deixando de lado grooves, loops e outros elementos".
Acoustic Live traz 14 músicas no CD e 18 no DVD. O formato áudio visual apresenta um item exclusivo e muito especial: a releitura de "Quiet Nights Of Quiet Stars", versão em inglês de Gene Lees para Corcovado, de Tom Jobim, e única música de um autor brasileiro selecionada. A gravação conta com a participação especialíssima de Toquinho. "Ele é meu amigo pessoal, um gentleman, é uma viagem vê-lo improvisando ritmicamente, é exuberante como instrumentista". Além dos colegas do PR-5, a saber, Yann Lao (teclados), Paulo P.A. Pagni (bateria, percussão e vocais de apoio), Paulinho Pessoa (violão) e Jax Molina (violão), Paulo Ricardo (que toca violão e gaita) conta com o apoio instrumental dos experientes Tuco Marcondes (violão e dobro) e Fernando Nunes (baixo).
O espírito de intimidade e descontração também norteou a parte visual do DVD. "Quisemos criar uma situação de intimidade, com almofadas ripongas, por exemplo, como se fosse um luau urbano, com o público bem próximo". Oriundas de eras diferentes, as músicas não foram escolhidas seguindo critérios rígidos. "A do Jack Johnson, por exemplo, a mais recente delas, soa atemporal, poderia ter sido gravada nos anos 70; todas são referência para pessoas de várias épocas". PAULO RICARDO define Acoustic Live como "um presente de natal que eu me dei, um drink, uma happy hour, e também um presente para as pessoas que estavam me pedindo isso". O que amarra o repertório é a interpretação com a assinatura característica do astro pop, que se mostra à vontade entre clássicos tão marcantes. "Esse CD/DVD é um tributo às grandes canções, que se sustentam mesmo sem arranjos grandiosos".
Fabian Chacur
Paulo Ricardo - PR.5
Emerson Nunes- emerson@portalibahia.com.br
Depois de ter reunido e desfeito um dos maiores grupos de rock dos anos 80, o cantor Paulo Ricardo está de volta. Dessa vez com a banda PR.5, que, segundo ele, seria uma evolução musical. Durante a turnê do disco Zum Zum, o primeiro do novo grupo, ele veio à Salvador e conversou com o iBahia sobre música, anos 80, planos para o futuro e, é claro, RPM.
iBahia- Como surgiu o PR.5?
Paulo Ricardo- O PR.5 é uma banda formada há cerca de dois anos por mim, pelo PA (ex-baterista do RPM), o Yan (ex-tecladista do Metrô, uma outra banda muito popular dos anos 80), Jacques Molina (que foi guitarrista do Defalla) e o Paulinho Peixoto (que pertenceu a um duo de música eletrônica chamado Sônic Jr, de Maceió). Nós queríamos ampliar as fronteiras do pop-rock, misturando elementos de música brasileira e berimbau. O suingue de Jorge Benjor com um pouco de hip hop e drum'n bass. Conseguimos uma mistura bem ousada, inusitada. Estamos há um ano e meio na estrada mostrando o nosso trabalho novo, mas também demonstrando nosso carinho e nosso respeito pela herança do RPM, fazendo todos os sucessos originais e além disso abrangendo os sucessos da minha carreira solo.
iBahia- O PR.5 seria uma continuação do RPM?
Paulo Ricardo- Se o RPM não tivesse terminado no final dos anos 80 talvez a gente tivesse fazendo algo parecido com isso. Faltou aos outros dois essa ousadia e o interesse nas coisas novas. Eu e o PA permanecemos ligados nas coisas que vieram acontecendo, e obviamente queríamos colocar isso no trabalho que a gente estava fazendo. Se tivéssemos oportunidade de estar juntos esse tempo todo, nós teríamos conseguidos levar os dois pra esse caminho também. O show dessa turnê Zum Zum é muito amplo e abrange praticamente toda a minha carreira, mas PR.5 é uma banda nova que não deixa nada a dever em relação ao RPM.
iBahia- Rolou alguma briga ou mágoa com Deluqui e o Schiavon?
Paulo Ricardo- Sempre rola, mas é briga de irmão. Ficamos dois ou três anos brigados, mas depois esquecemos. Já aconteceu outras vezes.
iBahia- O álbum Zum Zum mistura elementos eletrônicos com pop, berimbau e ritmos brasileiros. De onde vem essa influência?
Paulo Ricardo- Do sangue, da herança genética e cultural. Por mais que, em determinado momento, você faça uma opção pela energia e universalidade do rock, pela coisa impressionante que vem lá de fora, pela força do inglês, que se comunica com o mundo, quando relaxa imediatamente sente que tem dentro do coração e da cabeça a batida do samba, do carnaval, da bossa nova e uma série de elementos que está no nosso sangue. Então, por mais que você cresça ouvindo rock'n roll, você já ouviu muita música brasileira sem querer. Então tá tudo ali, na nossa riqueza musical. O PR.5 simplesmente procura ousar e ver no que vai dar.
iBahia- As canções do Zum Zum misturam elementos eletrônicos e linguagens de internet. Qual a sua opinião sobre tecnologia e música?
Paulo Ricardo- Eu comparo o donwload da pessoa que gosta de música com a fita cassete do nosso tempo, do século passado. Você gostava de uma música, ouvia na casa de um amigo e falava 'grava essa música pra mim', e preparava uma fita só com as coisas legais que você gostava e dava pra namorada ou para um amigo. Eu vejo o download como uma coisa romântica de um fã de música. Completamente diferente da pirataria que é crime e não tem nada de romântico porque vende milhões impunemente. Tecnologia e música funcionam.
iBahia- Como você vê esse retorno das bandas dos anos 80?
Paulo Ricardo- Por um lado é bacana a gente ter conseguido criar um repertório e ter deixado uma imagem que ainda desperte interesse 20 anos depois. Mas por outro lado é um sintoma de que falta algo de novo na cena de hoje e muita gente está buscando na cena de antigamente. Quando a gente tocava era muito ligado no aqui e agora, não tinha esse referencial local nos anos 60 e 70. Mas acho lisonjeiro que o que a gente tenha feito continue despertando interesse.
iBahia- E o cenário atual?
Paulo Ricardo- Acho mais rico. De Raimundos, Chico Science, D2 a mistura com os elementos de música brasileira soa mais natural. Mas acho que falta um pouco de preocupação com a crítica social, que ficou um pouco diluído. O Rappa tem um pouco disso, mas havia mais antigamente. Mas, musicalmente, houve uma evolução.
iBahia- A música "Que Sorte" fala da sua forma de trabalhar?
Paulo Ricardo- Ela fala de um momento de estar agradecido por ter uma companheira legal e eu realmente estava dormindo e sonhei que estava fazendo uma música. Eu ouvi uma melodia e acordei de madrugada. E apesar do sono, eu não queria perder aquela melodia. Peguei o violão, o gravador e fui pra sala. O dia começou a nascer e eu não sabia o que ia dizer, mas comecei a escrever sobre aquilo e contei. É uma polaroid do que estava acontecendo, espontaneamente. Mas nem todas as músicas caem de mão beijada, algumas vezes tem que quebrar a cabeça e quando vem é maravilhoso. Geralmente componho no violão. É um pouco como pescar, você vai com o anzol e fica esperando a deusa música soprar uma melodia no seu ouvido.
iBahia- Você escrevia sobre música antes do RPM. Como foi essa mudança do jornalismo para a música?
Paulo Ricardo- Comecei a cantar com cinco anos, estudei música aos 15 anos e sempre tive banda. Mas na hora de fazer a minha opção profissional e prestar o vestibular eu percebi que não queria nada tão ambicioso quanto a música clássica ou orquestração e regência. Não seria o caso de eu estar fazendo uma faculdade de música. O que eu faço é uma coisa multimídia, voltada para o aqui e agora, para arte pop, informação e tecnologia. Então, eu optei pelo jornalismo. Até por que eu sempre fiz as letras e tudo mais. Desde os 17 anos eu passei a trabalhar como crítico, colaborador de várias publicações. Trabalhei durante muitos anos com o Maurício Kubrusly do Fantástico, que era meu editor na SOM-3. E essa experiência me colocou em contato com o mundo das gravadoras. E me deu oportunidade de trabalhar em Londres como correspondente, o que me ensinou muito sobre o mundo do pop-rock. Eu fazia isso com muito prazer, mas depois de três ou quatro anos eu comecei a me dedicar só a música. E quando eu voltei já tinha o projeto do RPM na cabeça.
iBahia- O RPM voltou em 2002 com um disco ao vivo e depois acabou de novo. Por que?
Paulo Ricardo- O RPM deixou uma lembrança incrível e o eco daquilo chegou à geração MTV. Como a banda se separou durante o sucesso, houve uma demanda muito grande para que nós fizéssemos um trabalho mostrando o que tinha sido o RPM. Então nós fizemos com o maior amor e carinho o projeto, que envolvia uma orquestra e uma grande produção no estilo do que foi o RPM nos anos 80. Fizemos dois anos de turnê, mas devido às influências de cada um, não havia possibilidades de fazer coisas novas juntos. Nós mudamos muito e os interesses de cada um ficaram muito diferentes. Eu e o PA temos muita coisa em comum, o nosso interesse pela música evoluiu de maneira similar. Enquanto os outros dois passaram por outras experiências e têm outros interesses. Ficou muito claro que o RPM para nós, é realmente aquela banda com aquele repertório de 1984 até 89. Eventualmente a gente pode se reunir pra fazer mais uma rodada ou uma turnê com esse repertório. Mas eu não vejo possibilidades de a gente estar fazendo coisas novas. No PR.5 a gente tem mais ambiente pra isso. Todo mundo é mais ousado, ligado no novo, mais antenado. Enquanto o RPM continua sendo uma espécie de Clube da Bossa Nova, onde a gente se reúne pra tocar os clássicos.
iBahia- Você tem outros projetos além do PR.5?
Paulo Ricardo- Tem um disco em inglês que está saindo no mês que vem, feitas de uma maneira acústica. Onde canto Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan e outras coisas que eu cresci ouvindo. Vou trabalhar os dois formatos, o PR.5 e esse show 'Acoustic Live' que marcou a vida de muita gente.
Paulo Ricardo seduz gerações com som eclético
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(Da Redação) - Show com Paulo Ricardo, ex-integrante do RPM (Revoluções Por Minuto), acontece hoje, a partir das 23h no Floridiana Tênis Clube. O evento é mais uma das atrações promovidas pelo clube e garante entrada franca para sócios e ingressos a R$ 15,00 para não sócios.
A atração desta noite integra a turnê "Zum Zum 2005" em que Paulo Ricardo PR5 apresenta o novo CD num espetáculo vibrante que conta com cenários de Zé Carratu (Titãs, Djavan, entre outros) e iluminação de Marcos Olivio (Paralamas).
O show começa com Zum Zum e percorre todos os sucessos do cantor, seja na carreira solo, como "Dois" e "Imagine", ou à frente do RPM, em canções inesquecíveis tais como "A Cruz e a Espada", "Olhar 43" e "Rádio Pirata". Há ainda homenagens emocionantes nas interpretações de "Exagerado" de Cazuza e "Gita" de Raul Seixas, além do tema de Aline Moraes na novela "Como Uma Onda", a novíssima "Eu quero te levar" e a nova versão do tema do Big Brother Brasil, "Vida Real".
O evento promete agradar jovens e marmanjos que conheceram e continuam conhecendo os sucessos cantados por Paulo Ricardo em anos passados. Na década de 1980 foi um dos maiores ídolos do rock no País. Após dois anos morando em Londres (na primeira metade da década de 80), voltou ao Brasil e tornou-se vocalista do grupo RPM, que teve seu auge nos anos de 1986 e 1987.
Com influências do pop-rock inglês, a primeira faixa de sucesso foi "Loiras Geladas". Em 1986, com o lançamento de "RPM ao Vivo", sucesso absoluto de vendas, o grupo tornou-se um fenômeno nacional. Emplacaram quase todas as músicas do disco, entre elas "Revoluções por Minuto", "Rádio Pirata", "A Cruz e a Espada". O disco seguinte, "Quatro Coiotes", foi o último antes da banda se desfazer. Paulo Ricardo seguiu carreira solo, na linha de baladas românticas, e ainda juntou-se a Luís Schiavon em 1991 e 1993, para gravar os discos "Pérola" e "É Natal".
Segundo o organizador do evento são esperadas cerca de 3 mil pessoas para prestigiarem o artista. O show promete mexer com os corações e fazer o público despertar melodias há muito guardadas e incontestavelmente dançantes.
Matéria publicada dia 2005-06-18

Paulo Ricardo em Salvador
Trazer à tona o clima nostálgico, principalmente os anos 80, época onde bandas emergiram de todo país com mensagens de paz, amor e reivindicação. Com essa idéia, o grupo A Lua e Suas Estrelas traz a Salvador apresentações que lembram essa época. A primeira atração será Paulo Ricardo e banda PR5 - ex integrante do RPM. O evento será realizado em 21 de outubro, no Wet´n Wild, às 20 horas com participação da Banda Templo do Reggae e DJ Álvaro tocando músicas pop rock dos anos 80. O cantor Fábio Souza, vencedor da quarta edição do programa global Fama, é o convidado especial.
O que? A Lua e Suas Estrelas
Quem? Paulo Ricardo, PR5, Templo do Reggae, DJ Álvaro e participação de Fábio Souza
Onde? Wet ´n Wild [Paralela]
Quanto ? R$ 20 [meia]
Revista MTV - setembro 2005
Paulo Ricardo queria ser Che Guevara

Publicada em: 09/08/2005
AES Eletropaulo promove a 4ª edição do Domingo Show AES
SÃO PAULO - A Praça da Moça, no centro de Diadema será palco da 4ª edição do Domingo Show AES Eletropaulo, que acontece no próximo domingo, Dia dos Pais, a partir das 15h30. O evento, com entrada gratuita, terá a apresentação de shows com Francisco Petronio, Maurício Gasperini (ex-vocalista do Rádio Táxi).
Além da participação especial da banda Rádio Táxi e Ritchie; e de Paulo Ricardo e banda PR5. A programação conta também com apresentações de grupos artísticos da comunidade local. O Domingo Show AES Eletropaulo é um projeto cultural da AES Eletropaulo, que promove espetáculos gratuitos e de qualidade na periferia da região metropolitana ou em cidades próximas à capital paulistana. Criado pela empresa Pró Cultura Marketing Cultural e Eventos com a finalidade de atender públicos distintos em horários diferenciados nas regiões periféricas da área de concessão da distribuidora, o projeto faz parte de um projeto mais amplo da AES Eletropaulo, de participar cada vez mais das comunidades que atende.
"Temos várias ações neste sentido. Especificamente no caso do Domingo Show, nossa intenção é levar ao público destas comunidades espetáculos completos com cantores e bandas, de diversos estilos musicais, com todos os recursos utilizados nas turnês habituais destes artistas", diz Maria Angela Jabur, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da distribuidora. "O projeto inovador atende a públicos distintos, já que muitas vezes o pai e a mãe vão assistir ao primeiro espetáculo e os filhos vão à noite, quando o som é mais agitado", ressalta Jussara Gontow, presidente da Pró Cultura.
Paulo Ricardo
[10.08.2005]
Paulo Ricardo deu uma entrevista no programa Chupim, e aproveitou para falar do show em Diadema no dia dos pais, onde sua banda vai tocar, com promoção exclusiva da rádio Metropolitana!
MISTURA FINA
No apartamento do músico Paulo Ricardo e da arquiteta Raquel Silveira, em São Paulo, o clássico e o moderno convivem em total harmonia
O lugar onde Paulo Ricardo compõe suas novas canções não lembra em nada os famosos cenários underground comuns ao rock. Ao contrário, a luz entra em cheio pelas amplas janelas do sólido e confortável apartamento em que mora com a arquiteta Raquel Silveira. Quando eles se uniram, Raquel terminara há pouco uma reforma que pôs abaixo a estrutura original do apartamento de 900 metros quadrados construído nos anos 40, no Jardim Europa, em São Paulo.
Com o novo projeto, a ala social ganhou espaços abertos e decoração repleta de peças nobres e inusitadas. A ala íntima foi remodelada para abrigar confortavelmente o casal e os três filhos de Raquel, Luiza, 20, Rodolfo, 16, e Antônio, 8.
No corredor que leva aos quartos estão pendurados os discos de ouro e platina recebidos por Paulo Ricardo
A biblioteca é um dos cômodos preferidos do cantor. "Aqui guardo coisas preciosas", diz, mostrando o eclético acervo com cerca de 5 mil CDs. Aos 42 anos, é capaz de passar horas no local, fazendo o que mais gosta: música. Ele se encanta com a capacidade de Raquel de unir bom gosto e simplicidade num mesmo espaço. "Nossa casa é um lugar aconchegante, apesar da quantidade de obras de arte", diz.
A maneira obstinada como Raquel conduziu a reforma da casa é também a forma com que Paulo Ricardo tem encarado a vida profissional. Depois de duas décadas como contratado da Sony Music e da Universal, o músico retomou a administração da carreira. O repertório do novo disco, Zum Zum, já está concluído. Nos versos de uma das faixas, O Amor em Si, ele dá sinais de que o casamento é peça importante da nova fase: "O amor tem nome próprio, Raquel Silveira". E a felicidade, endereço certo: um apartamento encantador.
A biblioteca é o cômodo preferido de Paulo Ricardo. Além dos livros de arte de Raquel, a suntuosa estante de madeira e couro abriga a coleção de 5 mil CDs do cantor.
Valorizado pelo imponente lustre Baccarat do século XIX, dá passagem para a biblioteca.
A simplicidade chique.
A sala de jantar tem estilo clássico.
- por Cristina Iori / fotos Carol do Valle
Aniversário da Capital do Tocantins traz várias atrações
Portal do Tocantins noticias on line - 19.05.2005
Portal News
A Capital chega aos 16 anos do lançamento da pedra fundamental no próximo dia 20, cumprindo o desejo comum de todo aniversariante que é ter motivos de sobra para comemorar .
Cantor, ídolo do rock anos 80, virá à Capital para mostrar o som de sua nova banda
Paulo Ricardo
O cantor Paulo Ricardo compôs as bandas Prisma e Aura, mas o sucesso na arte musical veio com o grupo RPM-Revolução por minuto, na década de 80. Em seguida, a trajetória artística seguiu com a carreira solo e agora, o músico juntamente com P.A., Yann Lao, Jax Molina Juninho e Paulinho Pessoa optaram por uma banda nova a PR.5.
De acordo com informações do site: www.pauloricardopr5.com.br, a banda traduz o conceito de urbanidade contemporânea que incorpora elementos de pop rock, música brasileira, eletrônica, samba, funk e hip hop, numa simbiose única e ousada.
No CD Zum Zum, o grupo aborda questões cotidianas em canções como Música Comercial e Crédito, e ainda, é composto pela música inédita de Jorge Benjor, intitulada Miss Ness.Enfim, a nova banda se resume em diversos ritmos. São eles: Tecno, electro, black music e afoxé.
Serviço
O que: Show do grupo Paulo Ricardo PR5
Onde: Praça dos Girassóis
Quando: hoje
Horário: a partir das 20 horas
Paulo Ricardo PR5 no Superpop
Http://ofuxico.uol.com.br/fuxicos/fuxico_36400.html
Paulo Ricardo PR5 animam o casamento de Gisele Fraga
Http://ofuxico.uol.com.br/noticias/notas_155245.html
Chat do iG - 03/05/2005
http://igpop.ig.com.br/materias/309001-309500/309158/309158_1.html
>A celebração a uma década muito divertida - Universo Musical - 18/ 04/ 2005
Sozinho no palco, Paulo Ricardo foi o mais ovacionado pela platéia. Ele lembrou os antigos hits do RPM
http://www.universomusical.com.br/materia.asp?mt=sim&cod=pr&id=542
A volta dos cinco vampiros
Bernardo Araujo - Jornal O Globo - 11/ 04/ 2005
Saudades de ouvir "Tic-tic nervoso", "Revoluções por minuto" e "As sete vampiras"? Seus problemas terminaram! Há tempos: hoje, além das festas e das bandas especificamente dedicadas aos anos 80, qualquer DJ tem uma seqüência preparada com clássicos como os citados acima, respectivamente, de Magazine, RPM e Léo Jaime. Anos depois de fortalecido o movimento retrô da colorida década pós-ditadura, alguns dos artistas que a protagonizaram no "Cassino do Chacrinha" e no "Globo de Ouro" enchem casas de shows pelo país. No sábado, dia 16, é a vez de o Claro Hall receber o show "Geração 80", que terá Léo, Kid Vinil, Paulo Ricardo, Leoni e Ritchie.
O show, que já lotou o DirecTV Hall, em São Paulo, passou por Fortaleza e Rio Branco (Acre), e tem uma série de datas fechadas pelo país, começou por linhas tortas, no Rio.
Quando o Morro da Urca foi reaberto para shows, eles quiseram chamar artistas que sempre tocavam lá nos anos 80 - lembra Léo Jaime. - Mas acharam que nenhum de nós tinha cacife para tocar sozinho. Então, reuniram uma banda de bons músicos de estúdio e juntaram a turma.
Sem ter o mesmo elenco - algumas edições incluíram também Evandro Mesquita e Kiko Zambianchi - o espetáculo foi um sucesso, e voltou várias vezes ao Morro.
Foi quando vi que as pessoas estavam carentes de artistas como nós - conta Léo. - É muito difícil tocar no Rio. A cidade é o túmulo do rock. Em São Paulo, faço 15, às vezes 20 shows por mês. São muitos lugares onde se toca rock e todo mundo fica sabendo, gera um boca-a-boca. Os nossos shows no Rio foram um sucesso, mas o que acontece aí não repercute nem em Petrópolis.
Léo Jaime diz que rock dos anos 80 foi melhor
Léo Jaime rebate as críticas aos que dizem se tratar de um espetáculo nostálgico.
Meu show atual chama-se "As novas, as velhas e as outras". Estou gravando músicas novas, por conta própria, e vou vender CDs com duas músicas a R$ 5 nos shows - diz Léo, que garante viver muito bem sem um contrato com uma gravadora. - Estou fora da indústria há 15 anos, e sei que não preciso dela para viver. A nossa geração é muito forte. Nos anos 90, afora algumas exceções, como Raimundos e Rappa, não se fez rock que chegasse aos pés do que dominava os anos 80. Nesse show todos são feras, não tem ninguém mais ou menos.
Paulo Ricardo, que após retomar o RPM em 2002, hoje lidera outro grupo, o PR5, tampouco chama o show de retrô.
São músicas que ficaram, são sucesso há 20 anos - diz. - E tenho a honra de ter composto algumas. A maioria das bandas, como Ira! e Ultraje a Rigor, manteve-se em atividade durante os anos 90, mesmo não tendo a repercussão nacional da década anterior. Esse show é uma festa com amigos. Em maio toco com o PR5 no Rio, no Circo Voador.
Leoni, autor de sucessos do Kid ABelha - onde compôs e tocou baixo até 1986 - como "Fixação" e "Lágrimas e chuva", está lançando em abril um CD e DVD ao vivo, e já tem um disco de músicas inéditas pronto, que deve chegar às lojas em 2006.
Muita gente nova me descobriu de uns dois anos para cá - diz ele. - Artistas como Léo e Ritchie, que não tiveram chance de mostrar suas composições nos anos 90, são parte de uma geração excepcional, que tem ainda Cazuza, Renato Russo, Herbert Vianna, Lobão, Frejat, Humberto Gessinger e outros. Muitos jovens estão chegando a eles só agora, através da internet e de meios diferentes dos CDs tradicionais.
Até os punks atuais aplaudem Léo Jaime
Léo Jaime ilustra esse sucesso com um fato curioso vivido em São Paulo.
Fui tocar no Casebre, um lugar imenso onde os shows são normalmente de punk rock ou heavy metal. O dono da casa estava um pouco apreensivo, mas o público, de sete ou oito mil pessoas, adorou o show, cantando e dançando todas as músicas - lembra-se Léo, que se surpreendeu com a predileção dos punks por uma de suas baladas mais singelas.
Ficavam pedindo "A vida não presta", e não entendia por quê. Quando tocamos, foi uma comoção. Depois me toquei: existe algo mais punk do que uma música que diz: "Você vai de carro pra escola/ E eu só vou a pé/ Você tem amigos à beça/ E eu só tenho o Zé"?
O perfil de cada um
HERÓIS DA RESISTÊNCIA
LÉO JAIME
NOME: Leonardo Jaime
NATURAL DE: Goiânia, Goiás
IDADE: 43 anos
PRINCIPAIS SUCESSOS: "Só", "As sete vampiras", "Bambolê".
BANDAS: João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, carreira solo.
OCUPAÇÃO DURANTE A DÉCADA DE 90: cantor, ator, jornalista.
RITCHIE
NOME: Richard David Court
NATURAL DE: Beckenham, Inglaterra
IDADE: 53 anos
PRINCIPAIS SUCESSOS: "Menina veneno", "A vida tem dessas coisas", "Casanova".
BANDAS: Vímana, Tigres de Bengala, carreira solo
OCUPAÇÃO DURANTE A DÉCADA DE 90: profissional de informática e webdesigner. Ficou 12 anos sem lançar um disco
PAULO RICARDO
NOME: Paulo Ricardo Nery de Oliveira Medeiros
NATURAL DE: Rio de Janeiro
IDADE: 42 anos
PRINCIPAIS SUCESSOS: "Louras geladas", "Olhar 43", "Revoluções por minuto"
BANDAS: RPM, carreira solo, PR5
OCUPAÇÃO DURANTE A DÉCADA DE 90: cantor romântico de sucesso, ator
LEONI
NOME: Carlos Leoni Rodrigues Siqueira Júnior
NATURAL DE: Rio de Janeiro
IDADE: 44 anos
PRINCIPAIS SUCESSOS: "Fixação", "Pintura íntima", "Garotos II"
BANDAS: Kid Abelha, Heróis da Resistência, carreira solo
OCUPAÇÃO DURANTE A DÉCADA DE 90: escritor, cantor, compositor
KID VINIL
NOME: Antônio Carlos Xenofonte
NATURAL DE: São Paulo
IDADE: 49 anos
PRINCIPAIS SUCESSOS: "Eu sou boy", "Tic-tic nervoso" e "Comeu"
BANDAS: Verminose e Magazine
OCUPAÇÃO DURANTE A DÉCADA DE 90: radialista, VJ e diretor de gravadora.
http://www.agenciaprodutora.com.br/site/pricardo.asp
Ira! abre temporada 2005 da Garagem da Mix - 21/03/2005
O primeiro Garagem da Mix de 2005 teve a abertura mais do que especial da banda Ira!, que tocou músicas de seu último trabalho Ira! Acústico MTV.
A nova fase do programa tem apresentação de Edgard Picolli. Paulo Ricardo (ex-RPM, atual PR.5) também estava presente e contou histórias sobre ele e o Ira!.
"Vi o Ira! tocar em 81, num teatro pequeno, no Bexiga (SP). A banca me causou um grande impacto. O guitarrista Fernando Deluqui era da banda Ignose e abriu para o Ira!, naquele dia. Na época, nem imaginava que o Fernando tocaria comigo no RPM. O primeiro show do RPM também foi com o Ira!. Tocamos num bar pequeno, lá na rua Morato Coelho. Devia ser umas cinco da tarde e não tinha quase ninguém. A banda Unha Encravada abriu, em seguida nós tocamos, depois o Ira! fechou. Foi uma honra abrir o show para os caras", diz Paulo Ricardo.
O líder do PR.5 ainda quis saber dos integrantes do Ira! como faziam para se manter unidos.
"Discussões são normais, opiniões conflitantes sobre músicas, arranjos. Até entre casais rolam discussões, imagina numa banda, onde a gente lida com viagens, hotéis! Onde estamos, longe da família, é normal pintar o estresse. Acho que, além de um pouco de sorte, contamos também com a amizade, o prazer de tocar", respondeu Nasi.
Em conversa com os ouvintes. Nasi contou o que acha da volta das famosas bandas dos anos 80.
"Acho que quem é bacana está aí. Titãs, Paralamas, são bandas que estão na ativa com bons trabalhos", afirmou o vocalista do Ira!.
Paulo Ricardo PR5 são destaque na tribuna de Indaiá - 19/ 03/ 2005
Zum Zum
*Paulo Ricardo e sua nova banda, a PR.5, apresentam hoje no Espaço Cultural Tom da Terra sua mistura de influências musicais
Clássicos do extinto RPM farão parte do repertório, além dos novos sucessos da recém-formada PR.5
Por: Fábio Alexandre
Uma nova banda que já nasce com várias histórias para contar. Esta é a PR.5, novo trabalho comandado por Paulo Ricardo (voz e baixo) na companhia da bateria de Paulo Pagni (ex-RPM), os teclados de Yann Lao (ex-Metrô), as guitarras de Jax Molina (ex-De Falla) e Paulinho Pessoa e a percussão de Juninho (ambos do Sonic Junior). Em seu primeiro trabalho, intitulado Zum Zum, reside uma mistura de influências e experiências que resultaram em um som que tem a energia do pop rock somada ao suingue e à sensualidade da música brasileiro. Este novo desafio na fase de Paulo Ricardo poderá ser conferido hoje, a partir das 21h30, no Espaço Cultural Tom da Terra. A organização é da Art Promo Eventos e a promoção é exclusiva da Tribuna.
Dez leitores da Tribuna que assistirão ao show gratuitamente, devem retirar hoje seus convites na sede da Tribuna, que fica na Rua Hércules Mazzoni, 873 (Jardim Pau Preto), até as 11 horas (confira abaixo os nomes dos contemplados).
Em Zum Zum, Paulo Ricardo explora as inúmeras possibilidades sonoras de um Brasil contemporâneo e universal. Músicas e letras trazem as marcas de uma inquietude que revitaliza, seja com o balanço de Crédito e Zum Zum, ou a sutileza de Sorte (Ter Você). O mercado latino e de língua portuguesa aponta algumas rotas já conhecidas do vocalista Paulo Ricardo. Em 89, após o fim do RPM, o cantor iniciou a carreira solo, vendendo mais de 1 milhão de discos no Brasil e em Portugal. Outro trabalho, O Amor Me Escolheu, de 97, teve versão em espanhol do CD nos Estados Unidos e em mais de 36 países de língua espanhola.
RPM
O RPM se reagrupou em 2001, a bordo do especial MTV RPM 2002. Mais de 300 mil cópias vendidas e cerca de 180 shows por todo Brasil, com uma média de 5 mil pessoas por show. O grupo teve tempo ainda de criar o tema do reality show Big Brother Brasil. A busca por novos horizontes também foi a tônica na carreira dos integrantes do PR.5.
O baterista Paulo Pagni criou o projeto Tchucbandionis, recebido positivamente pela crítica especializada. O tecladista Yann estava na Europa, com o Passengers. Jax marcou presença na marcante cena rock dos anos 90, em várias bandas.
O RPM de Paulo Ricardo e Paulo Pagni merece um capítulo à parte. Fenômeno do pop rock brasileiro, o grupo vendeu cerca de 4 milhões de discos entre 1984 e 89 e marcou época com os sucessos Rádio Pirata, Olhar 43, Louras Geladas e London, London, entre outras. Em sua turnê Rádio Pirata Ao Vivo, de 86, bateram todos os recordes de bilheteria em ginásios e estádios por todo Brasil, tendo realizado 250 shows em 15 meses, se apresentando para mais de 2,5 milhões de pessoas.
Sonho
A soma de todos estes caminhos permitiu um novo sonho. PR.5 sai com selo próprio: o Bola 8. Na turnê Zum Zum 2005, a banda apresenta o novo CD num espetáculo que conta com cenários de Zé Carratu (Titãs, Djavan, entre outros) e iluminação de Marcos Olívio (Paralamas do Sucesso). O show começa com Zum Zum e percorre todos os sucessos de Paulo Ricardo, seja na carreira solo, como Dois e Imagine, ou à frente do RPM, em canções como A Cruz e a Espada, Olhar 43 e Rádio Pirata. Há ainda homenagens nas interpretações de Exagerado, de Cazuza, e Gita, de Raul Seixas, além do tema de Aline Moraes na novela Como Uma Onda, a nova Eu Quero Te Levar, além da nova versão do tema do Big Brother Brasil, Vida Real (versão PR.5).
Com o clipe de Crédito na MTV e no Multishow e preparando a chegada do novo single King of the Marketing, com a participação de Washington Olivetto, a PR.5 prepara o lançamento do DVD Zum Zum ao Vivo para maio, com um grande show em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Paulo Ricardo PR5 invadem a casa do BBB 5 - 15/ 03/ 2005
Na próxima 4ª feira (16/3) os moradores da casa mais famosa do Brasil vão receber a visita de Paulo Ricardo PR5.
A banda vai se apresentar para os concorrentes do BBB 5 tocando o tema do programa "Vida Real", "Crédito" e "Terra Brasilis" do CD Zum Zum e "Rádio Pirata" do RPM.
Paulo Ricardo (voz), P.A (bateria), Jax Molina e Paulinho Pessoa (guitarras), Juninho (percussão) e Yann Lao (teclado) prometem animar e acalmar os animos dos participantes que chegaram a reta final do programa.
Fonte Assessoria ( site Buxixo.com.br)
PR.5 lança nova música 03/ 03/ 05
OFuxico
O grupo PR.5 está com uma nova música de trabalho, a canção "Crédito", do CD "Zum Zum".
"Crédito" é uma canção rock'n'roll e ironiza o que Paulo Ricardo gosta de chamar de 'música comercial'.
Paulinho Pessoa, Jacques Molina (ex-Defalla), Juninho e Yann Lao (ex-Metrô) continuam com a agenda atribulada com shows pelo Brasil, além de participações em programas de TV e rádio.
Por: EK
Paulo Ricardo e a 'brodagem' no PR.5 - 02/03/2005 12:47
OFuxico
O cantor Paulo Ricardo esteve na segunda-feira, 28, no programa "Segundas Intenções", da rádio Mix FM. Com o apresentador Max Fivelinha teve uma conversa descontraída sobre relações amorosas. Durante um dos momentos Fivelinha perguntou se o cantor já foi traído.
"É possível que tenha sido traído, mas eu nunca soube, nunca peguei um flagrante", respondeu Paulo, em tom de brincadeira.
O cantor também falou sobre sua nova banda, a PR.5 e sua antiga banda a RPM.
"Nunca quis tanto movimento, mas a gente nunca sabe o que vai acontecer, com as pessoas mesmo. Com o sucesso as pessoas se tornam egocêntricas, doidas... É difícil administrar arte, trabalho e dinheiro. É preciso muita disciplina, consciência do que está sendo feito. E se um dia um integrante da banda decide fazer outras coisas e a banda acaba, você também tem que tomar outros rumos. Estou tentando ter uma estabilidade que não consegui ter. Tenho o privilégio de estar numa banda nova priorizando as relações pessoais. O que mantém uma banda unida é a "brodagem", a amizade. E com o tempo você aprende a ser tolerante, paciente, e a administrar as dificuldades", disse.
O PR.5 entrará em turnê pelo interior de São Paulo e depois irá à Goiânia.
Por: EK
PR.5 no Chat Virgula - 03/02/2005
Moderador 16:48:16
Bem-vindos ao chat do Virgula! Este chat será realizado diretamente do Virgula, em São Paulo.
Moderador 16:49:32
PR.5 - O músico Paulo Ricardo fez sucesso com a banda RPM, cantando solo, e com o PR.5 não poderia ser diferente! PA na bateria, Jax Molina na guitarra, Juninho na percurssão, Paulinho no violão e Yann Lao no teclado, PR.5 vem fazendo inúmeros shows (inclusive no exterior) e divulga a música de trabalho Crédito, que está com clipe na MTV e tudo mais! (Virgula)
Moderador 16:52:42
Iniciaremos o Chat em instantes, mas você já pode enviar suas perguntas.
Moderador 16:58:36
Letícia diz: O tema do BBB ficou muito bom na versão 2005, quando optaram pela mudança?
PR.5 17:08:06
Oi, Lê! Bem vinda a Virgula! Em novembro, mandamos para o Boninho uma versão do tema com o PR.5 um pouco diferente do original. Mas ele gostou tanto que nos pediu uma versão radicalmente diferente - mais rápida, mais pesada, mais eletrônica. E ficou realmente a cara da banda.
Moderador 17:09:53
Nana diz: A próxima música de trabalho já será do disco novo?
PR.5 17:10:57
Nana, na verdade, ainda vamos lançar o Zum Zum, nosso CD de estréia, em São Paulo. E a próxima música de trabalho será "Terra Brasilis".
Moderador 17:11:23
Nana diz: PR na pg do PR.5 vc tem um blog onde pode manter contato com os fãs. Vc gosta deste tipo de relação on line? Já se irritou com algum comentário?
Moderador 17:13:14
Devido ao grande número de mensagens, algumas não poderão ser enviadas ao nosso convidado.
PR.5 17:13:25
Nana, nos anos 80 era impossível responder todas as cartas que recebíamos. Hoje, a internet criou um canal maravilhoso de comunicação com as pessoas que querem conhecer melhor o nosso trabalho. Todos nós (exceto o PA) entramos regularmente no site e respondemos perguntas mais diretas e sempre colocamos mensagens, comentários e novidades. Visite-nos no www.prponto5.com.br.
Moderador 17:13:29
Nadine diz: Uma pergunta a todos os integrantes, como foi para voces, vindos de banda com estilos relativamente distintos, formar uma banda como PR.5?
PR.5 17:16:32
Nadine, para mim (Paulinho Pessoa), a sensação de tocar com um cara que você ouve os discos é uma coisa meio que realizar um grande sonho. Eu, PA, já estou com o Paulo desde 84, tive várias bandas com o Jax, conheço Yann desde a época do Metro.
A banda PR.5, instantes antes do Chat começar! Mas infelizmente, sem Yann e Juninho, que não puderam comparecer...
PR.5 17:26:53
Ivi, ninguém da banda participa do Orkut. mas tem a nossa comunidade, como você mesma já disse. Mas adoraríamos conhecer essa comunidade.
Moderador 17:27:18
Camila diz: O que significa PR.5?
PR.5 17:27:48
Camila, Paulo Ricardo 5.
PR.5 17:28:03
Camila, Paulo Ricardo mais 5.
Moderador 17:28:14
Trovador diz: Um forte abraço... Queria saber quando vocês vão fazer um show aqui em Sampa!
PR.5 17:28:46
Trovador, um abraço! Sampa está previsto para maio.
Moderador 17:29:12
Billy Joe diz: Jax, você já comrpou sua fender jaguar?
PR.5 17:29:44
Billy Joe, infelizmente, não! Mas vou fazer, eu mesmo, uma réplica.
Moderador 17:31:07
Jonas diz: Quais são as novidades da banda agora?! Vai rolar um DVD?
PR.5 17:32:31
Jonas, vai. Há um ano, nosso amigo fotógrafo e videomaker, Rui Mendes, vem documentando todas as nossas atividades - desde a gravação do disco até o Reveillon na Paulista, passando pela turnê nos EUA. O DVD está, atualmente, em processo de edição.
Moderador 17:32:53
_karol* - guarapari diz: Jax..vc eh lindo...talentoso..toka guitarra como ninguém...e procura um amor verdadeiro! vc eh perfeito...eu te amo... tem muita mulher no pedaço...ou tah solteiro?
PR.5 17:34:02
_karol*, desconfio que estou solteiro há exatos 20 minutos, mas não era bem isso que eu queria. O amor tem dessas coisas.
Moderador 17:34:27
Binha diz: P.A. aqui é a Rúbia de Ponta Grossa-PR,fui em SP encontrar a Marília,mais foi uma pena pois queria te ver tbm mais não consegui... Fala aí!!! O que é Bem Bom pra você?
PR.5 17:35:33
Binha, ganhar dinheiro e não gastar Além de curtir a vida com meus cachorros e com meus amigos da banda.
Moderador 17:36:14
ju diz: Existe briga de ego na banda? porque se até em famílias isso existe, imagine num lugar onde as pessoas não tem esse laço de sangue
PR.5 17:37:13
Ju, acho que superamos essa fase. Agora, somos uma banda de verdade, de gente madura, a fim de fazer músicas boas.
Moderador 17:37:34
Lê_Seguidora diz: PR, a música `Eu quero te levar` já estava pronta ou você compôs assim na lata?!
Paulinho - violão
PR.5 17:40:08
Lê_Seguidora, ela já havia sido gravada durante as gravções do Zum Zum, mas não finalizada. Havia uma boa parte da letra e o arranjo ainda não estava definido. Achamos que o clima, tanto da música quanto da letra tinha a ver com praia e verão e acertamos em cheio. Tanto Mariozinho Rocha quanto o diretor Denis Carvalho gostaram muito e, agora, você já pode encontrá-la como uma faixa bônus no CD Como Uma Onda Internacional.
Moderador 17:40:30
DEBORAH diz: Qual de vocês deu o maior fora em algum show?
Jax Molina - guitarra
PR.5 17:41:33
Deborah, eu errei o nome de uma cidade em Goiás, mas pouca gente percebeu (Paulo Ricardo).
Cacau Fã Clube diz: Há planos de uma turnê internacional? Quais países estão na mira, além dos EUA, que houve ano passado? Vocês pretendem repetir esta experiência este ano?
Paulo Ricardo - vocal
PR.5 17:44:17
Cacau Fã Clube, a turnê nos EUA realmente foi um grande sucesso e devemos voltar no verão. Estão previstos, também, shows em Portugal e no Japão.
Moderador 17:44:21
*dani_girl* diz: Qual a música da vida de vocês, aquela que faz balançar?
PA bateria
PR.5 17:46:30
dani_girl, da nova fase "Crédito", um funk rock com uma pitada de samba e uma letra que todo mundo canta, mesmo ouvindo a música pela primeira vez. Das antigas, Rádio Pirata continua pondo qualquer casa abaixo (Paulo Ricardo). Temos ouvido muito o último disco (aliás, o primeiro) de uma banda australiana chamada Jet. Puro rock'n'roll.
Moderador 17:47:24
_karol* - guarapari diz: Vocês formam uma banda perfeita... Parabéns! Guitarras, baixos (ah...Jax...) e violões ...Paulinho... mais afiado do que nunca... Bateria e percursão estourando com o PA e o Juninho... Yann... E Paulo com essa voz perfeita que encanta qualquer um!
PR.5 17:48:33
__karol*, obrigado! Nosso show em Guarapari ano passado foi inesquecível. Devemos voltar esse ano. Todos ficaram super lisonjeados com seu elogio. Um beijo.
Moderador 17:48:36
Billy Joe. diz: Jax, tenho sua palheta desde o pocket show da paulista...Você ainda tem tempo de mexer no ateliê? Como ficou este lado?
PR.5 17:49:40
Billy Joe, acabei de comprar uma bancada nova e novas ferramentas. E este ano pretendo lançar meu modelo próprio de guitarra. Aguarde!
Moderador 17:50:16
Drika diz: É verdade que vocês participarão do BBB5?
PR.5 17:50:47
Drika, é verdade. Já estamos agendando para fevereiro.
Moderador 17:51:40
Otávio diz: 'Terra Brasilis'´é uma composição de quem? Por que essa música foi a escolhida para ser a música de trabalho?
PR.5 17:53:22
Otávio, a música é minha (paulo Ricardo) e tem sido muito bem recebida nos shows. Mostra um lado melódico e, ao mesmo tempo, traz aquela utopia de um país melhor, um clima futurista. O processo de escolha é, antes de mais nada, intuitivo. Se você tiver outra sugestão, pode enviar para o nosso site.
Moderador 17:53:41
Drika diz: em 1988 eu trabalhei como operador de iluminacao num show q vc fez no ibirapuera pelo estudio hum (poladian)o ginasio estava lotado vc sente saudades dakela epoca?
PR.5 17:57:25
Drika, todo dia acontece uma coisa nova, um novo projeto e, de certa forma, aquele período está sempre presente, seja nas canções ou na lembrança das pessoas. Sinceramente, me interessa muito mais aprender, buscar novas experiências, arriscar e tentar encontrar uma nova sonoridade e, acima de tudo, novas grandes canções. Aquelas canções já foram escritas, já foram ouvidas e nada me deixa mais excitado do que escrevermos e arranjarmos uma nova música. Às vezes, tocamos para platéias até maiores do que aquelas. Às vezes, tocamos em bares. Mas eu não sou o tipo de pessoa nostálgica. Estou sempre pensando no próximo show, no próximo disco, enfim, em novos projetos. E não há motivo para se ter saudade, uma vez que tudo foi vivido intensamente. Eu acho que estamos melhores agora, em todos os sentidos.
Moderador 17:57:44
Binha diz: P.A., a Marília gostaria de saber qual a maior loucura de amor que você faria???
PR.5 17:58:43
Binha, uma vez fui pro Japão atrás de uma mina. Essa foi uma coisa bem doida. Hoje em dia, vou mais com calma.
Moderador 17:58:47
foto banda
Valeu, galera! Nosso bate-papo foi demais!
Infelizmente, o nosso tempo esgotou... PR.5, vocês podem se despedir dos nossos internautas?
PR.5 18:00:36
Alô, Brasil! Estaremos em Goiânia logo após o carnaval e em turnê por todo o país a partir de março. Queríamos agradecer de coração a todos que participaram. Esperamos vocês no www.prponto5.com.br ou nos shows, a qualquer momento. Beijos a todos, Paulo Ricardo, PA, Jax e Paulinho.
Moderador 18:00:43
Em nome do Portal Virgula, agradeço pela participação de todos e até o nosso próximo bate-papo!
Fotos: Divulgação Chat Vírgula
Jax Molina, do PR.5, diz suas preferências 06/01/2005
Jax Molina, guitarrista do PR.5, contou quais são suas preferências de livos, CD's e DVD's e deu algumas sugestões aos leitores de OFuxico.
Quando o assunto é livro, o músico sugere "Heavier Than Hell", a biografia de Kurt Kobain e "Mate-me por favor", de Legas McNeil e Gillian McCain, sobre a história do rock.
Se o assunto for música, Molina indica o álbum "Razorlight" e o DVD "Reality Tour", do 'camaleão' David Bowie.
Filmes também são a especialidade do guitarrista, que sugere "O Estranho Mundo de Jack" e "Edward Mãos de Tesoura".
"Me identifico com o Jack. Ele tenta levar ao mundo de Halloween um pouco de Natal. Também me identifico com o 'Edward Mãos de Tesoura"".
Por: Redação
Fonte OFuxico
Juninho, do PR.5, dá dicas para as férias 06/01/2005
Juninho, percursionista do PR.5, deu dicas aos leitores de OFuxico de livros, CD's e DVD's para serem aproveitados nas férias.
O músico indica dois livros. São eles: "História Oral e Memória ¿ A Cultura Popular Revisitada", de Antônio Torres Montenegro, sobre a cultura popular. O autor fez várias entrevistas para compreender quais as histórias que a população guarda na memória.
"Identifiquei a história oral como um meio de resgatar a vida cotidiana, tendo em vista que esta se mantém firmemente na memória".
"Abutre", de Gil Scott-Heron, também está na lista de preferidos de Juninho. A obra é o primeiro romance do músico Gil Scott-Heron, sobre o ano de 1970 em que a luta pelos direitos nos Estados Unidos estava passando por uma mudança, dando vez ao Black Power.
Para os amantes do DVD, o percursionista sugere o "Live at Ronnie Scott's", de Curtis Mayfield, um dos maiores nomes da soul music. O vídeo traz o memorável show "Live At Ronnie Scott´s" filmado em 1988.
Amante dos filmes, Juninho revela que se fosse a uma locadora escolher vídeos passaria horas na frente das prateleiras.
Em se tratando de CD, o músico recomenda, é claro, o disco do Sonic Junior.
"É meu mais recente trabalho pelo Sonic. Gostaria que as pessoas ouvissem".
Por: Redação
Fonte:OFuxico
Jax Molina, do PR.5, quer casar 05/01/2005
Jax Molina, guitarrista do PR.5., passou as festas de final de ano ao lado de sua família e da noiva Bianca. Em ritmo acelerado de trabalho, o músico não programou férias, mas pretende ir para Londres assim que for possível. "Quero respirar ares de rock inglês", disse. Em se tratando de viagem, Molina revela que quando faz sua mala um acessório não pode faltar: o secador de cabelo. "Não consigo dormir de cabelo molhado", explica. Para 2005, o guitarrista quer o melhor com o PR.5. "Quero fazer sucesso com o próximo CD do PR.5 e casar".
Por: Redação
Fonte: OFuxico
Juninho e os planos do PR.5 04/01/2005
Juninho, percursionista do PR.5, contou à reportagem de OFuxico, seus planos para 2005.
"Quero saúde para toda a família, amigos e, é claro, muito trabalho. Para 2005 temos como planos, a gravação do novo disco do PR.5", disse o músico que ainda revelou só ter lembranças boas de 2004.
Juninho não terá férias de verão, porque estará em estúdio juntamente com os outro integrantes de sua banda.
"As férias vão ficar para mais tarde".
Se fosse organizar um roteiro de viagem, o percursionista incluiria lugares como Japão, Jamaica, Londres e Fernando de Noronha.
"São lugares que tem tudo a ver comigo. São culturas diferentes e eu gosto de viver a mistura, de vivenciar o aprendizado. Me sinto cidadão do mundo".
Quando o assunto é viagem, Juninho ainda revela o que não pode faltar em sua mala de viagem.
"CD player e toalhas. Porque de toalha, só uso a minha".
Por: Redação
Fonte: Ofuxico
Paulo Ricardo é fã de Dostoievski 02/01/2005
Paulo Ricardo, vocalista da banda PR.5, contou quais são suas escolhas na hora de presentear algum parente ou ente querido.
Quando se trata de livro, o cantor escolhe "Os Demônios" de Fiodor Dostoievski, considerado um clássico. A obra é a última e mais importante fase da carreira do escritor russo.
Fã de Elza Soares, o músico sempre presenteia seus colegas com o disco "Vivo Feliz", da cantora. O álbum tem um repertório que vai desde Fred 04 (Computadores Fazem Arte) a Zé Keti (Opinião).
Se o assunto é DVD, Paulo Ricardo recomenda "A Reality Tour", do cantor David Bowie. Um mega show com mais de 2 horas de duração incluindo canções dos dois últimos álbuns de "camaleão".
Ainda em clima de DVD's, o cantor sugere três dicas de vídeos: "Colateral", com Tom Cruise, que vive um frio e calculista assassino profissional no auge do negócio; "Má Eduação" de Pedro Almodóvar, que conta a história de dois meninos educados nos colégios de tradição católica da década de 80, "O Homem que Copiava", com Lázaro Ramos, Luana Piovani, Leandra Leal e Pedro Cardoso.
Por: Redação
Fonte: Ofuxico
Paulo Ricardo e as férias em Itacaré 01/01/2005
Paulo Ricardo não parou de trabalhar durante as festas de final de ano. Se tudo der certo, o cantor poderá curtir alguns momentos de férias durante o verão.
"Devo dar um pulo em Itacaré (Bahia) com minha mulher Raquel", disse o músico, vocalista da banda PR.5, à reportagem de OFuxico.
Se pudesse escolher um roteiro de viagem, Paulo Ricardo disse que tem a Polinésia Francesa como idéia de paraíso. Por outro lado, jamais iria para lugares do Bagdá, por exemplo.
Seja qual for seu destino, o músico revelou que nunca deixa de levar seu caderno de letras.
"Idéias podem surgir a qualquer momento", explicou.
Fonte OFuxico
Paulo Ricardo passa Réveillon na Av. Paulista 31/12/2004
Paulo Ricardo e sua banda, a PR.5, passarão a virada do ano em São Paulo trabalhando no evento "Reveillon na Paulista", show tradicional paulistano. Esta é a primeira vez que o ex-vocalista do R.P.M. trabalhará em um Ano Novo.
Paulo Ricardo, P.A, Juninho, Jax Molina, Paulinho Pessoa e Yann Lao receberão a presença do amigo Marcelo Bonfá, ex-Legião urbana, no palco.
"Amo trabalhar. Esse será um evento grandioso. É um palco de 800 metros quadrados. Já toquei em grandes eventos, como o Rock in Rio, mas acho que esse é o maior palco em que já toquei. Inclusive, a prefeitura está pleiteando um possível registro no Guinnes Book", disse Paulo Ricardo à reportagem de OFuxico.
"Faremos um show similar ao que fizemos na turnê americana. A gente sabe que esse disco novo é recente, pois saiu em junho, e que não teve uma exposição de rádio que normalmente se tinha com uma grande gravadora, porque é o sistema. Tivemos uma receptividade imensa da imprensa, da televisão, e nossas músicas ficaram nos primeiros lugares em vários Estados, de norte a sul.
Neste show da Paulista, tocaremos somente sucessos do R.P.M., do Legião Urbana e músicas da minha carreira solo. Serão 40 minutos de show", resumiu o músico.
Sobre a participação de Marcelo Bonfá, que é amigo de Paulo Ricardo há 20 anos, o cantor disse que esta é mais uma participação especial do colega, que já tocou com eles em Nova York durante a turnê americana.
"A 'Legião Urbana' é muito querida até hoje. E o Marcelo toca vários instrumentos. Com a gente, ele ficará no comando do baixo. Tocaremos "Tempo Perdido" e ele cantará em "Rádio Pirata", finalizou o cantor.
O Réveillon na Paulista terá também a participação do grupo Detonautas, do cantor Alexandre Pires, entre outros.
2005
Paulo Ricardo contou para a reportagem de OFuxico o que deseja para 2005. Na virada do ano, o cantor brinda com champanhe e pede sempre: saúde e paz.
O músico adianta que, alguns dos projetos para o novo ano são: o lançamento do DVD do PR.5, o novo CD, muitos shows e "algumas surpresas", como diz.
"O novo DVD do PR.5 será um musical/documentário, que contará a história da banda. Será um CD e DVD em uma edição especial, um dual disco. Desde o começo do ano registramos imagens da produção de 'Zum Zum', a turnê pelo Brasil, a turnê americana e agora vamos encerrar com o show na Paulista. É praticamente nossa história toda", disse Paulo à reportagem de OFuxico.
"Em relação ao disco, vamos ensaiar em janeiro, gravar em fevereiro e, possivelmente, ele estará na lojas em abril".
Sobre 2004, o cantor disse que só quer esquecer a guerra e lembrar das Olimpíadas. A pedido da reportagem, fez um balanço de sua carreira no ano que está terminando, e concluiu que aprendeu e errou bastante.
"Foi um ano de adaptação a uma nova ordem. Eu poderia ter optado por uma situação mais confortável. Mas as coisas aconteceram de tal forma, que eu julguei a médio e longo prazo romper com o que eu tinha e recomeçar tudo do zero. Preferi recomeçar do que ficar consertando coisas que não estavam indo muito bem. Tive que aprender a trabalhar sem gravador e empresário. Me dei mal muitas vezes, perdi dinheiro também. Mas fechamos o ano com excelentes notícias, como a música 'Eu quero te levar', na novela 'Como uma Onda', o Réveillon na Paulista e a turnê nos Estados Unidos", concluiu.
Por: EK - OFuxico
Paulo Ricardo participa do Reveillon na Paulista 28/12/2004
Paulo Ricardo e sua banda, a PR.5 irão participar da festa de Reveillon na Avenida Paulista, em São Paulo.
Assim como em todas as apresentações do grupo, o baterista Marcelo Bonfá, ex-Legião Urbana, irá participar do espetáculo. Na ocasiõa, Paulo Ricardo e Marcelo lembrarão os tempos de Renato Russo e cantarão algumas músicas do cantor.
Por: EK
ofuxico
Entrevista exclusiva - 09/ 04
Um dia inesquecível !
Por: Renata dos Anjos
Após um contato telefônico, já estava marcado um encontro com os pais de Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros.
Por azar ou sorte, cheguei atrasada às 16:30 devido a greves e manifestações que ocorriam neste dia em São Paulo, e o meu tempo inicialmente ficou resumido a 30 minutos, pois Sônia e Waldeck ( pais de Paulo), tinham um outro compromisso agendado.
Já constrangida pelo atraso fui direto ao assunto, começamos a conversar e logo descobri para quem o Paulo puxou, sua mãe que é muito descontraída e desinibida.
Relembrei então um programa apresentado por Sílvio Santos, para homenagear Paulo em que os dois participaram.
Questionei como foi Paulo Ricardo quando criança, Sônia disse que ele era peralta, citou o fato de que ele costumava
escrever o nome com álcool e colocar fogo.
Com relação a escola disse que ele sempre foi bom aluno e tirava boas notas. Contou que quando ia ao cabelereiro, as vezes Paulo a acompanhava e acabava cantando, sempre utilizando um cabo de vassoura, hoje substituido por seu baixo.
Contou que uma vizinha que morava no mesmo prédio que eles, sempre ouvia Paulo cantar músicas de Roberto Carlos, certo dia esta vizinha disse não estar mais ouvindo o pequeno cantor, e Paulo disse a ela que estava crescendo e tinha vergonha. ( nesta época tinha mais ou menos 10 anos). Começou então a timidez, o pré adolescente, quieto, de poucos amigos, que um pouco mais tarde adotou os óculos, e se refugiou ainda mais.
Pouco tempo depois surge o interesse pela música, os pais com a ajuda da avó materna chegaram a alugar um piano para o então pré artista começar a aprender.
Começaram então os primeiros ensaios e a formação de bandas. O começo foi difícil, pegavam ônibus, com a fita demo em mãos, foram a luta.

Chat da Trip - 15/12/04
(07:09:09) Babu fala para Paulo e PA: como anda o PR5?
(07:10:36) Paulo e PA: Paulo Ricardo: eu fiquei muito contente com as ediçõe da TRIP e da TPM, que têm uma proposta editorial superbacana, que é fazer com que as edições se conversem. Eu foi "dissecado" pelas duas revistas e adorei o resultado. Estou nas páginas negras da TRIP e estou num ensaio bem bacana na TPM. E eu como não faço nada sem a banda, trouxe o PA.
(07:13:01) Paulo e PA: Babu, hoje estamos comemorando o fechamento da nossa participação no Ano Novo na Paulista. Vai ter a festa!! Estamos confirmados no evento! E acabamos de voltar de um show em Andradina, e foi maravilhoso. Saímos daqui do UOL e vamos para uma entrevista na MTV. Acabamos de voltar dos EUA. E estamos muito contentos com a inclusão da nossa música na trilha sonora de "Como Uma Onda". E nosso clipe continua firma na MTV e no Multishow. E traremos mais uma novidade: estamos pensando no novo disco.
(07:13:07) Cacau - Fã Clube pergunta para Paulo e PA: Paulo, o que vc já fez em sua carreira , que você jamais faria novamente??
(07:16:27) Paulo e PA: Cacau - Fã Clube, eu acho que os passos que a gente dá nos leva a algum lugar, mesmo que sirvam para percebemos que tomamos o caminho errado. Para mim, o caminho é mais importante que o destino. A minha carreira hoje é fruto destes caminhos de acertos e erros.
(07:16:31) Lucas fala para Paulo e PA: Você e o resto do pessoal do RPM chegaram num acordo sobre a banda?
(07:17:17) Paulo e PA: Lucas, chegamos sim!! E eu PA chegamos a um acordo que mandamos todo mundo para PQP. Agora é o PR.5 na cabeça.
(07:17:17) gatinhas fala para Paulo e PA: e as namoradas?
(07:18:23) Paulo e PA: gatinhas, este é o departamento do PA, que tá solteiro. Eu (Paulo Ricardo) estou casado. Há dois caras na banda que estão sozinhos: o PA e o Jan. Mandem cartas com fotos. Eles são bem carentes! Quem sabem vocês tenham chances.
(07:18:23) Brigida fala para Paulo e PA: Quais as surpresas pro próximo CD?
(07:19:49) Paulo e PA: Brigida, só músicas inéditas. Vamos incluir "Quero te levar", a música que está na novela das 19h. E o resto será tudo que estamos produzindo nesta "primavera de encontros" que estamos vivendo. Estou cercado de pessoas queridas e cheias de talento! E uma dica: para os antigos fãs, vai soar mais familiar que o "Zum Zum".
(07:19:49) Nicole fala para Paulo e PA: sou tua fã contumaz..Vc vivenciou o sucesso e o súbito ostracismo,Como foi lidar com essa dicotomia?
(07:20:49) Paulo e PA: Nicole, é o que o Paulo acabou de falar. Acho que se estivéssemos no auge o tempo todo, não sei se seríamos tão criativos hoje. Tudo é importante.
(07:20:49) Rodrigo fala para Paulo e PA: Gostaria de saber do Paulo Ricardo a experiência dele como jornalista (repórter) antes de iniciar a carreira e o boom do RPM!!
(07:27:24) Paulo e PA: Rodrigo, eu canto desde criança e me disfarcei de jornalista musical para entrar nas entranhas do mundo musical. E depois de três anos trabalhando com feras do jornalismo eu formatei o modelo do RPM. Nesta época, eu aprendi muito e vivi coisas incríveis: viajei com o Iron Maiden, entrevistar o The Police, escreve sobre Led Zeppelin, encontrar com feras como Caetano. Depois eu segui um sonho que era de montar uma banda. E mesmo tendo de abrir mão da grana, por exemplo, que o jornalismo me dava. Mas uma vez, em uma entrevista, o Vagner Tiso me disse que o músico tinha de viver de música.Todo o esforço valeu a pena.
(07:27:30) *!G@t@ G@rot@!* fala para Paulo e PA: Qual foi o momento num show que voce mais se emocionou?
(07:29:18) Paulo e PA: G@t@ G@rot@! - é difícil escolher um só. Mas o Rock in Rio foi demais. Não só o Rock in Rio se tornou uma "marca", como foi um ícone da música brasileira. Ver o Maracanã, o estádio, tremendo quando cantávamos. Isso foi em janeiro de 2001. E o RPM já tinha acabado.
(07:29:18) Lia_RJ fala para Paulo e PA: gostaria de saber do paulo qual a musica que ele fez que foi mais marcante na vida dele?
(07:30:02) Paulo e PA: Lia RJ, a "Cruz e a Espada". Até porque tive a participação incrível de Renato Russo.
(07:30:14) fooffinha pergunta para Paulo e PA: Como vc lidar com a execrável invasão da imprensa em relação à vida pessoal e quais jogadas de marketing já o atingiram durante a carreira?
(07:30:32) Paulo e PA: Queria aproveitar a resposta e mandar um beijo pro Bonfá, que tocou conosco nos EUA.
(07:33:27) Paulo e PA: fooffinha, eu acho que há uma troca, e uma maneira de se conduzir. Eu, particularmente, não tenho mágos. Exceto de um outro amigo jornalista que se aproveitou da nossa intimidade que publicou intimidades que eu preferia ter deixado em "off". Eu acho até a imprensa brasileira bem leve. E eu fiz jornalismo. Tenho um certo fascínio pelo trabalho da imprensa. E o marketing faz parte de uma mensagem também. É uma maneira de enviar sinais. Independente da maneira como é veiculado. É preciso ter consciência e respeito, além de habilidade, para lidar com estes sentimentos.
(07:33:29) porreca fala para Paulo e PA: paulo qual a melhor banda de rock brasileira na sua opinião.
(07:35:01) Paulo e PA: porreca, difícil. Da antiquidade, temos muita gente boa. Na atualidade, fora a gente, tem muita gente na ativa. (PA) posso eleger o Paralamas, mesmo eles fazendo mais que rock. (Paulo) eu vou votar no Rappa.
07:35:09) [Juliano] fala para Paulo e PA: vcs esperam fazer um sucesso com o PR.5 assim como fizeram com o RPM? Ou é impossível alcançar tal façanha atualmente?
(07:40:05) Paulo e PA: Juliano, é difícil, mas vamos trabalhar sempre para sermos os melhores. (Paulo) a indústria fonográfica está no fim como conhecemos. Nada será como antes! Os números a mecânica do RPM aconteceu há 20 anos. Hoje vivemos uma revolução tecnológica. Hoje qualquer um faz um CD em casa! Fazer, hoje, o sucesso que o RPM fez e ter o mesmo nível de influência não - necessariamente - seria mensurado por venda de disco. Manusear estas novas ferramentas é posível chegarmos mais longe. Hoje temos o nosso selo, o nosso escritóri. E vivenciamos o showbusiness de maneira mais completa. Artisticamente falando, vivemos uma efervecência bem maior que tínhamos na época. A tudo isso que nós vivemos, somem a nossa experiência e habilidade. Hoje temos habilidade de focar.
(07:40:05) DOIDINHA-2005 fala para Paulo e PA: QUAL PRESENTE DE UMA FÃ MAIS INUSITADO QUE VC JA GANHOU
(07:41:33) Paulo e PA: DOIDINHA-2005, olha... Eu não diria inusitado, mas interessante. Recebemos muitas vezes aqueles pergaminhos quilométricos de "eu te amo". Para que todos saibam, em nossos camarins existe uma espécie de altar. E por isso sempre acendemos incenso e velas que recebemos.
(07:41:39) Wilson fala para Paulo e PA: no seu novo cd tera musicas antigas?
(07:42:27) Paulo e PA: Wilson, mande um abraço para Tom Hanks, quando se encontrarem na ilha. E respondendo à sua pergunta: não! Só músicas inéditas. E espero que você aprecie.
(07:42:27) Ronaldo Cohin fala para Paulo e PA: Qual banda internacional vc mais gosta de ouvir na sua casa?
(07:49:07) Paulo e PA: Ronaldo Cohin, nós crescendo ouvindo os mestres dos anos 60 e 70. Mas muita coisa boa surgiu de lá pra cá. (Paulo) eu citaria "Cold Play" e "The Stokes". (PA) tem muita coisa boa, mesmo. E sempre estamos antenados nas coisas novas. Ouço bastante coisa de RAP, por exemplo.
(07:49:13) Nicole fala para Paulo e PA: Paulo..sou prof de inglês e admiro tua boa pronúncia..Nunca pensou em fazer carreira lá fora?
(07:51:54) Paulo e PA: Nicole, o Brasil é uma ilha de proporções continentais. Infelizmente, não interagimos com o mercado internacional de música. Lá fora, os discos brasileiros estão na prateleira de de "World Music". Mas eu quero tirar o meu chapéu para Bebel Gilberto, que está concorrendo a um Grammy - mas como eu disse, é um World Music. Confesso que tivemos sim a idéia de ir para exterior, mas agora estamos dedicados à conquista do Brasil, mesmo!
(07:52:00) LUCAS DIV MG fala para Paulo e PA: PAULO RICARDO VC PRETENDE ATUAR EM NOVELAS, PORQUE VC FOI OTIMO NA PARTICIPAÇAO DA NOVELA DA REDE GLOBO?
(07:56:58) Paulo e PA: LUCAS DIV MG, obrigado! Fico feliz porque eu fui bem dirigido na novela, e tive o privilégio de aprender demais com mestres na televisão. E não estou falando apenas dos "monstros sagrados" da teledramaturgia. Os talentos mais jovens, como a Ana Paulo Arósio. Mas eu não sei se outro diretor da Globo terá tanta coragem.
(07:59:11) Paulo e PA: Quero agradecer muito ao UOL, e á TRIP e TPM. E quero dizer que todos estão convidados a conhecer o nosso site: www.prponto5.com.br . E quero convidar a todos para dividir o Ano Novo conosco na Paulista.
(07:59:23) Moderador UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Paulo Ricardo, de PA e de todos os internautas. Até o próximo!
Paulo Ricardo participa do leilão no 'Natal da APAE' 13/12/2004
Segunda-feira, 13/12 - Gabriela Alves e Elke Maravilha desfilaram com modelos de grandes estilistas em prol da solidariedade no "Natal da APAE", que aconteceu no Espaço Résidence, em São Paulo. Lucinara Parisi, Marcelo Taz, Gustavo Borges, Paulo Ricardo, Glenda Saccomano e Núbia Ólliver aproveitaram a noite para participar do leilão que ajuda milhares de pessoas atendidas pela APAE.
Fonte: OFuxico

Chat da MTV - 17/12/04
Moderador 18:17:19
Bem-vindos ao Chat MTV!
Moderador 18:17:35
PR.5 - Paulo Ricardo e trupe estão de clipe novo, em clima de turnê e ainda ambicionam tomar o pop de assalto. Está na hora de outro chat! (MTV)
Moderador 18:35:05
Olá amigos!
Moderador 18:35:22
Em meia hora, PR.5 no chat!
Moderador 18:49:07
Dez minutinhos e já começamos!
Gustavo MTV 19:05:25
Vai começar, galera!
PR.5 19:05:51
E aí, galera? Já estamos aqui esperando vocês pro nosso papo!
Moderador 19:06:09
djonas diz: como pintou a idéia de fazer o pr5?
PR.5 19:07:58
A gente começou a ensaiar o ano passado, e o nome ia ser RPM.Mas aí entraram o Juninho e o Paulinho do Sonic Jr pra produzir. Nesse meio tempo, tivemos rompimento com os outros dois da banda, e resolvemos que íamos ter outro nome. Aí surgiu o PR.5, logo após a entrada do Jax e do Yann. Aí completamos o time, e esperamos trabalhar por muitos anos com essa formação.
Moderador 19:08:52
Lê Seguidora diz: Qual o presente que gostariam de ganhar de Natal?
PR.5 19:10:00
PA: Um disco de ouro, muita bebida, fazendo rock'n'roll e esperando pra começar o ano pra começar a trabalhar de novo!
PR.5 19:10:22
Jax: Uma Fender Jaguar...
Moderador 19:10:54
Lê Seguidora diz: O novo cd da banda será lançado juntamente com o DVD? Já tem previsão de lançamento?
PR.5 19:11:42
Já estamos trabalhando no novo disco e no DVD, mas não temos datas ainda. Aguardem!
Moderador 19:12:13
Nathan diz: Como vcs avaliam a questão da pirataria no Brasil ?Ela têm atrapalhado vcs ?
PR.5 19:14:00
Acho que o CD no Brasil é muito caro pro poder aquisitivo das pessoas. É inevitável existirem CDs piratas, que na verdade são uma certa forma de divulgação... Nós ainda não vimos nenhum exemplar do "Zum Zum" pirata por aí, mas deve ter.
Moderador 19:14:13
Lê Seguidora diz: P.A vc vai vender sheeps mesmo, como está curtindo a natureza?
PR.5 19:15:35
Vocês sabem que os sheepdogs são minha família, eu não faço comércio de animais. Eu faço uma triagem e dôo pra pessoas que realmente gostam e vão tratar bem. Quanto à natureza, estou adorando morar na minha montanha, recomendo pra todo mundo viver lá! É muito bom!
PR.5 19:17:00
Sim, todas músicas inéditas, graças a Deus.
Moderador 19:17:06
Cacau - Fã Clube Of diz: E Portugal? Existe a possibilidade de uma tour portuguesa ou mesmo européia??
PR.5 19:17:58
Sim. Talvez através da música que está na novela das 6 agora, que passa em Portugal, surja uma ponte para tocar lá. Acabamos de fazer uma turnê nos EUA, que foi muito bem-sucedida.
Moderador 19:18:17
zequinha diz: como vcs classificam o som de vcs?
PR.5 19:18:54
Pop rock com pau duro!
Moderador 19:20:08
lua diz: PA, gostaria de saber o que você acha desse racha com os ex RPMs. TE admiro muito e sei que você e Paulo são ótimos amigos.
PR.5 19:22:04
Infelizmente, nos separamos novamente, mas tudo já está resolvido amigavelmente. Está sendo muito bom começar com um trabalho novo, então esse racha me fez bem.
Moderador 19:22:13
Binha diz: P.R. como ta sendo o chat pelo tel,liguei lá 2 vezes e nao consegui falar com vc, acho q não entendi, a gente fala com vc mesmo??? Só fiz uma gravação da musik vida e outra pra ganhar cd autografado por todos, tipo já tenho né,mais autografado por todos!!!To dentro...
PR.5 19:24:03
Desculpe qualquer coisa! Somos pioneiros nessa tecnologia de ringtones e telechats, e às vezes as coisas não funcionam como o esperado. Mas terça-feira que vem faremos mais um e espero que dê tudo certo. Obrigado pela participação, um beijo!
Moderador 19:25:09
Cacau - Fã Clube Of diz: Paulinho Pessoa, qual a sensação de ser constantemente assediado pelas fãs nos shows?
PR.5 19:26:21
Putz, pergunta mais capciosa, hein? É legal ver algum tipo de reconhecimento, apesar de que eu procuro o reconhecimento musical em primeiro lugar, mas eu fico muito feliz!
Moderador 19:27:56
Diego diz: Com Qual banda ou cantor você gostaria de cantar um dia ?
PR.5 19:28:48
Com os Beatles ou, em caso de falecimento, U2.
Moderador 19:29:36
Cacau - Fã Clube Of diz: Hoje, dia 17.12, o PR.5 está completando um ano de carreira!!!Desejo em nome do Fã Clube Oficial PR.5, tudo de maravilhoso e mil felicidades a este sexteto querido no Brasil, nos EUA e se Deus quiser no mundo inteiro!!!PARABÉNS PAULO RICARDO, P.A, JAX MOLINA, YANN LAO, PAULINHO PESSOA E JUNINHO!!!NÓS AMAMOS VOCÊS!! SUCESSO!!!
PR.5 19:30:13
Bem lembrado, Cacau! Valeu!!
Moderador 19:31:00
Lê Seguidora diz: Paulinho e Juninho, está dando pra conciliar bem PR.5 com Sonic JR? Como se sentem tocando e cantando com ídolos dos anos 80?
PR.5 19:31:55
Pô, maravilha, pra gente é um prazer estar com uma galera que está há tanto tempo na batalha. E dá pra conciliar sim.
Moderador 19:32:51
Binha diz: Agora com PR*5 já aconteceu alguma coisa no palco,assim muito engraçada???
PR.5 19:34:44
Uma vez o som do Yann parou, ninguém sabia o que era, quando foi ver o amplificador dele estava pegando fogo! Mas não foi muito engraçado na hora (risos)
Moderador 19:34:59
acsilas diz: o q vocês ouviam quando adolescentes?
PR.5 19:37:29
PA: Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple e nada que não fosse pesado. Jax: Duran Duran, Depeche Mode, Peter Frampton.
Yann: ACDC, Kiss e Suzy Quatro. Juninho: Ratos de Porão, Sepultura. Paulinho: U2, Chico Buarque. Paulo Ricardo: Roberto Carlos, Beatles, Caetano e Gil, Chico e Milton, Stones, Led Zeppelin, Pink Floyd e Genesis.
Moderador 19:38:22
Lê Seguidora diz: Como descrevem esse primeiro ano de PR.5?
PR.5 19:39:45
Difícil pra caralho, como um espermatozóide tentando fecundar um óvulo. Mas tivemos bons momentos, a gozada foi boa!
Moderador 19:40:56
Binha diz: E aí como vai ser a Virada? Tem algo em vista? Show???
PR.5 19:42:04
Sim, faremos o rèveillon na Paulista. Entraremos o ano juntos, tocando, do jeito que a gente gosta!
Moderador 19:42:46
jana diz: vc axa q existe preconceito com estilos musicais no brasil??
PR.5 19:43:07
Acho.
Moderador 19:44:13
Cacau - Fã Clube Of diz: P.A, qual o seu baterista preferido?
PR.5 19:44:39
John Bohan, do Led Zeppelin.
Moderador 19:45:11
Diego diz: qual a banda nacional que vc mais curtem ?
PR.5 19:47:29
Paulinho: Los Hermanos. Jax: Daniel Belleza e os Corações em Fúria. PA: O Rappa. Juninho: Eddie. Paulo Ricardo: Jumbo Elektro.
Moderador 19:49:40
Diego diz: há quanto tempo vocês se conhecem ??
PR.5 19:50:48
PR: Eu e o PA nos conhecemos em 84, na casa do Ciro Pessoa. Eu e o Yann nos conhecemos em 85. Eu e o Jax em 88, e o Sonic Jr eu conheci ano passado, através de Ruy Mendes.
Moderador 19:51:07
jana diz: vcs pretendem faze show aqui em curitiba??
PR.5 19:52:26
Sim. Curitiba é um dos lugares mais legais de se fazer show, a galera é 10. Fiquem ligados no nosso site: www.prponto5.com.br
Moderador 19:53:34
Lê Seguidora diz: Qual o show que mais os emocionou nesta turnê?
PR.5 19:55:40
O último, Federal MotoFest de Andradina, um encontro de motociclistas que levou mais de 20 mil pessoas. Foi um showzão!
Moderador 19:56:04
jana diz: vcs axam melhor faze show no brasil ou fora??
PR.5 19:56:46
Show é legal em qualquer lugar, a gente sempre toca com o mesmo tesão. É lógico que queremos também tocar lá fora.
Moderador 19:57:11
Binha diz: Vai ter muito SUL em 2005??? Algum show previsto?
PR.5 19:59:02
O Sul é um lugar maravilhoso pro verão, a gente adoraria estar no Atlântida. A gente deve ir pra Florianópolis, fomos muito bem em Curitiba, então o Sul é mesmo uma prioridade. Aproveitamos pra agradecer a receptividade, foi a melhor do Brasil!
Moderador 19:59:46
A próxima pergunta é também a última...
Moderador 20:01:20
Sarinha diz: PA qual a diferença que vc acha que tem em tocar com a atual e a antiga banda?
PR.5 20:02:37
O RPM foi um tesão, aprendi muita coisa. Mas agora estou aprendendo mais ainda com essa nova banda, me divertindo muito, os caras são brothers. Tudo que fiz, sempre fiz com muito tesão e profissionalismo.
PR.5 20:04:42
A gente está super feliz de terminar esse ano na av. Paulista, essa bannda que tem um carioca, um mineiro, um francês, um alagoano e apenas um paulistano termina onde tudo começou, e onde tudo vai recomeçar. A gente se vê no rèveillon, a gente se vê em 2005, "Crédito" está na MTV, "Eu quero te levar" está na novela Como uma Onda, e a partir de Janeiro, Big Brother Brasil com versão exclusiva PR.5. Beijo na boca, obrigado!
Revista TPM - novembro 2004
Fonte site revista Tpm www.revistatpm.com.br
Crise de identidade
Em 1986, Paulo Ricardo era o líder do RPM, a banda que fez o disco mais
vendido da história do rock nacional.
Dez anos depois, tinha virado cantor romântico. A mudança abissal de
personalidade deixou o moço desacreditado até mesmo entre fãs fiéis.
Agora, aos 42 anos, ele acha que atingiu a maturidade e decide: seu
negócio é mesmo rock 1986.
A mãe de uma amiga nos deixa na porta do Canecão, a casa de shows mais
famosa do Rio de Janeiro. Estamos emocionadas. Claro, vamos ver um show do
RPM. Todas nós temos o disco Revoluções Por Minuto e sabemos a letra de
"Olhar 43" de cor. Fora que o Paulo Ricardo é lindo, incrível. Apesar de
preferir casar com o Renato Russo (que tinha acabado de lançar seu disco
Dois com a Legião), entro na histeria e grito quando ele surge tocando
baixo. 2004.
Paulo Ricardo recebe a Tpm no apartamento onde mora com a mulher, a
arquiteta e socialite Raquel Silveira, e os três filhos dela. Apesar de
estar empolgado com o lançamento do primeiro CD de sua nova banda, a PR.5,
ele não se importa de voltar ao passado e lembrar a época em que foi o
maior pop star do Brasil. Rádio Pirata ao Vivo , o segundo disco do RPM,
vendeu 2,7 milhões de cópias e entrou para a história como o maior sucesso
do rock brasileiro.
Hoje longe dos holofotes histéricos, Paulo Ricardo tem tempo de responder
pessoalmente a todos os e-mails que recebe das fãs. Não é mais perseguido
por ninguém, mas parece ter lidado bem com a perda do estrelato. Com zero
de atitude afetada, transforma a entrevista num bate-papo e convida a
reportagem a continuar a conversa no carro: precisa ir até a MTV para
entregar uma fita de seu novo clipe a Ana Buttler, diretora de relações
artísticas da emissora. Ele não tem empresário e cuida da divulgação da
banda sozinho. Depois de entregar a tal fita, entramos na padaria ao lado
da MTV. Paulo anda até o caixa e ninguém pede seu autógrafo. E ele não se
ressente com isso. "Não sinto falta daquele momento beatlemania."
SurtoTalvez a falta de nostalgia seja porque as coisas não iam tão bem com
meu ídolo de adolescência depois que ele saía do palco do Canecão. "Não
estava preparado para aquela fama. Tinha uma briga de egos dentro da
banda, um querendo aparecer mais que o outro. Isso tudo acontecendo com um
moleque de 23 anos, que ainda por cima abusava de algumas
substâncias..."Pergunto se ele surtou". Basicamente é isso. A banda fazia
shows de terça a domingo. Não tinha tempo para refletir sobre o que estava
acontecendo." O surto piorou quando o terceiro disco da banda, Os Quatro
Coiotes , não foi bem recebido pela crítica. "Tínhamos uma crise de querer
mostrar que éramos muito inteligentes, não aceitávamos o rótulo pop. Daí
fizemos um disco cheio de misturas de rock com MPB, com letras
complicadas".Quatro Coiotes vendeu 200 mil cópias. Não é pouco, mas as
críticas negativas incendiaram a já tumultuada relação dentro da banda. O
RPM acabou em 89, e Paulo ficou perdido. "Estava achando tudo muito
pesado, queria dar um tempo daquela coisa de rock."
Em 97, resolve tentar a sorte como cantor romântico. E é bombardeado por
todos os lados. Até a filha, Paola, hoje com 17 anos, torceu o nariz para
a nova persona do pai. "Ela gosta de punk rock, então, questionava pra
caramba minha carreira naquela época."
Hoje Paulo diz que "voltou a ser um homem do rock". Mas espera ser um
homem do rock bem diferente do estereótipo que encarnou na fase RPM, de
"cara-se-drogando-no-camarim-falando-de-mulher". Depois de passar algumas
horas no imenso apartamento onde ele mora com a família, a gente percebe
que esse estereótipo de fato ficou enterrado. Antônio, de 8 anos, entra na
sala e pergunta a Paulo o que é um cavalo puro-sangue. O cantor explica
para o menino com toda a paciência do mundo. Um pouco depois ele volta com
outra dúvida. "O gato Felix é da Disney". Paulo explica, mais uma vez, com
jeito de quem está adorando a conversa. De verdade. Depois dessa, ele
ganha a simpatia da reportagem da Tpm . E nem precisa cantar "Olhar 43" e
mostrar os ombros para nos convencer.
Qual a expressão que você usa sem parar? Maravilha!
Qual a maior cagada que você já fez na vida? O fim do RPM em 89.
Quem é a pessoa que você mais admira? São duas. Meu pai, Waldeck, e minha
mulher, Raquel.
O que mais detesta em você? A indisciplina.
Qual foi a última vez que você brigou de sair na mão? Com quem? No
Hell'sClub, [clube nos Jardins, em São Paulo, hoje rebatizado de Heaven]
em 96, com um bêbado.
Qual a última vez que você bateu boca? Com quem? Foi pela internet,
respondendo um e-mail malcriado dos meus ex-companheiros do RPM, Deluqui e
Schiavon.
Do que você nunca sente saudade dos tempos do RPM? O final. Foi lento,
tenso e desgastante.
Que música você gostaria de cantar para sempre? "A Cruz e a Espada"
Qual a trilha sonora que você escolheria para o seu velório? "Rock'n'roll"
do Led Zeppelin, "Samba do Avião" de Tom Jobim, "Karmacoma" do Massive
Attack, "Bela Lugosi's Dead" do Bauhaus e "A Kind of Blue" de Miles Davis.
A palavra mais bacana da língua portuguesa? Saudade.
Sonho de consumo? Um LearJet do PR.5.
Cidade que é sua cara? Apesar de ser carioca, São Paulo.
Um filme? Cães de Aluguel, do Tarantino.
Um livro? I Ching.
A melhor letra de rock? "Like a Rolling Stone", do Bob Dylan.
E de MPB? "Construção", de Chico Buarque.
Qual seu nome favorito? O de minha filha, Paola.
Como você se imagina aos 60 anos? Em turnê.
Para que time você jamais torceria? O Goiás, que acabou de golear o
Fluminense, meu time.
ENTREVISTA ESPECIAL : PR.5
Uma evolução do RPM
Banda criada por Paulo Ricardo apresenta uma nova proposta de sonoridade e já vem colhendo os frutos
Reportagem: Marcus Vinicius Jacobson
Entrevista realizada no dia 11/11/2004
http://www.mvhp.com.br/pr5entrevista.htm
Revista Trip - Páginas Negras - Paulo Ricardo - novembro / 04
Paulo Ricardo, 42, já é famoso faz 20 anos. Começou em 1984 quando formou o RPM e entrou para a história da indústria fonográfica brasileira ao ultrapassar os 2,7 milhões de cópias com o disco Rádio Pirata ao Vivo. Teve seu rosto estampado em álbum de figurinhas, foi capa de diversas revistas, virou pôster, camiseta... Aonde quer que fosse era perseguido pelas fãs e não podia sair às ruas sem seguranças. Houve um momento, no auge do RPM, em que Paulo Ricardo girou o dial do rádio e constatou que todas as emissoras estavam tocando alguma música do grupo. Isso era 1986. Dois anos depois, a situação tinha mudado da água para o vinho. Os quatro rapazes que haviam se tornado o maior fenômeno pop do país não seguraram a onda. Ficaram arrogantes, abusaram das drogas, e o sucesso subiu à cabeça. "O erro foi misturar uma atitude rock'n'roll, regada a Jack Daniel's, com a euforia de garotos de 20 anos sendo histericamente adulados", avalia Paulo Ricardo.
Em 87, a banda tirou um ano off para tentar recuperar a paz. Mas o disco lançado no ano seguinte, Os Quatro Coiotes, reforçou o clima de decadência. Apesar das 200 mil cópias vendidas, a crítica foi cruel e o RPM desintegrou logo depois. Paulo foi quem mais sofreu com o fim da banda. Não se conformava de ter perdido tudo e foi tentar a sorte solo. Ele se lembra bem de uma noite de 1989 em que estava num bar na periferia do Rio. Aguardava a hora de entrar no palco. Depois de ter feito lotar o Maracanãzinho, teve que engolir um camarim com chão de terra, cheio de engradados de bebidas.
De 1989 a 1991, engordou 12 quilos e começou a beber muito. Entrou em depressão até que uma paixão salvou sua vida. Conheceu a atriz Luciana Vendramini e foi se levantando. Abandonou as drogas, parou de beber todo dia, mas não conseguiu deslanchar a carreira solo.
Em 93, convenceu Fernando Deluqui, guitarrista do RPM, a tentar uma volta. Com um som pesado demais, os dois fracassaram. Parecia o fundo do poço, mas PR foi resgatado pelo rei. Quando fez 50 anos, Roberto Carlos recebeu uma homenagem da Globo e escolheu Paulo como cantor preferido. "Aquilo me deu forças para continuar."
Inspirado pelo elogio do rei, Paulo resolveu virar cantor romântico. Ele, que cursou três anos de jornalismo na ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP) e foi correspondente de música em Londres, deveria saber bem os riscos dessa empreitada. Mas embarcou numa ego trip e achou que conseguiria fazer essa transição do pop rock para o popular sem causar danos à sua imagem. Errou feio, foi tachado de brega, mas seus três álbuns dessa fase venderam mais de 1 milhão de cópias. "Gosto dos meus discos da fase pop romântica. Trabalhei duro, praticamente co-produzi todos, mas a maneira de mostrar o trabalho foi um pouco sem critério.">>
Mea culpa
Essa fase brega durou até 2002, quando tentou ressuscitar o RPM, agora com todos os quatro integrantes a bordo. Deu certo. O RPM MTV ao Vivo vendeu 270 mil cópias mais 50 mil do DVD. Bastante para os padrões atuais da indústria. A boa fase, entretanto, durou pouco, e a banda se esfacelou novamente por causa das brigas constantes. Paulo Ricardo e o baterista P. A. foram pra um lado, Deluqui e Luiz Schiavon pro outro. "Admito que fui pouco flexível com meus parceiros do RPM. Não tive tato. Nós estamos brigados, e acho isso uma merda."
Ter sobrevivido a tudo isso é uma história que hoje Paulo Ricardo conta com extrema segurança e serenidade. Casado com a arquiteta Raquel Silveira, 46, ex-mulher do publicitário Nizan Guanaes, não esconde o orgulho de ter participado do maior fenômeno pop do rock nacional. Não tem vergonha de sua fase romântica e desdenha do vale-tudo no jogo para permanecer na mídia. "Hoje tenho absoluta consciência de que o importante não é ocupar espaço, e sim saber que espaço vale a pena ocupar."
TRIP Você se acha uma pessoa de sucesso?
PAULO RICARDO Tive momentos de muito sucesso e outros muito difíceis. Momentos felizes artisticamente e momentos onde eu errei o foco e falei muita besteira. A gente fez sucesso muito rápido, eu dei entrevistas para amigos jornalistas que depois se revelaram não tão amigos. E me expus demais. Não conseguimos administrar os egos. Mas em 20 anos de carreira não posso reclamar de falta de sucesso. Acho surpreendente que o repertório daqueles cinco anos de RPM tenha tido uma capacidade de permanência tão grande. Reconheço que minha carreira solo foi péssima. Isso me deixou muito mal, fiquei uns dois meses sem voz, tive que cancelar shows, fui proibido de falar no segundo semestre de 99. Foi uma coisa que somatizei mesmo.
Em 20 anos de carreira você já teve sua cara estampada em álbum de figurinhas, um sem-número de revistas, virou pôster e camiseta. Você gosta de ser celebridade?
Gosto muito de cantar, e isso pressupõe que haja público, né? No caso específico do pop, envolve muito a imagem. Tem clipe, capa de disco, site... Para que a canção que você está cantando chegue às pessoas você tem de mobilizar um arsenal de canais de comunicação que acabam te fazendo uma pessoa popular. O orgasmo de uma banda acontece em público. Quando um trabalho de um ano finalmente torna-se CD, vai para as rádios, aparece em clipe, as pessoas começam a conhecer a música, você faz shows, aquele negócio é uma adrenalina. Para chegar a esse ponto é necessário um trabalho de divulgação que popularize sua imagem. Mas não me sinto à vontade aparecendo por aparecer. De uns anos para cá, o culto à celebridade se tornou um desvio de personalidade cultural do nosso tempo. Há um momento de aparecer, de ir à TV, de conversar com a imprensa para mostrar novas canções. E há um momento, ao fim desse ciclo, que é de recolhimento. Li uma frase outro dia, não lembro de quem é, mas achei muito precisa. Dizia assim: "Antigamente as pessoas eram famosas porque eram especiais, hoje parece que são especiais porque são famosas". Não tenho necessidade e nem me sinto à vontade estando em evidência quando não há um trabalho novo para mostrar. >>
Dá para um artista sobreviver no Brasil sem alimentar a mídia? Sem mídia, você não existe. Para saberem que você está com trabalho novo, você tem que se comunicar. Mas tem mídias e mídias. Você tem exemplos como o Roberto, que aparece uma vez por ano, há 30 anos, no seu especial de Natal, e praticamente é só isso que ele faz. É claro que ele é o rei da música popular brasileira, mas acho essa uma medida maravilhosa. E outro caso excepcional é a Marisa Monte, que tem um talento musical tão grande quanto o talento de administrar a carreira. E existem outros artistas, amigos meus, como o Toquinho, que tem uma carreira consistente, com uma força no exterior muito grande, e que lança o disco quando quer. Hoje tenho absoluta consciência de que o importante não é ocupar o espaço, e sim que espaço e de que forma você ocupa. Não é quantidade. É qualidade. Ninguém agüenta o excesso. Como diz Caetano: "Alegria, alegria, quem lê tanta notícia?". Você já ocupou espaços errados? Já, é tipo uma queimadura de 3º grau. Demora a cicatrizar. O Brasil é um país de diferenças sociais profundas e você deve ter muito cuidado onde coloca seu trabalho. É aquela coisa: o meio é a mensagem. A partir do momento em que você está num determinado contexto, está impregnado daquilo. Até a música que você está fazendo é menos importante do que o fato de você estar ali. Se o programa é adequado para o trabalho, você vai. As pessoas têm de ter compreensão que obviamente eu não tenho nada que fazer, por exemplo, no Globo Rural ou no programa do Chitãozinho e Xororó. Não sou um artista de música sertaneja. Não vou a programa de samba. Quando estava empolgado naquele projeto de trazer o pop rock para o popular e dar uma dignidade para as baladas, fazer aquilo soar moderno, encontrar esse meio-termo onde transitam Phill Collins e Elton John, sabia que para estar ali e levar a minha mensagem era preciso ampliar meu leque, ocupar espaços que eu não iria com uma banda de rock. Mas vi que isso é impossível. Você acha que cumpriu o seu papel na música brasileira? Não. Acho que mandei mensagens confusas, que fiz um desenho de carreira confuso e que tenho uma dívida muito grande. Estou na metade do caminho. Tem muita coisa ainda por fazer. Tenho que me posicionar, que equacionar essas diferentes tendências, esses diferentes interesses que tenho na música numa coisa só. Mas estou confiante. Tenho uma banda em que todo mundo fala a mesma língua. A gente faz música com naturalidade. É um pouco Djavan, uma pitada de Ben Jor, tem muito desse pop inglês, da tradição Beatles, Coldplay, tem essa coisa dos anos 80, essa coisa do tecno. A gente gosta de música eletrônica. Tem a coisa do glam rock, um pouco desse rock Strokes na guitarra do Jacques, o violão meio João Bosco do Paulinho. Acho que esse disco ainda atira para muitas direções. Estava muito interessado em dialogar com o hip-hop, ver como eu me saía nessa coisa. O próximo disco vai soar mais familiar para quem é fã do RPM. Você vai filtrando tudo e fica só realmente o que você acha o máximo. Agora vou começar a me explicar. Já estou em minha quarta persona artística. Então, acho que devo uma explicação.
Fonte site revista Trip
ENTREVISTA PAULO RICARDO - Laboratório Pop - Outubro/2004
Democracia não!
Paulo Ricardo defende-se com argumentos estritamente musicais quando acusado de trocar
demais de pele. Diz que é um artista inquieto e trabalha sob ciclos. Comandando o PR.5 desde que brigou publicamente com Luiz Schiavon e Fernando Deluqui, ele se recusa a pagar jabá e critica os ex-companheiros. Em entrevista à LABORATÓRIO POP, o cantor revela ainda que não acredita em democracia numa banda.
LP: RPM, música romântica, RPM, PR5. Você não acha que isso causa um desgaste com seu público?
PR: Acho que sim, porque as pessoas têm naturalmente um estranhamento em relação ao que é novo; as pessoas gostam de se sentir confortáveis, querem chegar naquele lugar e sentar naquela mesa em que elas sempre sentam, comer aquela comida que estão acostumadas. As pessoas estranham quando se está numa rua e de repente muda a mão. Seria pior para mim e para minha carreira se eu estivesse me propondo a encaixar num modelo por questão de mercado, de medo da renovação. Seria mais cômodo se eu estivesse aí como os Titãs, mais de 20 anos com o RPM.
LP: Mas não foi por dinheiro a volta do RPM?
PR: Não, claro que não. Meu interesse musical pela música romântica havia se esgotado e foi a partir da regravação de "Imagine" que decidi retornar a linguagem do pop rock. Quando o RPM começou, éramos dark, nos maquiávamos, tínhamos aquela atitude "angry young men" mesmo. Quando o RPM teve aquele pico de popularidade, a coisa ficou um pouco U2 Achtung Baby. Nos meus últimos shows eu já retomava o pop rock, já voltava a cantar coisas do RPM, quando o Schiavon me ligou querendo voltar com a banda. É curioso, as pessoas sempre acham que fui eu que acabei, eu que voltei. Eu não tinha nenhuma intenção de voltar com o RPM. Minha primeira resposta ao Schiavon foi que eu não achava uma boa idéia. Mas ele veio até o Rio e eu disse a ele que projeto não me interessaria, que só voltaria se fosse pra valer. Foi num período do meu trabalho e da minha vida em que eu estava com a minha atenção voltada totalmente para o pop rock novamente, não da mesma maneira anglo-saxônica do RPM, mas obviamente eu tinha o maior carinho pelo RPM. E quando os quatro se propuseram a voltar e a MTV abraçou o projeto, eu me senti muito feliz de poder mostrar para a geração MTV o que tinha sido o grupo, poder realizar um especial que desse vazão àquela vocação sinfônica que o RPM sempre teve, com orquestra e tudo. E foi um trabalho muito bem-sucedido, tanto do ponto de vista de venda de disco...

Paulo Ricardo faz sucesso no centro de São Paulo
A banda PR.5 gravou na manhã de quarta-feira, dia 22, o videoclipe da música "Crédito". A gravação aconteceu em um lugar inusitado: em frente ao Theatro Municipal de São Paulo.
Os pedestres foram pegos de surpresa e as mulheres adoraram encontrar "por acaso" Paulo Ricardo, P.A., Yann Lao, Jax Molina, Paulinho Pessoa e Juninho.
O assédio foi tanto que Paulo Ricardo teve que ser escoltado para ir embora. Porém, antes de deixar o set de gravações, o cantor fez questão de dar autógrafos e posar para fotos.
Por: EK
Fonte: Ofuxico
PR.5 grava clipe nas ruas de São Paulo
Quarta-feira, 22/09: A banda PR.5 gravou o videoclipe da música "Crédito" em frente o Teatro Municipal de São Paulo. P.A., Yann Lao, Jax Molina, Paulinho Pessoa, Juninho e Paulo Ricardo fizeram a alegria dos passantes. Confira as fotos!
Fotos divulgação
Paulo Ricardo grava videoclipe de sua banda PR.5, em frente ao Teatro Municipal de São Paulo
PR.5: Yann Lao(tecladista), Paulinho Pessoa(guitarrista), Paulo Ricardo(vocalista)e P.A.(baterista)
Yann Lao, Paulinho Pessoa e P.A observam o diretor Arthur Joly(camisa camuflada) em ação
Paulo Ricardo e o guitarrista Jax Molina
Paulo Ricardo e sua filha Paola Victória - revista MTV - agosto / 04
O SENTIDO DA VIDA SEGUNDO...PAULO RICARDO - REVISTA SEXY - Agosto 2004
"Oi, estátua, eu sou o Paulo Ricardo, quer tomar um vinho lá em casa?"
Por Jardel Serra
Foto Kiko Ferrite
Ele vendeu milhões de discos com o RPM, nos anos 80, arrastou multidões, foi casado com a Luciana Vendramini e virou cantor romãntico. Hoje, aos 41 anos,de volta ao rock´n´roll com sua nova banda, o PR.5, Paulo Ricardo tem muito a nos ensinar sobre mulheres mais velhas, vinhos, sucesso e rock brasileiro
A volta do RPM foi picaretagem?
O problema é que o disco seguinte não aconteceu e nós rompemos. Aí você pode falar:"Porra, não era pra valer como eles disseram". Demos margem para as pessoas acharem isso, o que teria sido oportunismo. Quando conversamos antes do projeto, eu falei que só voltaria se fosse para valer. Não dava para ser só um revival, como se você estivesse casado e dissesse para a sua mulher: " Olha, eu vou ali dar uma com a ex e já volto". Íamos voltar pra valer, a quìmica ainda estava lá.
Você já teve várias fases na carreira. Não tem medo de se tornar uma caricatura de si mesmo?
Quando você se torna popular com a profundidade que o RPM alcançou, é natural que, em determinado momento, você se torne uma caricatura, já que a sua imagem passa a ser íntima demais das pessoas. Mas, musicalmente, nada é mais caricatural do que uma banda de rock brasileiro. Não existe rock brasileiro, é uma brincadeira que os países inventam para se divertir com o caldo de cultura que pertence a ingleses e americanos. O resto, o rock chileno, francês, ninguém está interessado, é uma coisa só daquela tribo, e em 99% dos casos são pequenos clones das matrizes originais anglo-saxônicas, que sugam tudo dali, do visual ao som.
Podemos chamá-lo de primeiro metrossexual brasileiro?
Éramos alinhados com o new romantic. Usávamos maquiagem, lápis preto, perdíamos um tempo com o penteado, gel, o famoso mullet dos anos 80. Eu gostava daquilo como artista, mas não me produzia daquele jeito para ir ao supermercado. Não tenho saudade de nada.
Nem das mulheres?
Não, a gente amadurece, cara. Cada um tem seu limite, e , mesmo quando se pegava mais pesado, eu procurava me cuidar. Sempre tinha uma hora que eu falava: " Já deu, estou bêbado, vou pra casa."
Você namorou a Luciana Vendramini, uma ninfeta na época, e hoje é casado com uma mulher mais velha. Qual das faixas etárias você recomenda?
A minha experiência com uma mulher que não é tão mais velha, só quatro anos, foi maravilhosa porque me trouxe uma base, a possibilidade de trocar experiência, sabedoria. O ideal é uma mulher mais ou menos na sua faixa etária. Tem um patamar de referências da sua época que começa a ficar estranho quando você está com uma menina muito nova, fala do fulano e ela responde "quem?".
Você é um bom bebedor?
Hoje eu gosto mesmo de tomar um vinho. Quero, inclusive, aprender mais a respeito, fiz até um curso sobre a bebida.
Então dá uma dica de vinho para o leitor que quer conquistar uma mulher com um jantar em casa.
Os vinhos chilenos estão arrebentando. Eu indico o Dom Melchor, que tem uma ótima relação custo-benefício.
Você é Fluminense. O Romário emperra o time?
Ele é craque, e não se perde com isso. Às vezes o time fica pior com ele, é verdade, o ritmo de jogo é mais lento, e tem muito garoto ali com mais fôlego. Mas quando ele funciona, é maravilhoso.
Você levou muita cantada de homem?
Eu nunca senti atração por homem, mas sempre me identifiquei com os amigos que eram bi ou homo no meio artístico. Conheci o Cazuza, por exemplo, com 18 anos, e dormia no quarto dele, aquela coisa de moleque. Volta e meia ele falava: " Que pena que você não é gay!", mas de brincadeira. Até porque não rola, não dá pra forçar a barra.
Chat Uol
PR.5: Olá, Internautas! Comunidade do Universo Online. Nós somos o PR.5, e estamos aqui para no BP de hoje.
Tiago RPM fala para PR.5: Paulo Ricardo, já vi declarações suas dizendo que o disco novo não é para o público do RPM, então pq vcs tocam as músicas do RPM???
PR.5: Tiago, você deve ter ouvido alguma interpretação errada do que disse. Quem sou eu pra dizer quem vai, ou não, curtir o nosso trabalho. Nós apenas procuramos inovar, e não soar como RPM, ou seguir a linha do RPM. Agora, eu vejo com muita clareza uma linha evolutiva e lógica entre as canções do RPM e do PR.5.
Tiago RPM fala para PR.5: Quais são as perspectivas de recomeçar a carreira com uma banda nova?
Preta fala para PR.5: Como os integrantes do PR.5 se encontraram?
PR.5: E Tiago, tem mais: tocamos uma música do RPM nos nossos shows.
PR.5: Mas os fãs do RPM podem ficar tranquilos! Em nossos shows, vocês vão ouvir todos os sucessos do RPM, inclusive com fidelidade ao som, e com o baixo Stainberger e a baterias Simons - ícones dos anos 80.
PR.5: Preta, tudo começou em Liverpool, quando John, Paul, Ringo... Brincadeira. O culpado deste encontra foi o seguinte indivíduo: elemento de barba Rui Mendes, fotógrafo das estrelas, diretor do nosso clipe, entre outras coisas, quando procurávamos gente nova pra nos ajudar a produzir o novo trabalho, o Rui sugeriu o Sonic Junior, com Juninho e Paulinho. Fizemos uma música e foi sensacional! Estamos trabalhando desde setembro neste disco... Zum Zum... que sai 25 de mais. O Jaques Molina, guitarrista, é nosso amigo de longa data. Já tocou com PA na banda Neandertal, além do "Defala", "Hip Monsters", entre outros. E finalmente o Yann Lao, nós conhecemos desde o começo dos anos 80, quando o Metrô e o RPM pertenciam à mesma gravadora e ao mesmo escritória. A química entre nós foi instantânea e maravilhosa, tanto musical quanto pessoalmente falando.
Garotinha16 fala para PR.5: Quem compõe as músicas de vocês?
PR.5: Garotinha16, todos nós somos compositores, mas este trabalho por acaso tem mais músicas minhas (Paulo).
Cacau fala para PR.5: O que vocês, como artistas independentes, acham do chamado jabá que as rádios cobram para tocar as músicas?
PR.5: Cacau, as rádios são concessões e tem fins lucrativos, com excessão de rádios como Cultura, MEC e USP. As rádios, no geral, são estruturas comerciais como qualquer outra.
PR.5: Cacau, mas eu tenho impressão que a coisa está mais profissional. Até porque, as gravadoras não estão mais com a bala de antigamente.
Marilia fala para PR.5: P.A quais as adaptações de sua bateria p/ esse novo som?
PR.5 : Marilia, a bateria do antigo RPM era muito grande. Hoje uso um kit menor, um pet da bateria Simons que usava antigamente. Fiz adaptações para menos peças.
Magrella fala para PR.5: há chances da turnê passar pelo Recife??
PR.5: Magrella, Yann manda lembranças e manda avisar que a partir de hoje você pode chamá-lo de tio Yann, porque nasceu sua sobrinha Amelie. Estamos planejando uma turnê pelo nordeste para o final do ano.
SK8LOUCURA fala para PR.5: o q vc axa da musica na situação atual?????
PR.5: SK8LOUCURA, (Paulinho) a cena independente, por exemplo, está cada vez mais evidente porque há mais espaço. (PA A própria MTV está mais aberta. )
Marcelo fala para PR.5: Existe a intenção agora que o som tem um toque de brasilidade no som, de invandir o mercado internacional?
*FBI*_msn fala para PR.5: Vocês já tem um site oficial? ou tem idéia de quando vão ter um?
PR.5: FBI, já temos o site! Ele começa a funcionar plenamente hoje mesmo. É só acessar para ver nossa formação, vídeos, fotos, biografias, discos que todos nós gravamos, além da banda. Enfim, é um site que esperamos estar cada dia melhor: "http://www.prponto5.com.br/"
RPM fala para PR.5: O Disco do RPM, MTV ao vivo, foi como vocês queriam ou foi influenciado pela gravadora...?
PR.5: RPM, nós somos independetes. Temo o próprio selo: o Bola Oito. Temos liberdade total. Porém, nunca tivemos problemas com isso. Fomos contratados num período de explosão de Pop Rock Nacional e logo no nosso primeiro contrato tínhamos toda liberdade artística do mundo. O disco MTV RPM 2002 saiu sim como nós queríamos, com orquestra.. Isso deu um DVD maravilhoso, percussão. Acho que foi uma boa maneira de mostrar o que foi o RPM, pra quem não viveu nos anos 80.
BoZoQuInHa fala para PR.5: Paulo você acha que a pirataria via internet atrapalha o trabalho do artista hoje?
PR.5: BoZoQuInHa, pirataria é crime. Mas eu não vejo a troca de arquivos entre amigos, ou o famoso "File Charing" como um problema, como querem pintar as gravadoras. Problemas são os fabricantes de milhões de CDs piratas que visam o comércio.
*FBI*_msn fala para PR.5: Tem alguém da formação antiga do RPM na PR.5?
PR.5: FBI, Paulo Ricardo e PA.
kel fala para PR.5: o estilo musical continua o mesmo ou houve alguma mudanca?
PR.5: kel, várias mudanças... Juninho e Paulinho trouxeram o Hip Hop e a música brasileira. Jaques, a energia do Glen Rock, Yann o suingue e os timbres clássicos do Fender Roads e do órgão Hammond. Nos momentos de lazer, somos como uma banda de bar.
RPM fala para PR.5: O Kid Abelha não quis fazer o MTV Acustico 2, voces fariam se fossem chamados?
PR.5: RPM, primeiro, nós não fizemos um Acústico. Fizemos um projeto especial da MTV, que recebeu o nome "MTV RPM 2002". Esta foi uma deferência da MTV. Nós, do PR.5 faríamos um acústico com o maior prazer. E depois de alguns discos, por que não um segundo?
RPM fala para PR.5: Pirataria hexiste porque os preços são absurdos, vocês opinam nos valores do cd que vai para o mercado?
PR.5: RPM, a política de preços é uma coisa complexa. Existem fatores que realmente encarecem o preço final, como capa, embalagens diferentes... Mas nós procuramos um formato clássico, um encarte com todas as letras e fotos, mas não temos a palavra sobre o preço final. Até porque, a partir do momento que o produto chega na loja, é o lojista quem faz o preço. Mas acho que a tendência é que o preço do CD caia. Tomara!
Rock roll fala para PR.5: Paulo o que levou vc a abandonar a carreira

Entrevista Comando Rock - 08/04
A nova banda do vocalista Paulo Ricardo está lançando seu primeiro trabalho Zum Zum, onde mistura do rock com várias vertentes da música brasileira, e garante que o RPM é coisa do passado
Lilian Vituzzo
Um Zum Zum diferente vem surgindo por aí no mundinho da música...Dizem que é alguma coisa relacionada ao rock. Outros dizem ao pop, talvez eletrônico, samba ou funk. Mais ainda. Contém traços de afoxé, black music e hip hop...techno...A verdade desse Zum Zum é que é tudo isso mesmo embasado numa ousadia única: a música brasileira. Esse ecletismo moderno surgiu contra as regras do velho pensamento: "Não se mexe em fórmulas de sucesso".
Sim, porque RPM foi o mega sucesso dos anos 80. Nenhuma outra banda daquela década atraiu tantos olhares, mídia, fãs e simpatia como eles. Prova disso foi a nostalgia que recentemente viveram com o show acústico da MTV, que sinalizava uma vitoriosa volta após mais de dez anos sem gravar.
Mas, como nem tudo é nostalgia, ou, pelo menos para alguns, Paulo Ricardo e P.A. incomodaram-se com o fato de se sentirem robotizados fazendo algo que já não tinha mais a ver com eles. Não que neguem seu passado, mas a vontade de criar, mexer e novamente se apaixonar era realmente muito grande.
Trocaram o certo peloincerto? Talvez. Nando e Schiavon queriam continuar o ritmo passado. Tamanha disparidade como essas obviamente resultaria no fim do RPM. Especulações variadas surgiram na imprensa retratando problemas entre os integrantes e o uso do nome RPM. Os outros dois músicos foram à Justiça e conseguiram uma liminar que impedia Paulo de batizar sua nova banda com o nome da antiga...
A realidade é que enquanto esse trâmite acontecia, a nova banda de Paulo Ricardo (baixo e vocal), PA (bateria), Yann Lao (teclados e piano, ex-Metrô), Jax Molina (guitarra, ex- De Falla), Juninho (percussão) e Paulinho (guitarra e violão, Sonic Jr.) já ostentava outro nome: PR.5!
Nem combinaria o antigo nome com a atual sonoridade e formação musical dos integrantes. Paulo Ricardo jura que todos os problemas relacionados aos ex-colegas e ao nome RPM já foram solucionados. Hoje é caso encerrado e nem existem mais motivos para voltar ao assunto. Na verdade, o "ZUM ZUM" do momento é o àlbum de estréia do PR.5, trabalho que conta com participações especiais de Benjor em "Miss Ness", Washington Olivetto em "King Of The Marketing" e do jornalista Cláudio Tognolli em "Terra Brasilis", além de inusitados efeitos sonoros como o "harmonizer". Além do uso do berimbau e guitarra de doze cordas. Zum Zum, o primeiro trabalho do PR.5, é um universo de informação e sonoridade contemporânea. Bastante empolgados com a estréia de PR.5, os integrantes contam como tudo começou , o relacionamento da banda, a volta ao "underground" de P.A e Paulo Ricardo e toda a confusão envolvendo o nome RPM.
Este CD está bastante diferente de qualquer outro trabalho anterior de vocês. O que os levou a fazer um estilo tão diferente?
Paulo Ricardo : Na verdade, sempre houve o desejo de falar essas linguagens musicais, mas acho que a maioria delas exigia uma maturidade que eu ainda não tinha e uma turma afinada como é essa agora. Com essas idéias então, depois da volta do RPM, senti uma necessidade grande de fazer um trabalho inédito que fosse dançante, electro, moderno. Não um techno-pop do RPM dos anos 80. Que fosse visivelmente pura música brasileira. Não queria que soasse só como uma banda de rock. Tive muito prazer, paixão na coisa de ter essa oportunidade de ver a volta do RPM, até mostrar para as pessoas e para a gente mesmo o que o RPM tinha feito e até continuar essa conversa. Mas, depois de mais de dez anos sem lançar um disco novo, achei imprescindível que a gente desse uma mexida. Agora essa necessidade foi muito maior e representava uma mudança que culminou no final da banda. Mudanças como essas representam conquistas musicais que eu sempre quis junto com a música brasileira. Esses elementos conseguiram criar uma mistura que, no final das contas, reconhecemos que não era mais RPM. Por isso acabamos chamando de PR.5.
Atualmente muitas bandas partiram para o estilo eclético, como é o caso do àlbum de vocês. Essa miscigenação não pode cair na mesmice?
Yann Lao: Acho que isso é uma tendência mundial. Com a Internet, as informações se espalham pelo mundo numa velocidade muito grande. Então é normal as pessoas absorverem essa quantidade de informação e depois digerirem do jeito que quiserem. Esse ecletismo é uma tendência mundial. Não é coisa do PR.5. Vem ao longo dos anos e começou a ser feito por Peter Gabriel e Paul Simon.
Jax Molina: E a nossa mistura não é indigesta. É uma mistura de todos os elementos tão bem feita que , de repente, soa legal para todo mundo ouvir. O compromisso do PR.5 é chegar ao maior número possível de pessoas, sem forçar barra nenhuma
e sem levantar bandeira de algum estilo em particular.
Que tipo de público PR.5 vai atingir?
P.R: Não tenho a menor idéia. Estamos com uma banda nova, músicas novas e há expectativa muito grande de estar falando para um público novo. Estamos criando nosso próprio nicho, até pela nossa sonoridade. Há muita gente nova e muita gente não tão nova que está querendo coisas boas. Então, estamos falando para um público que está querendo renovação. Nossa mistura não se parece com nada que já se fez!
Como foi gravar uma música do Benjor?
P.R: Eu encontrei o Benjor ao longo desses anos por várias vezes. Nós nunca fomos amigos de freqüentar as mesmas casas e tal, mas sempre nos encontramos em aeroportos, programas de TV. Ele é um mestre! Uma pessoa iluminada! E num desses encontros eu tomei coragem e pedi uma música a ele. E agora foi o momento certo de gravá-la. Esse clima de brasilidade caiu como uma luva! Foi realmente uma honra ter uma música inédita do Benjor que é constantemente regravado e homenageado.
E é uma das faixas mais dançantes do disco. "Miss Ness" vai funcionar muito bem ao vivo porque ela mexe com cada pessoa da platéia. É uma música que tem um conceito de brasilidade contemporânea.
Por que você abandonou a carreira solo e voltou a ter uma banda?
P.R: Estava buscando uma nova direção para o disco do RPM. Chamei o Juninho e o Paulinho ( Sonic Jr.) para pré-produzirem o disco e quando o Nando saiu, nos ainda éramos RPM. Aí tivemos de chamar o Jax para substituí-lo. Em seguida, o Luiz Schiavon saiu e Yann entrou no lugar dele. Ainda assim, continuamos RPM. Logo, não foi uma decisão tomada como se fosse toda uma história premeditada. Cada dia era uma novidade, um músico fazia algo diferente, novas informações e, de repente, a gente estava sem gravadora e optamos por ter nosso próprio selo. O tempo todo nos deixamos guiar pela música. Tudo se encaixou. Não foi uma opção minha e a história foi caminhando sozinha. Na minha carreira solo fiz tudo que queria. Tirei aquela onda de intérprete, cantei...Não tenho tanto tesão em trabalhar em carreira solo. Prefiro uma boa banda. Eu vim do rock, minha formação é rock and roll. Sempre quis ter uma banda.
Um dia você teria dito em relação ao "underground" :"No underground o repouso era o repúdio". O que você pensa disso atualmente, sendo que você já pertenceu ao mainstream?
P.R: Tenho de ser sincero. A última vez que eu estive no "underground" foi em 84. Não sei como é que está hoje. Ultimamente a maior proximidade que estive dele foi no show do Sonic Jr. Acho que ainda não mudou nada. São sempre jovens bastante animados, abertos e a fim de buscar o novo sem preconceito. Depois de vinte anos de carreira, devo admitir que me sinto "underground" novamente. O PR.5 é "underground"!
Como aconteceu a formação do PR.5?
P.R: Eu e o P.A não estávamos muito satisfeitos com o caminho que o negócio estava rumando. Não era do jeito que a gente queria. Não adiantava construir um puta prédio em cima de um alicerce podre. Eu me lembro de um dia que o Schiavon não foi ao estúdio e falei para tirar tudo que não estava rolando! Tudo partiu disso: começou com uma insatisfação. A entrada do Paulinho e do Juninho também contribuiu muito para isso. Foram pessoas dando influências diferentes ao RPM. Durante o processo, o Nando já estava mais envolvido com a sua carreira solo. Ele achou que marcamos muitos ensaios e eu já não tinha mais saco para parar o processo e esperar. Eu estava empolgado e não queria perder tempo! E quando o Nando saiu, já tínhamos o Jax na agulha. Ele é nosso amigo há anos! O Yann conhecemos desde os anos 80. Foi só um telefonema para ele entrar. Foi uma banda que se formou ao longo do tempo, não foi programado. Nesse mundo que a gente vive tudo está a flor da pele. Se você não está feliz, não rola! Queremos ter tesão pelo que estamos fazendo.
Você teve problemas com o nome RPM, não é?
P.R: Chegou a um determinado momento que estávamos muito distantes da sonoridade e da formação do RPM. Me dei conta disso quando vi Nando e Luiz Schiavon falando : "Não, porque nós ajudamos a fazer o RPM, e tal...". Aquela frescurada! Aí falei tudo bem, deixa pra lá! É como se fosse uma ex-mulher que você tem que e deixa o apartamento para ela,sabe? "Ah, fica com o apartamento, quer o carro?! Fica com ele..." . Eles conseguiram na Justiça uma liminar me impedindo de usar o nome RPM. Só que eu já estava feliz com o nome PR.5 há mais de uma semana. Ou seja, chegaram atrasados para a briga e eu não estava a fim de brigar com os caras. Esse tesão que a gente está sentindo ou você sente ou não...Sabe? E se você não sente deve ser uma merda! Querer atrapalhar...O Schiavon não estava mais a fim. Música para ele já havia se transformado em outra coisa...
O que aconteceu em relação ao uso do nome é que o Nando e o Schiavon colocaram que você estaria usando o nome RPM e eles não receberiam nada por isso, sendo que os mesmos teriam direito. Isso procedeu?
P.R: Eles estão super ligados na graninha, nos lucros, nas marcas, patentes etc. E conseguiram essa liminar quando nos já havíamos desistido de usar o nome RPM. Não adianta estar tocando para dez mil pessoas se você não está super apaixonado pelo que você está fazendo.Juro por Deus. Não quero cuspir no prato que comi, mas sabe...No milésimo show daquele da MTV eu já estava cansando da mesma coisa, mesmas músicas, etc. Em alguns momentos do show eu sentia que a minha alma estava em outro lugar! Já estávamos fazendo aquilo como robôs, então não adianta! A questão não é o sucesso e sim o prazer!
PR.5 se apresenta gratuitamente em São Paulo
Quarta-feira, dia 21/07: Paulo Ricardo, P.A, Yann Lao, Jax Molina, Paulinho Pessoa e Juninho, integrantes da banda PR.5, fizeram um pocket show na Fnac Paulista, em São Paulo. Com entrada franca, o show reuniu fãs e curiosos. Confira as fotos!
Vogue RG - junho / 04
Celebridade RG - Paulo Ricardo -Independente, sim!
Pocket show na FNAC Pinheiros
PR.5 realiza pocket show na FNAC Sexta-feira, 04/06: A nova banda de Paulo Ricardo, PR.5, realizou um pocket show de lançamento de seu primeiro CD "Zum Zum", na FNAC Pinheiros, em São Paulo. Veja as fotos!
ofuxico
PR - E hoje em dia as lojas têm subdivisões do surf, do reggae, do hip hop...Muito legal e interessante!
Kid - Nesse disco, Paulo, tem uma música do Jorge Benjor, aquela "Miss Ness", né?
PR - Na realidade é uma inédita!
Kid - E você é ainda um privilegiado de ter uma inédita do Jorge Benjor ( risos ). Como foi isso?
PR - Nos encontramos várias vezes e num destes aeroportos, eu tomei coragem e falei : 'Poxa, adoraria ter uma música inédita sua!' e ele me mandou. Em 99, 2000 ele me mandou essa música e eu tava esperando um disco com contexto adequado e caiu como uma luva. O swing que colocamos, as levadas...Realmente ela pinta no disco como uma consolidação dessa procura deste sotaque mais brasileiro sem também soar forçado, então obrigado, mestre Benjor por este presente!
Kid - É a única música que não é da autoria de vocês ou tem outra?
PR - "Zum Zum" também não é uma música nossa...
Kid - Fale de "Zum Zum"
PR - "Zum Zum" é baseado num tema de capoeira, que foi composta para um filme da Fox chamado "Only The Strong", do Kao Rosman e é uma música fortíssima, que eu sempre gostei muito. Pouca gente deve se lembrar, mas nós já tínhamos usado o berimbau de uma forma bem instigante no último disco dos anos 80 do RPM, que ficou conhecido como "Quatro Coiotes". A música se chama "A Estratégia do Caos" e eu sempre fui fascinado por esse clima misterioso e ameaçador da capoeira, do berimbau, acho que é uma cultura fantástica...Essa herança afro, essa conexão com a religiosidade, com a dança, com aluta e quando nós estávamos fechando o repertório, falei:'Agora é hora de gravar essa música!' e tudo isso é tão emblemático, que batizamos o disco de "Zum Zum", que também foi uma casa de shows do Rio nos anos 60, que foi o palco da bossa nova com Vinícius, Caymmi e também é uma onomatopéia com o sentido de um rumor, tô ouvindo um zum zum, um papo.
Kid - Quando o PR.5 vai fazer shows? Quando vai rolar?
PR -Nós estamos ensaiando todos os dias, dividindo com algumas atividades, como a divulgação que estamos fazendo. Vamos fazer shows em junho no interior de São Paulo, Minas Gerais e só vamos chegar a São Paulo no começo de julho. Nosso CD PR.5 "Zum Zum" vai estar nas lojas no final de maio e é do nosso selo Bola 8, com distribuição pela Somlivre. Falando nisso, vou deixar aqui o endereço do nosso site, pra quem quiser saber mais da gente, tem notícias, agenda, enfim...É só acessar http://www.prpontocinco.com.br/ ou http://www.prponto5.com.br/! Temos os dois domínios!
Kid - Bom, brigadíssimo pela presença de todos aqui, pena que só você quase falou, né, Paulo? ( risos )
PR - Bem que eu tentei passar a bola, mas...
P.A ( rindo ) - Nem fez pergunta pra mim...
Kid - P.A! ( risos )
Jax - Só tenho tempo de falar que eu comprei minhas camisetas do Bauhaus e do The Cure na Wop Bop! ( risos )
Kid - Ah sim...Todos eram freqüentadores e eu também era!...Bom, boa sorte a vocês! Sucesso é tudo que eu posso desejar...
http://chat.aol.com.br/transcricoes/ns/0065.adp
ENTREVISTA ESPECIAL : PR.5
Uma evolução do RPM
Banda criada por Paulo Ricardo apresenta uma nova proposta de sonoridade e já vem colhendo os frutos
Para quem achava que Paulo Ricardo, após o término do RPM, voltaria a tentar carreira solo e com outro estilo de música pode comemorar: o eterno vocalista que marcou a geração dos anos 80 com suas interpretações sólidas reaparece na cena musical com um novo projeto, uma sonoridade original, que em sua visão nada mais é do que a evolução de sua antiga banda. O PR.5, liderado por Paulo Ricardo e que traz ainda seu antigo colega P.A. na bateria, promete sacudir as estruturas do rock nacional com um novo conceito de som. Para isso, foram escolhidos os melhores profissionais para participarem desse trabalho. Além de Paulo e P.A, o grupo se completa com Paulinho Pessoa e Jacques Molina (ex-Defalla) na guitarra, Juninho na percussão e Yann Lao (ex-Metrô) nos teclados.
O primeiro fruto do surgimento do grupo PR.5 é o CD independente Zum Zum, que aponta os novos rumos de Paulo Ricardo. O trabalho mostra uma mistura envolvente de som. Traz muitos elementos da música eletrônica, pegada pop rock, melodias pop, ritmos brasileiros percussão, tudo bem amarrado sem deixar furos. O primeiro single de Zum Zum foi “Música Comercial” e sintetiza bem o que é esse trabalho. Baixo e bateria dão o tom aqui, aliados à percussão, e com teclado e guitarra apenas escorando tudo. Na tentativa de soar mais moderno que o som, o ex-líder do RPM coloca muitas palavras do vocabulário "internético" como “iTune”, “MP3”, “download”, “baixar”, entre outras.
Paulo conseguiu, com bastante êxito, explorar, em algumas canções, sobre a crise atual e a culpa católica do brasileiro de fazer sucesso, ganhar dinheiro e perceber a música comercial como algo pejorativo. Isso tudo foi feito de uma maneira rock'n'roll, irônica e desencanada e promete ser um ingrediente a mais pra apimentar essa nova proposta sonora do mercado. Esse conceito aparece principalmente em canções como “Crédito” e “King of the Marketing” (com participação do publicitário Washington Olivetto) que, apesar do nome, tem letra em português. Outros pontos altos do CD são “Miss Ness” e “Zum Zum”. As duas ajudam a dar a cara ao conceito perseguido pela banda. A primeira é uma inédita de Jorge Benjor com todos os elementos malemolentes que uma música dele pode ter. Já a trilha que dá nome ao disco (composta por Kao Rosman) é um tema de roda de capoeira e que mistura berimbau com programação eletrônica, guitarra e bateria.
Muitas coisas novas o público vai encontrar nesse novo trabalho de Paulo Ricardo e Cia, que foi lançado pelo próprio selo da banda, o Bola 8. Quem era fã do RPM vai estranhar um pouquinho, pois o estilo de som é bem diversificado e com uma mistura bem grande de elementos. Mas pela bagagem de todos os integrantes, a maioria aposta que o PR.5 não veio pra ser mais uma bandinha qualquer. Veio sim somar e alçar vôos altos dentro desse mercado cada vez mais concorrido.
E para comprovar essa nova fase e falar mais sobre o PR.5 estivemos com ele que é a pessoa mais indicada para explanar sobre esse assunto. Isso mesmo, Dom Paulo Ricardo! Confira a entrevista na íntegra !
Site:
http://www.bandaprponto5.com.br
Marcus Vinicius Jacobson
Reportagem
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1) O que diferencia o PR.5 do trabalho que era feito no RPM ?
Eu diria que o PR.5 é uma evolução do RPM. Continuamos com o mesmo peso, com letras que vão do universo pessoal ao político e com ênfase na melodia. Mas também incorporamos elementos de música eletrônica, como Drum'n'bass e o hip hop. Além de um olhar mais profundo sobre a Música Popular Brasileira.
2) O RPM agora é passado, mas existe alguma mágoa com seus antigos companheiros que não aceitaram os novos elementos musicais que você queria introduzir no grupo ?
Não. Desejo a eles boa sorte na nova empreitada, afinal fizemos muita coisa boa juntos.
3) Fale pra gente sobre esse trabalho recém lançado intitulado Zum Zum.
Zum Zum é o trabalho de estréia de uma nova banda. PR.5, formado por mim e pelo P.A. (ex-RPM), Juninho e Paulinho (Sonic Jr), Yann Lao (ex- Metro) e Jax Molina (ex-De Falla) e como disse antes, faz uma mistura de pop rock, musica eletrônica e música brasileira.
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4) Foi difícil você reunir uma galera que pensasse igual em relação a sonoridade pra montar o PR.5 ?
Não tive intenção, a princípio, de começar uma nova banda. Apenas convidei a galera do Sonic para me ajudar a co-produzir o que seria o novo disco do RPM. Mas na medida em que os outros nao se identificaram com a minha proposta, incorporei os dois ao projeto e fechei a escalação c/ o Yann e o Jax. Assim nascia o PR.5.
5) Como você lida com esse assunto de música comercial ?
Com a maior tranquilidade. Adoro uma boa música comercial e não tenho o menor problema com isso. Gosto de atingir o maior número de pessoas possivel.
6) A sonoridade do disco vai por um caminho bem pop e mistura vários elementos do rock, MPB e música eletrônica. Você acredita que esse trabalho manterá uma constância ou pode vir a ser introduzido outros elementos ?
O mundo esta em constante mutação. Mas o que eu sinto é uma tendência de consolidação da sonoridade do Zum Zum.
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7) O disco foi lançado pelo selo da banda, o Bola 8. Você acredita que isso pode dar mais liberdade e autonomia a esse trabalho ?
Foi exatamente por isso que decidimos lancar o disco pelo nosso selo. Da muito mais trabalho, mas também muito mais prazer.
PAULO RICARDO BARRADO PELA JUSTIÇA
UMA AÇÃO MOVIDA PELOS MÚSICOS LUIZ SCHIAVON E FERNANDO DELUQUI PROIBIU O CANTOR DE USAR A MARCA RPM NO CD ZUMZUM
O lançamento do novo cd Zum Zum de Paulo Ricardo, que irá para as lojas em maio, vem
sendo antecedido por uma batalha jurídica. O juíz Alexandre Alves Lazzarini, 16º
vara civil de São Paulo, concedeu a liminar que impede de usar as marcas RPM, Revoluções Por Minuto e Rádio Pirata. Mas o cantor ainda pode entrar com recurso.
A ação foi promovida pelos musicos Luiz Schiavon e Fernando Deluqui, ex integrantes da banda RPM, que decidiram garantir seus direitos, após descobrirem que o colega havia registrado os títulos em segredo.
Segundo eles, Paulo Ricardo anunciou o "retorno"do grupo com formação diferente e afirmou utilizar o mesmo nome em seu próximo álbum. Indignados, Schiavon e Deluqui deixaram uma nota no site oficial www.rpm.art..br contando sua versão sobre o assunto.
" Ele iniciou a montagem de uma empresa, denominada RPM Entretenimento, com atribuições de gravadora e agência de empresariamento sem a participação dos membros da banda. E a dois meses nos deu um ultimato: ou assinaríamos um contrato que lhe daria poderes para decidir tudo ou seriamos "excluidos"- declararam na web.
CHEGA MAIS procurou Paulo Ricardo, que não se mostrou abalado com essa denúncia,
muito menos com a decisão judicial.
- Tudo isso é uma bobagem. Há mais de um mês a nossa banda se chama PR.5, como vocês podem conferir na ultima edição da revista MTV. Acho lamentável ver meus ex - colegas
passarem por esse vexame perdendo tempo, dinheiro e energia.
Por Marina Forte
Homem / objeto - Casa Vogue - Abril 2004
Ponto de Vista
Baixista e vocalista de uma das bandas de maior sucesso dos anos 80, Paulo Ricardo cruzou duas gerações e conquistou uma legião de fãs com seu olhar 43.
Por Camila Gabriel
O hit bombou o país e disparou a venda do primeiro disco da banda em meio milhão de cópias na década de 80. O grupo - que não podia ter um nome mais apropiado, RPM (Revoluções Por Minuto) - depois de alguns shows, gravou um disco ao vivo que atingiu vendas nunca antes alcançadas por nenhum outro grupo nacional. O líder, Paulo Ricardo, aos 5 anos já dava canja nos programas de calouros com a performance perfeita do rei Roberto Carlos, dos seguidores da Jovem Guarda e da Bossa Nova. Construiu seu sucesso com alicerces nos ritmos brasileiros, na música negra americana, e, na Europa inspirou - se nos Beatles, de quem se tornou, aos 10 anos, fã incondicional. Sentado na cadeira revestida de palhetas de guitarra, da Matiz Movelaria ele exibe um baixo emblemático, o principal instrumento de Paul MacCartney. Só para constar a raridade foi um presente de Gilberto Gil, hoje ministro da Cultura. Aos 23 anos já podia se considerar um dos grandes astros nacionais. Entre todas as idas e vindas e durante a década em que seguiu carreira solo nos anos 90, ele tirou da bagagem de jornalista e critico musical a sua vasta experiência garimpada, principalmente, do tempos que foi correspondente em Londres da Revista Som Três. Paulo Ricardo quis revolucionar a sonoridade incorporar novos elementos, mesclar ritmos brasileiros ao contexto da música eletrônica, sem perder a pegada de uma banda de rock, nem todos concordaram e, em 2003 o grupo se despediu para valer. Foi quando Paulo Ricardo, ao lado do fiel companheiro e baterista PA ao lado da dupla de musicos e compositores alagoanos Sonic Junior, fez emergir o que considera ser o melhor trabalho da sua vida: onze faixas inéditas - incluindo uma canção de Jorge Ben Jor, inspirada no canto de capoeira que certifica a brasilidade e o sucesso do novo disco Zum Zum do próprio selo Bola 8 - para entrar na estrada que, com novo olhar, se aventura a percorrer.
Por Camila Gabriel
Foto Rui Mendes
Paulo Ricardo - Entrevistão MTV Abril/04
Paulo Ricardo - Metamorfose - Revista Flash e Amaury Jr. 11/2003
Fã de Jazz, o líder do RPM declara seu amor ao gênero e anuncia que o próximo disco não será de rock.
Em recente noite paulista o cantor, foi flagrado empolgadíssimo, no show do trompetista americano Terence Blanchard, no bar Baretto do requintado Hotel Fasano. " Foi sublime" define. Mas ele não era fã de rock? " Duke Wellington dizia que existe dois tipos de música, a boa e a ruim.

Rebeldia nunca mais
Por Karina Torres
http://contigo.abril.com.br/reportagem/paulo-ricardo-rebeldia-nunca-mais-401019.shtml?ft=0p#
Com seu Olhar 43, ele foi considerado sexy e rebelde. Hoje, o ex-vocalista do RPM está mais família do que nunca. Paulo Ricardo fez ioga, estudou budismo e cabala. Agora, faz análise. Trocou os exercícios na praia do Leblon, Rio de Janeiro, onde vivia, pela rotina de uma academia paulistana. E o jeans rasgado deu lugar ao terno nas festas. ''Rebeldia não combina mais comigo, já tenho 46 anos!'', explica o cantor e compositor, que prepara novo CD com canções de Vinícius e cita a consultora de moda Costanza Pascolato: ''Elegância é adequação''.
Em 2003, menos de um ano após o início do namoro com a arquiteta e socialite Raquel Silveira, 49, disse ''sim'' em uma cerimônia tradicional, na Igreja São José, na capital paulista. ''Estávamos apaixonados e percebemos que, apesar de ser o terceiro casamento de cada um, nunca tínhamos casado na igreja. Isso, na nossa idade, me pareceu bem romântico. E foi'', revela.
Morando em casas separadas, mas na mesma rua, o casal não dispensa o jantar às quintas-feiras com os filhos. São três dela: Luiza, 23, Rodolfo, 20, e Antonio, 11, e uma dele, Paola, 21.
Avô?
E Paulo Ricardo derrete-se todo ao falar da filha, que é baixista e apresenta ao pai roqueiro as novas bandas e tendências musicais. ''Paola, mesmo sendo musicista, é tímida, discreta, supersaudável - detesta cigarro. Você constrói sua personalidade em oposição aos seus pais'', explica ele, comparando a sua juventude com a vida da filha, que teve no primeiro casamento, com a produtora Moira Lynch, 43. ''Paola veio do Rio para morar comigo e trouxe um casal de gatos'', conta. ''Já me sinto 'meio' avô'', diverte-se.
Quanto a temas como namoro, sexo e ciúmes, Paulo Ricardo diz não ter esse tipo de preocupação. ''Eu sou zeloso, mas não ciumento'', garante ele. ''Somos amigos, falamos de tudo e ela me vê como um pai garotão. Se fosse menino, falaríamos também de sexo. Mas ela deve ficar mais à vontade com a mãe'', afirma. Careta? Não, é apenas um Paulo Ricardo 'adequado', como ele mesmo diz.
O artista será capa da revista Caffè, focada no mercado de luxo
Na tarde deste domingo (03 de agosto), o badalado Royal Club abriu suas portas para receber Paulo Ricardo e a equipe da revista Caffè. A pauta do ensaio girou em torno do universo do rock e o quanto esse estilo musical influencia a moda, comportamentos e é sinônimo de energia, luxo, viagens, extravagâncias, diversão. “O Paulo era o personagem perfeito que precisávamos para este editorial. Antenado, moderno, amante da moda e da música e um de nossos maiores símbolos do rock nacional. Ficamos muito felizes que tenha aceitado o convite. O resultado graças ao estilo forte dele e ao profissionalismo de toda a equipe, vai ficar sensacional.”, comenta Victor Drummond, editor de moda da Caffè.
“Achei incríveis as fotos que fizemos e a proposta do tema e das atitudes. O resultado final vai ficar lindo.”, conta Paulo. Símbolo de toda uma geração, o cantor representa bem o estilo “glam rock underground chic” de vestir. O editorial propõe para o homem moderno, looks não tão glitters como o de David Bowie, nem tão dirties como o de Alice Cooper, mostrando o estilo rocker possível. Desequilíbrio na medida exata.
A Revista CAFFÈ, que vai para o mailing dos clientes da Jaguar, também pode ser encontrada nas Livrarias Fnac e Cultura, bancas mais bacanas dos Jardins, Ipanema, Leblon, Brasília e Belo Horizonte.
BNPress,é lógico,tem o material prá você !





por EVANDRO NICHETTI em Agosto 4, 2008.
PAULO RICARDO : todo estiloso para o editorial da Revista CAFFÈ
fotos : divulgação

Paulo Ricardo "matou" seu lado romântico-brega dos anos 90
LAURA MATTOS
da Folha de S.Paulo
IVAN FINOTTI
Editor do Folhateen
Paulo Ricardo foi assassinado. Para fãs do RPM, alívio: o morto não é o vocalista da banda fenômeno dos anos 80, mas aquele romântico/brega do 90.
Aos 44 anos, o astro do rock oitentista reflete sobre a viagem que fez por TVs populares e rádios sertanejas com cabelo curto, gravata e paletós coloridos: "Admito que surtei".
À Folha, conta ter eliminado a tiros o personagem que criou, cantor da multidões que vendeu mais de meio milhão de CDs com baladas pegajosas e sucessos de Roberto Carlos.
A morte ocorreu em um retiro, quando ele abandonou também as drogas. Depois, quarentão zen, resolveu acabar com a disputa judicial contra Luiz Schiavon e Fernando Deluqui (tecladista e guitarrista do RPM), iniciada após a tentativa de retomar a banda, em 2002. "Eu e o P.A [baterista] queríamos modernizar, eles, o RPM clássico. Estavam certos."
Os quatro assinaram acordo para lançar em 13 de julho, Dia do Rock, uma caixa com os três CDs do RPM, que venderam mais de três milhões de cópias, além de um quarto com raridades e o DVD da turnê Rádio Pirata, que lotou estádios em 1986. Negociam uma nova reunião da banda para shows de lançamento desse material.
Enquanto isso, Paulo Ricardo, em carreira solo, pede "pelo amor de Deus" para entrar de novo no universo pop rock. Ele faz hoje, no Tom Jazz (av. Angélica, 2.331, 0/xx/11/3255-3635), o segundo show da turnê do novo álbum, "Prisma".
Na primeira apresentação, na semana passada, cantou sucessos do RPM para uma platéia de 60 pessoas, como se estivesse diante da multidão enlouquecida de fãs da banda.
Abaixo, entre outras revelações, conta como abandonou o "delírio de tentar derrubar o muro de Berlim do preconceito entre o rock e o popular".
A imprensa
Minha relação com a imprensa teve um percurso bem típico. Quando a gente era uma banda underground, tocando nos porões, "uau", eram só reportagens maravilhosas. Lançamos o primeiro disco, e as críticas "uau". Chegou "Rádio Pirata ao Vivo", a gente bateu um milhão de cópias e "pau", foi sarrafo para sempre. Fiz novela, sarrafo, o RPM voltou, sarrafo, cortei o cabelo, sarrafo, casei, descasei, sarrafo. Mas, depois da superexposição do RPM e de gravar com o [produtor e compositor de hits populares] Michael Sullivan, o que foi considerado uma traição ao rock, hoje tenho um bom relacionamento com a imprensa. E, graças a Deus, no começo da carreira, li uma entrevista com o Mick Jagger que dizia: "Contanto que a minha foto esteja na capa, não tô nem aí com o que vão falar na página 96".
Brigas do RPM
A história do RPM teve final feliz. Em 2006, depois de quase três anos brigando na Justiça, assinamos um acordo. O motivo do segundo racha, após a volta do RPM em 2002, havia sido minha vontade de impor uma modernização à banda. Achava que Revoluções por Minuto pressupunha constante movimento. Eu e o [baterista Paulo] P.A [Pagni] estávamos empolgados com tantas mudanças. O [tecladista Luiz] Schiavon e o [guitarrista Fernando] Deluqui queriam continuar um som mais oitentista, RPM clássico. Depois de refletir, liguei para eles e disse: "Vocês estavam certos, eu estava errado. Vamos fazer as pazes". Não dá para o RPM não ser classic rock brasileiro. Primeiro porque aquela fase marcou muito e depois porque não houve continuidade. Querer retomar e pular do colegial para o mestrado é impossível. O fã iria dizer que o RPM estava traindo o RPM. Ninguém quer saber de show dos Stones com drun'n bass nem de Coca Cola verde.
O acordo
O novo acordo é baseado no primeiro, que assinamos quando moleques. Isso tudo foram "eles" que fizeram, os moleques, que têm idade para ser nossos filhos. Temos que respeitar o que assinamos em 84. Isso é o RPM. Estamos em paz conosco, com nosso passado e vamos botar um ponto final nessas coletâneas com capas horrorosas que saem por aí.
Lennon e McCartney
O conceito do RPM foi desenvolvido por mim e pelo Schiavon. Mesmo que eu tenha feito os acordes ou desenvolvido a melodia, a coisa não sairia se ele não estivesse comigo. Na época, combinamos de dividir tudo meio a meio. Tivemos uma briga na turnê Rádio Pirata, em 86, e passamos a estabelecer porcentagens diferentes de acordo com a participação de cada um. Era uma divisão justa. Não foi ético eu dizer o que disse nessa briga mais recente [há três anos, Paulo Ricardo reclamou do fato de Schiavon receber 15% dos direitos autorias de "Rádio Pirata"]. Não haveria RPM sem ele. Pedi desculpas. Até hoje recebemos uma quantia razoável com a obra do RPM. Vende disco, toca na rádio, é regravado.
Revival dos Anos 80
Nunca me alinhei a esse revival. Essas duas voltas do RPM, a de 2002 e a que faremos agora para o lançamento da caixa de CDs e do DVD, estão relacionadas à história da banda, à pressão dos fãs. No momento em que um projeto tem um cunho saudosista, estou fora, até porque somos novos para isso.
O Eterno?
Após tantas experiências na música, eu me dei por satisfeito. Agora me deu aquela síndrome do Carlos Drummond de Andrade: "Cansei de ser moderno, quero ser eterno". Nos 14 discos que gravei, tenho um repertório que vai de Cartola a Led Zepellin. "Prisma", o novo, é pop rock, de onde vim e de onde nunca deveria ter saído.
Romântico/Brega
Essa fase veio quando me vi embarreirado pelo pessoal do pop rock, um pouco porque consideraram que fui eu, com meu ego imenso, que terminei com o RPM, o que não foi verdade. Sei que vou sofrer sempre esse negócio de fãs do RPM que se sentiram traídos pelo vocalista megalômano que abandonou a banda egoisticamente para se dedicar à carreira solo.
Estava um clima muito hostil para mim nas rádios pop rock. Aí encontrei o [compositor de hits populares] Michael Sullivan, a gente compôs uma música, "Dois", que ficou quatro meses no primeiro lugar das paradas. O CD ficou quatro meses no topo dos mais vendidos, vendeu meio milhão de cópias. Fizemos em espanhol para 36 países. O rock estava numa fase pesada, as bandas brasileiras cantando em inglês. Falei: "Quer saber, esse negócio de rock é um rótulo muito pequeno. Sou brasileiro, quero experimentar, gravar outras coisas".
O Personagem
Eu curti aquele personagem que inventei, o cantor das multidões. Usava paletó, gravata, cabelo curto, cada aberração, até casaco de zebra! Em 97, saiu o CD "O Amor me Escolheu", que estourou. Em 98, 99, gravei músicas do Roberto Carlos. Meu primo estava num táxi, no rádio tocava "Dois", e ele disse: "É meu primo, o Paulo Ricardo do RPM". E o taxista: "Não, esse é outro, é o Paulo Ricardo Dois". Ele tinha razão, era outro cara. O público tinha me recebido de braços abertos e eu me contagiei pelo sucesso.
Dois Brasis
Fui muito bem recebido por um segmento que não costumava freqüentar, como rádios sertanejas. São dois brasis completamente diferentes que não se bicam. Muita gente ali nem sabia que eu era do RPM e muita gente do mundinho aqui nem soube o que eu fiz ali. Estava me separando de um casamento de anos com a Luciana Vendramini, estava sofrendo, não estava pensando na revolução. Olhando para aquilo hoje eu abomino. Mas na época eu estava dentro e era natural.
O público?
Não tenho idéia de quem seja meu público hoje. É muita mudança e talvez esse seja um dos motivos de o primeiro show desta turnê não ter lotado. Mas sempre penso que estou tocando no Madison Square Garden lotado. Pode ter 15 gatos pingados. Quando tem menos gente, eu me sinto ainda mais na obrigação de dar o máximo aos que vieram. Além disso, amo o que faço, pagaria para cantar.
Drogas?
Ah, não mais. Como nos anos 80 a experiência foi muito intensa, quem sobreviveu entrou com muito cuidado nos 90. No rock, que tem ligação mítica com as drogas, convivemos de perto com experiências pesadas. Fui visitar o Lobão em cana, Bangu 1, Arnaldo [Antunes] preso, [Tony] Belloto. Aí teve o Cazuza, Renato [Russo]. Você diz: "shit happens" [acontece merda]. Não se deve demonizar as drogas, mas vamos admitir, é uma puta perda de tempo. Se puder passar sem elas, é um bem que faz para a sua saúde física e mental. Sempre falo isso para a minha filha [Paola, 19].
Quando chegou o final dos anos 90, eu disse "enough" [suficiente]. Fiquei quase sem voz no período de show de lançamento do disco do Roberto Carlos. Estava tudo inflamado. "E aí, doutor, o que tomo?" E ele: "Você não toma nada". Também me mandou parar de falar. Fiquei um mês em silêncio, no sítio de um amigo.
O assassinato
Foi quando decidi parar com as drogas. Já não usava mais cocaína e resolvi largar o baseado. No retiro, cheguei à outra conclusão: "Vou assassinar o Paulo Ricardo Dois. Vem cá, Paulão, pá, pá, pá [imita revólver com a mão]. Desculpe cara, era eu ou você". Parte do problema da voz era emocional. A minha voz falou: "Se quer pagar esse mico, vai aí, mas eu tô fora". Aquilo havia passado do limite. Eu tinha uma utopia, uma megalomania, de unir os brasis, derrubar os muros de Berlim do preconceito do rock e do popular. Isso pode até rolar, mas não é fácil assim. Foi um delírio.
O surto
Aquele cara não existe mais, e estou muito confortável sendo quem sempre fui. Admito que surtei. Tinha sido muito bem tratado por todo mundo lá, principalmente pelo público, e tive prazer em vários momentos. Mas, com o tempo, eu me senti deslocado porque não era minha tribo. Às vezes estava em programas nos quais não podia usar uma expressão em inglês porque ia soar arrogante. Estava me editando. Liguei para o empresário e disse: "Não vou fazer mais nada". E ele: "Você está louco?". Respondi: "Não, eu estava louco".
Volta ao Pop Rock
Pensei: "I wanna go home" [quero voltar para casa]. Mas me responderam: "Não, agora você foi para o Afeganistão, não volta mais para os EUA". Insisto: "Pelo amor de Deus, cara, deixa eu entrar!". Digamos que agora estou na sala de espera.
